Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Estudantes Desistem do Jornalismo Após Fim da Exigência do Diploma


Carolina Maia, de 16 anos, sempre teve certeza sobre o que deseja fazer na vida: ser jornalista. Agora, no 3º ano do ensino médio, ela está reavaliando a decisão de fazer a faculdade de Jornalismo. "Me senti desencorajada, talvez não valha a pena." A dúvida de Carolina, aluna do colégio Vértice, surgiu com o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. A decisão, tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em meados de 2009, agravou a queda de interesse pelo curso, algo que grandes faculdades de Jornalismo paulistas já vinham detectando nos últimos anos. O curso da Universidade de São Paulo (USP) perdeu 250 candidatos de 2009 para 2010. A relação candidato/vaga caiu de 36,6 para 32,4. Na Cásper Líbero, o número de concorrentes por vaga baixou de 13,28 para 11,26. A queda média de 2 pontos porcentuais também ocorreu nos cursos da Unesp e PUC. Na Metodista, apesar do corte de vagas, de 240 para 160, a concorrência caiu quase pela metade. Titular da cátedra da Unesco de Comunicação da Metodista, José Marques de Melo acredita que a queda de demanda pelo curso é episódica. "Em lugar nenhum do mundo se pede diploma, e o jornalista continua prestigiado", diz. "Curso não existe para dar diploma. É para somar conhecimento." O professor coordenou o projeto de mudança das diretrizes nacionais do curso, que aguarda aprovação do MEC. Entre as propostas está a adoção de uma grade flexível, para acompanhar a dinâmica do mercado. Otimismo. Na contramão da tendência geral, a ESPM, uma das principais faculdades de Publicidade do País, vai oferecer 50 vagas na primeira turma de Jornalismo no próximo vestibular. A aposta da ESPM é criar um curso voltado para as mídias digitais e com enfoque no jornalismo corporativo. "A carreira de publicidade não precisa de diploma e nós continuamos lotando turmas", diz o diretor de Graduação, Alexandre Gracioso. "O motivo é a excelência na formação, e isso continua tendo procura." No ano passado, quando Job Henrique Casquel, de 19 anos, abandonou sua vaga na Escola Politécnica da USP para tentar jornalismo, seus pais não ficaram satisfeitos. "Acho que o diploma continuará fazendo a diferença na hora da seleção em uma empresa", diz ele, que curso o 1º ano na USP. Apesar da onipresença das novas mídias, a internet não está nos seus planos. Quer, quando formado, trabalhar em jornal impresso ou rádio.


(Clipping 06.05.2010 O Estado de São Paulo, 03/05/2010 - São Paulo SP Estudantes desistem do Jornalismo após fim da exigência do diploma Paulo Saldaña - Especial para O Estado )

Expansão de Universidades Federais Amplia Déficit de Professores Qualificados


Mais uma. Universidade Federal do ABCem Santo André (SP), foi uma das criadas nos últimos anos pelo governo Lula A expansão das universidades públicas promovida pelo governo federal aprofundou um antigo problema das instituições: a dificuldade de se contratar professores com doutorado. A carência é maior nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Apenas neste ano, as federais de Rondônia (Unir), Pará (UFPA) e Amazonas (Ufam) tiveram de reabrir concursos públicos para docentes por falta de inscritos qualificados. Não há dados nacionais sobre o tamanho do déficit de doutores e mestres, mas, para suprir a demanda, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lançou em dezembro de 2008 um plano de estímulo a novos programas de pós-graduação. Uma comissão com representantes dos Ministérios da Educação, do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia foi formada em julho de 2009 para implantar o Programa de Apoio à Pós-Graduação (PAPG), mas, até agora, poucas ações concretas foram tomadas. "Por causa do Reuni (programa do governo federal de expansão das universidades, lançado em 2003) foram abertas entre 10 mil e 12 mil vagas para professores. E nós queremos que todos sejam doutores", afirmou Ana Deyse Dorea, vice-presidente da Andifes. "O País não estava preparado e, em especial, os câmpus localizados no interior têm enfrentado dificuldades para preencher todas as vagas com doutores." De acordo com a Andifes, o PAPG vai começar pelas Regiões Norte e Centro-Oeste, áreas mapeadas como as de maior carência de docentes com títulos. "Eles precisam formar seus próprios quadros, porque lá também é mais difícil fixar os profissionais", diz Ana Deyse. Um dos principais objetivos da iniciativa é diminuir as diferenças regionais nos programas de pós-graduação. A entidade informou que o programa deve ser iniciado ainda este ano, em parte com recursos do MEC. Mas a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) afirma que o programa ainda não existe efetivamente; que é uma proposta em construção. A única iniciativa de suporte ao PAPG foi a liberação de recursos no projeto Pró-Equipamentos, em agosto de 2009, para montagem de laboratórios. Concorrência. Para universidades da Região Norte, a dificuldade na contratação de doutores piorou com a grande oferta de vagas em outras partes do País. "A gente enfrenta uma concorrência desleal. Como as condições trabalhistas (como salário) são iguais no Brasil inteiro e não existe uma política que dê um diferencial mais sedutor ao Norte, aqui nunca é a primeira opção", afirmou o pró-reitor de gestão da Ufam, Albertino Carvalho, O maior desafio, diz Carvalho, é preencher as vagas nos câmpus mais afastados da capital. Com o Reuni, a Ufam abriu cinco novos câmpus - o mais próximo da sede fica a 720 km de Manaus. "Temos um polo em Benjamin Constant, cidade de 20 mil habitantes na fronteira com Colômbia e Peru, com pouca infraestrutura e sem acesso aéreo. É difícil um doutor querer morar numa cidade assim." O pró-reitor de pesquisa e extensão da UFPA, Emmanuel Tourinho, ressalta que atrair doutores é crucial para melhorar a qualidade da graduação, mas também para avançar nos cursos de pós-graduação e fazer desenvolver o País. "Para melhorar nosso atrativo precisamos de recursos extras e de uma política de médio e longo prazo", diz. "Isso depende de uma decisão política: o País quer ou não criar condições para termos doutores capazes de aproveitar o potencial da região amazônica?", questiona. A falta de doutores também é uma realidade das novas universidades federais, como a Rural do Semiárido (Ufersa/RN), criada em 2005, onde alguns editais tiveram de ser reabertos até duas vezes. "Na área de matemática foi difícil preencher as vagas", disse o pró-reitor de graduação, José Arimatéa de Matos. Para lembrar - Vagas dobram, mas ainda falta infraestrutura - O governo Lula criou em cinco anos 15 instituições federais e mais de cem câmpus no interior do País por meio do programa Reuni, do MEC. O objetivo de elevar a oferta de vagas foi cumprido: elas passaram de 121 mil em 2003 para 169 mil em 2008. Mas, na velocidade em que foi feita, a expansão transformou municípios em canteiros de obras, com aulas em prédios improvisados e sem infraestrutura, conforme mostrou o Estado em fevereiro.


(Clipping 06.05.2010 O Estado de São Paulo, 06/05/2010 - São Paulo SP Expansão de universidades federais amplia déficit de professores qualificados Ensino superior. Problema é maior nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Neste ano, universidades de Rondônia, Pará e Amazonas reabriram concursos por falta de candidatos com doutorado. Desde 2003, ampliação das instituições provocou criação de 12 mil vagas Luciana Alvarez)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Universitárias de Classe Média Alta Ganham Bolsa do ProUni


Um escândalo! Não existe outra maneira de descrever o que acontece numa faculdade particular do Paraná: três estudantes que levam uma vida confortável têm bolsa integral e estudam com dinheiro público. Além disso, recebem um benefício de R$ 300 por mês. A repórter Renata Cafardo explica como tudo isso foi possível. Casas confortáveis em bairros nobres da cidade. Carros que podem valer R$ 55 mil. Este é o padrão de vida das famílias de três universitárias de Maringá, no norte do Paraná. Elas são Belisa Stival, Camila Colombari Medeiros e Milena Lacerda Colombari. Estão no quarto ano de Medicina na Uningá, uma faculdade particular com sete mil alunos. O valor da mensalidade é de R$ 3.200, mas as três não pagam nada. Ganharam um benefício que é o sonho de milhares de estudantes: uma bolsa do ProUni - o programa federal para universitários carentes. Mas como elas conseguiram? O Fantástico passou duas semanas em Maringá, investigando esse escândalo. Segundo o Ministério da Educação, Milena Colombari começou a receber bolsa integral do ProUni em 2005, quando fazia Biomedicina na Uningá. Em 2008, mudou para Medicina e continuou estudando de graça. Milena mora com os pais e o irmão numa casa com piscina. O pai dela é dono de um bufê, inaugurado em outubro do ano passado. Para uma festa de quatro horas com 200 convidados, o bufê cobra R$ 7 mil, valor suficiente para pagar com sobras dois meses de faculdade de Milena. Procuramos a estudante de Medicina. Ela acha justo receber o ProUni. “Esse ano até a gente passou por certas dificuldades. Nem viagem pra praia a gente não foi. Antes era comum de ir”, comenta Milena. Existem regras rígidas para receber as bolsas do ProUni. Por exemplo, é preciso ter cursado o ensino médio em escola pública ou ter sido bolsista integral em colégio particular. E o principal: comprovar que a renda mensal familiar, por pessoa, não passa de um salário mínimo e meio: R$ 765. Por telefone, o pai de Milena Colombari reconhece que atualmente a família ganha mais do que esse valor. “Minha renda hoje está um pouco acima disso. Nunca mais ninguém pediu pra gente estar fazendo isso ou aquilo, apresentando esse ou aquele documento”, diz o pai de Milena. Camila Colombari Medeiros, que também estuda Medicina na Uningá com verba do ProUni, vive num sobrado com a mãe e uma irmã. Segundo o MEC, ela começou a receber bolsa em 2008. Encontramos Camila indo pra faculdade num carro que, zero quilômetro, custa pelo menos R$ 40 mil.


Repórter: Você tem bolsa do ProUni?

Camila: Tenho.

Repórter: Fala um pouquinho.

Camila: Eu tô com pressa, eu tenho médico agora.

Repórter: Não tem problema algum de ter bolsa e ter carro?

Camila: Esse aqui foi presente do meu pai.


Belisa Stival, que desde 2008 também estuda sem pagar nada, geralmente anda de carro popular. Mas o pai circula num automóvel novo, avaliado em R$ 50 mil. A família, de quatro pessoas, mora numa casa de dois andares.


Repórter: Você tem bolsa do ProUni?

Belisa: Tenho. Repórter: Você estudou em escola pública? Belisa: Não, não estudei. Mas fui bolsista.

Repórter: Em escola particular?

Belisa: Sim.


As três alunas que estudam Medicina na Uningá desde 2008 com bolsa do ProUni deixaram de pagar, juntas, quase R$ 300 mil em mensalidades. É a própria instituição de ensino que decide quem recebe a bolsa do ProUni. A lista é depois encaminhada ao Ministério da Educação. As três jovens de Maringá - que ganharam a bolsa integral - têm parentes em cargos importantes na faculdade. Belisa é filha de Ney Stival, o diretor de ensino da Uningá. Camila é filha de Vânea Colombari, coordenadora de cursos profissionalizantes. Já Milena é sobrinha de Vânea. As três universitárias têm ainda outro benefício do ProUni: a chamada bolsa permanência. É uma espécie de mesada de R$ 300 por mês. O dinheiro vai para a conta de alunos com bolsa integral de cursos que tenham seis horas ou mais de aulas por dia. O MEC informa que Milena, que tem pai dono de bufê, recebe os R$ 300 desde abril de 2008. Belisa e Camila, desde agosto de 2008. Por telefone, a coordenadora da Uningá Vânea Colombari disse: “Dependo exclusivamente desse rendimento que eu tenho dentro da instituição, não tenho condições financeiras nenhuma de bancar a mensalidade da minha filha”. A faculdade informou que Vânea Colombari ganha R$ 2.900 por mês. Com esta renda, a filha dela - Camila - não poderia ter bolsa integral do ProUni. O salário de Ney Stival não foi divulgado. O pai de Belisa e diretor de ensino da Uningá diz que não há irregularidades.


Repórter: Por que elas têm bolsa do ProUni?

Ney: Tinha bolsa sobrando.

Repórter: Ah, tava sobrando? Remanescente?

Ney: E tem ainda. Ricardo Benedito de Oliveira, diretor geral da faculdade, deu a mesma justificativa.

Ricardo: A única procura que teve foi dessas duas moças, que casualmente são filhas de funcionários.

Repórter: Mas não poderia ficar sem as bolsas? Era obrigado a oferecer as bolsas?

Ricardo: Mas qual é o prejuízo das bolsas? Tem outra pessoa prejudicada por elas terem as bolsas? O fato é esse.

Repórter: É dinheiro público.


O diretor alegou ainda que a documentação apresentada pelas bolsistas atendia aos requisitos do MEC. “A instituição não tem uma equipe de investigação pra saber se o fulano que há um tempo morava de aluguel, hoje mora num palacete”, diz o diretor. Pelas regras do ProUni, a faculdade tem obrigação de pedir ao aluno que reapresente - pelo menos uma vez por ano - a documentação comprovando a baixa renda. Na sexta-feira, um dia depois da entrevista do diretor geral, a Uningá enviou uma retificação dizendo que Belisa e Camila não tiveram o benefício mantido pelo ProUni em 2010, por não apresentarem a documentação necessária. O Ministério da Educação desmentiu essa informação: a faculdade cancelou as duas bolsas apenas na sexta-feira, depois de saber que o Fantástico preparava esta reportagem. “Se for constatada a irregularidade, a instituição vai ser desvinculada, podendo inclusive responder judicialmente e até criminalmente pelos fatos”, afirma Simone Horta, coordenadora de supervisão do ProUni. O futuro de todos os alunos de Medicina da Uningá é incerto. O MEC considera que o curso - criado em 2007 - é deficiente e não pode funcionar. Apesar disso, a faculdade conseguiu um mandado de segurança. Mês passado, a Justiça determinou a transferência dos alunos para outras instituições e que o MEC tome providências. Atualmente, 450 mil universitários estudam graças ao ProUni. Ano passado, por causa de irregularidades, 1.700 bolsas foram canceladas e 15 instituições, desvinculadas. Quanto às três jovens de Maringá, o MEC avisa: além de não estudar mais de graça, elas podem ter problemas com a Justiça. “Elas devem responder judicialmente, devendo inclusive ressarcir os cofres públicos durante o período que estiveram com a bolsa. Se for constatada má fé, elas podem responder criminalmente por esses atos”, avisa Simone Horta.



(Clipping 04.05.2010 Rede Globo, Programa Fantástico - 02/05/2010 Universitárias de classe média alta ganham bolsa do ProUni Três estudantes de Maringá, no Paraná, levam vida confortável e estudam com dinheiro público )

terça-feira, 4 de maio de 2010

'Pobre Educação no Brasil'


Ontem, quarta-feira, 28 de abril, foi o dia da educação. Você sabia? Poucos sabem. Até mesmo entre os educadores se ignora a data. Mas isto pode ser considerado normal em um país onde o desapreço pela educação é tão evidente; um país onde a educação é tratada como coisa secundária, servindo o vocábulo mais à demagogia política do que à instituição e consolidação da cidadania. Numa data tão propícia à análise da política educacional do Brasil e à avaliação da eficiência das estruturas educacionais existentes, o que se vê é o silêncio. Um silêncio infectado com a mais perversa das intenções: a manutenção da ignorância. Nos jornais de grande circulação não se viu nenhum caderno sobre educação. Nas emissoras de rádio e de televisão nenhum destaque, nenhuma matéria especial, nem mesmo nas redes educativas. Parece que os especiais sobre os 50 anos de Brasília cegaram as mídias, que não enxergaram, para a semana seguinte, um tema de tão fundamental relevância. Os veículos de comunicação, a classe política de maneira geral, o sistema capitalista terceiromundista, obtuso e cruel, e principalmente as religiões estruturadas, mantém-se fiéis à hipocrisia instituída e, por obra de um grande esforço de propaganda, disseminam a ilusão de que têm interesse pela educação, quando na realidade produzem apenas perfumaria. A mesma emissora de televisão que noticia, com alarde, as péssimas condições (físicas, materiais) das escolas é incapaz de produzir uma matéria crítica onde se discuta a qualidade da educação (esta mesma emissora talvez não tenha nenhum programa educativo, ao contrário, provavelmente mantenha em sua grade verdadeiras aberrações). Respeitando e parabenizando as exceções, temos uma contaminação generalizada entre os educadores. Um grande contingente de profissionais está envolvido com artimanhas políticas, através da atividade sindical. Um outro contingente é alienado e exerce sua profissão de forma burocrática, tão somente cumprindo as rotinas estabelecidas, como se fosse um quitandeiro, um pedreiro, um sapateiro. Esperam a aposentadoria para se verem livres deste aborrecimento. O educador Darcy Ribeiro assim diz em um de seus textos: "A rica direita brasileira, desde sempre no poder, sempre soube dar, aqui ou lá fora, a melhor educação a seus filhos. Aos pobres dava a caridade educativa mais barata que pudesse, indiferente à sua qualidade (...).". No Rio de Janeiro, Os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública), idealizados por Darcy no governo de Leonel Brizola, eram parte de um revolucionário projeto pedagógico, que previa assistência em tempo integral às crianças, com atividades recreativas e culturais complementando o ensino formal e refeições completas, dando corpo aos projetos idealizados pelo educador Anísio Teixeira ainda na primeira metade do século passado. O pensamento de Teixeira sobre a educação no Brasil pode ser resumido neste texto de sua autoria: "Sou contra a educação como processo exclusivo de formação de uma elite, mantendo a grande maioria da população em estado de analfabetismo e ignorância. Revolta-me saber que dos cinco milhões que estão na escola, apenas 450.000 conseguem chegar à 4ª série, todos os demais ficando frustrados mentalmente e incapacitados para se integrarem em uma civilização industrial e alcançarem um padrão de vida de simples decência humana. Choca-me ver o desbarato dos recursos públicos para educação, dispensados em subvenções de toda natureza a atividades educacionais sem nexo nem ordem, puramente paternalistas ou francamente eleitoreiras". Os CIEPs talvez não fossem perfeitos, mas já representavam um grande avanço, e o projeto poderia ser enriquecido com idéias de mesmo caráter. Mas foram execrados e abandonados por pressão das forças retrógradas e reacionárias, as mesmas que disseminam a ilusão e produzem perfumaria.


(Clipping 03.05.2010 O Globo, 30/04/2010 - Rio de Janeiro RJ 'Pobre educação no Brasil' Luiz Antonio Vila Flor)

No Dia da Educação, o Presente foi a Violência


Dia da Educação. Dia para ser celebrado e comemorado por milhares de profissionais de educação e estudantes. Contudo, a realidade não é bem essa. Vemos uma explosão de casos de violência nas escolas. O senso comum da sociedade, apesar do medo e de momentos de indignação, já está acostumado a ouvir falar da violência urbana que atinge as grandes cidades do Brasil. A cada dia novos casos de problemas relacionados à segurança pública explodem na mídia. Ouvimos falar desse tipo de problemas em todos os lugares, mas um em especial tem chamado a atenção nesses últimos dias: os casos de agressões e depredações nas escolas da cidade do Rio de Janeiro. Apesar de sempre já se ouvir e ter relatos de casos de violência dentro das escolas, os mesmos eram colocados em segundo plano e não tinham tanta repercussão na mídia. Contudo, em um curto período de tempo, nossas escolas, que deveriam estar ensinado português e matemática para milhares de alunos, convivem com esse grave problema. Na Escola Municipal General Humberto de Souza Mello, chamou a atenção o caso da agressão da diretora. Agora, outro caso de vandalismo afeta mais um escola da rede. A Escola Municipal José Veríssimo é apedrejada por alunos. Tais fatos têm transformado a realidade e a situação das escolas públicas. Antes locais sagrados de educação e bom convívio social, têm se transformado em um espaço de medo e geradora de conflitos para com o corpo docente e discente. Chama a atenção, no caso da Escola José Veríssimo, a situação a que chegou: de um lado, alunos acusando inspetores de agressão, e de outro, alunos apedrejando a escola. Impera hoje dentro das escolas o clima de guerra, aumentado pelas rivalidades entre facções criminosas rivais nas comunidades, cuja disputa chega dentro das escolas e transforma alunos em inimigos. Tais fatos não podem ser considerados problemas isolados e merecem muita atenção da sociedade e do poder público. É preciso dar respostas e condições concretas de se solucionar esse grave problema. Nas escolas é gritante a falta de funcionários, pois pouco existem inspetores, coordenadores etc. Fato esse que gera a sensação de liberalidade dentro das escolas. Se não houver medidas concretas para preenchimento dos quadros dessas funções e projetos reais de diminuição da violência dentro das escolas, estaremos perdendo uma batalha que afetará o futuro da atual geração e da nossa Nação. É preciso lembrar que a educação é responsabilidade do Estado e da sociedade e os mesmos devem caminhar juntos em prol de uma educação de qualidade. É preciso fazer o aluno entender que a escola é um patrimônio dele e ali é um espaço para seu desenvolvimento e importante para seu futuro. Aos profissionais de educação, é preciso valorização e respeito. O número de mestres e funcionários que tem abandonado as escolas por conta dos baixos salários, problemas de saúde e falta de dignidade é enorme.É preciso parar de demagogia para com a educação e transformar a mesma em prioridade estratégica para o crescimento do Brasil e para ser um caminho exemplar para nossa juventude. São precisos investimentos reais em pessoal, infraestrutura e qualidade. Precisamos rever o método pedagógico e tornar a escola atrativa com novos conceitos de ensino. Não podemos mais admitir situações como dessas duas escolas. Se não fizemos nada, desde agora, a pergunta que irá pairar sobre nossos pensamentos não será o que fazer, e sim o que não fizemos.

(Clipping 03.05.2010 O Globo, 30/04/2010 - Rio de Janeiro RJ No Dia da Educação, o presente foi a violência Eduardo Tacto )

Nem Qualidade nem Mérito


ESTÁ MAIS do que comprovado que o projeto de um Brasil maior jamais se efetivará sem a educação. Sem ela em todos os níveis, porque nela todos são prioritários. Certa vez, tentei revalorizar o pré-escolar e não encontrei o apoio que esperava dos pedagogos de plantão e dos ombros coroados, que me convidaram para abrir e renovar, na forma da lei, a experiência, o saber e a imaginação. Contra-argumentava que, mesmo não sendo tão sistêmicas, essas instâncias inaugurais e a família decidiam a sorte do sistema. Corrigiriam os números insuportáveis de repetência e de evasão pública e privada. Mas essa é outra história, felizmente perdida no tempo. O grave é que, desde a redemocratização, indiferente à urgência da reforma política, ampla, geral e irrestrita, a educação não conseguiu avançar. Chegou a tragar alguns nomes qualificados. As salas de aula inadequadas, a falta de bibliotecas atualizadas e os materiais escolares fraudados foram prosperando, em ritmo bem mais veloz do que o país. A autossuficiência, que é própria da ignorância e da vaidade, não se fez de rogada. O capítulo do salário docente vem sendo verdadeira aberração. Tornam-se cada vez mais necessários os enlaces da consciência dialógica. Volto a insistir: educação sem qualidade não é educação, é caso de polícia (nunca pensei que um dia na minha vida, tão a contragosto, viesse a recorrer à polícia). Hoje se fala em qualidade, sobretudo aqueles sonegadores, como se a qualidade não fosse um valor diferenciado e socialmente encarnado. Como se fosse apenas um slogan eleitoral. Precisamos urgentemente repensar o Brasil, com Celso Furtado, Raymundo Faoro, Carlos Guilherme Mota, Samuel Pinheiro Guimarães. Chega de amadorismo, de palpites desarticulados. A qualidade e o mérito, avaliados com os vícios do sistema, reprodutor de privilégios intermináveis, nunca reformam ou transformam. Apenas reforçam as iniquidades persistentes. Será que essa gente não se cansa de ser os gigolôs do que seriam políticas públicas? É certo que a aliança de ética e política sempre foi uma aspiração fracassada. Mas já é hora de dar um basta. Esse esforço conjugado de renascimento, para ser realista, terá de transpor o limite partidarista. Falta, não me canso de repetir, educação à cultura, e cultura à educação. Edgar Morin, que havia denunciado a natureza humana como paradigma perdido, ao predicar pela inclusão de um elenco de sete saberes nos sistemas de educação conhecidos, que vão do liceu à universidade, reclama agora a compreensão crítica em uma trajetória que vai do conhecimento até o antropoético. A racionalidade aberta, que impulsiona o entendimento da complexidade, estaria ausente dos nossos currículos escolares, e mais amplamente acadêmicos, escolas. Em determinados países com ideologias diversificadas, onde houve reformas educacionais profundas, dificilmente se descuidou da implantação de bibliotecas públicas. A questão envolve nações que mudaram de alfabeto, como aconteceu na Turquia, em 1928, do árabe para o latino. É verdade que o latino era utilizado paralelamente nas escolas daquele país e suas possessões na Europa e Ásia desde 1635. Mas, foi a determinação do fundador da República Turca, Kemal Atatürk, que levou à mudança geral de letras e do direcionamento da escrita, da direita para esquerda, passando a ser da esquerda para direita. Uma proposta dessas na Turquia só poderia ser viabilizada com a implantação de bibliotecas, pelo fato de ter sido incluída toda uma população já fora de aulas. No Brasil, a questão é mais simples até porque, desde 1500, nunca se pretendeu erradicar o alfabeto latino, nem se fosse adotado o tupi-guarani.


(Clipping 03.05.2010 Folha de São Paulo, 03/05/2010 - São Paulo SP Nem qualidade nem mérito Desde a redemocratização, indiferente à urgência da reforma política, ampla, geral e irrestrita, a educação não conseguiu avançar EDUARDO PORTELLA )

Bibliotecas Municipais


Do texto de manchete, ``11 municípios do Ceará sem biblioteca`` (Editoria Brasil, página 28), da edição de sábado passado, dia 1º, do O POVO, causa espanto que algumas cidades do Estado, que alcançaram conquistas de cerca de 20 anos para cá, deixem de contar com esse tipo de equipamento. No caso específico dos mantidos pelas próprias prefeituras municipais. Ausentes em Icapuí, onde administrações modelos priorizaram a educação, a infância e saúde; assim como Tauá, registrando surto cultural polarizado pelo Museu dos Inhamuns. A ponto de os tauaenses terem sido anfitriões em 2007 do III Encontro Nordestino de Museus. Como terceira cidade, Forquilha, inclusive pelo fato de ser localizada na microrregião de Sobral, município tradicional na educação e cultura, contando até com a Universidade Vale do Acaraú (UVA). A matéria registra dados do 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e encomendado pelo Ministério da Cultura (MinC). Revela que faltam bibliotecas municipais em 420 cidades brasileiras. Ou seja, 7,5% dos 5.565 municípios do País. É necessário compreender que os recursos financeiros insuficientes de várias cidades limitam a capacidade dos gestores em dotá-las do máximo possível do que as populações merecem. Entretanto, deveriam existir alternativas. Poderiam contar com o apoio de secretarias estaduais de Educação e Cultura, além dos ministérios correspondentes do Governo federal. Ou então, o apelo chegar até a Unesco, em Paris, justamente a agência da ONU que delibera sobre educação, ciência e cultura. Além disso, apesar de a televisão via satélite e a Internet alcançarem hoje os rincões mais distantes, a leitura impressa é fundamental ainda para que se assimilem as informações. Isso abrange populações que estão sendo alfabetizadas. A biblioteca municipal seria, portanto, um reforço do que foi aprendido nas escolas. Em determinados países com ideologias diversificadas, onde houve reformas educacionais profundas, dificilmente se descuidou da implantação de bibliotecas públicas. A questão envolve nações que mudaram de alfabeto, como aconteceu na Turquia, em 1928, do árabe para o latino. É verdade que o latino era utilizado paralelamente nas escolas daquele país e suas possessões na Europa e Ásia desde 1635. Mas, foi a determinação do fundador da República Turca, Kemal Atatürk, que levou à mudança geral de letras e do direcionamento da escrita, da direita para esquerda, passando a ser da esquerda para direita. Uma proposta dessas na Turquia só poderia ser viabilizada com a implantação de bibliotecas, pelo fato de ter sido incluída toda uma população já fora de aulas. No Brasil, a questão é mais simples até porque, desde 1500, nunca se pretendeu erradicar o alfabeto latino, nem se fosse adotado o tupi-guarani.


(Clipping 03.05.2010 O Povo, 03/05/2010 - Fortaleza CE Bibliotecas municipais )

''Por Que Aceitamos que Professores de Geografia Ensinem Química?''


A mesma preocupação da sociedade em garantir que profissionais da saúde exerçam apenas sua área de especialização deve ser aplicada para a educação, para impedir que professores lecionem disciplinas diferentes das que estudaram no ensino superior. A recomendação foi feita pelo movimento Todos pela Educação em debate sobre financiamento para o ensino, realizado nessa quarta-feira (28/04), em São Paulo (SP). “Se você vai fazer uma cirurgia e te avisam: ‘o cirurgião faltou, mas temos um ótimo dermatologista disponível’, você não vai aceitar fazer a operação. Por que nas escolas aceitamos que professores de geografia ensinem química?”, questionou o presidente executivo do movimento Todos pela Educação, Mozart Neves. “A formação dos professores é o fator que mais interfere na qualidade do ensino”. No Brasil, apenas 25% dos professores de Física da educação pública possuem graduação na área, segundo o Censo Escolar de 2007. Em Química e Educação Artística 38% dos professores têm diploma superior na área. Em Biologia são 56%, em Matemática 58%, em Geografia 61%, em Português 62% e em História 65%. “Reverter esse problema exige uma consciência que vai além do governo. A sociedade precisa se envolver na valorização da escola”, recomendou. “Esses números precisam chegar até a universidade e ela tem que se engajar para reduzi-los”, completou. Para Mozart, investir em educação é fundamental para tornar a carreira mais atrativa. “Nos países que mais investem em educação, 20% dos alunos mais bem preparados no ensino médio querem ser professor. Esses países oferecem boas condições de trabalho, plano de carreira e salários justos”, comentou. “No Brasil só 2% dos estudantes querem ser professores. Procura a área quem não tem outra opção”.


(Clipping 03.05.2010 Portal Aprendiz, 30/04/2010 ''Por que aceitamos que professores de geografia ensinem química?'' Sarah Fernandes )

Para Ministro da Educação do Paraguai, Laptops por Aluno não Resolvem Aprendizagem


Foz do Iguaçu - Assim como Uruguai, Argentina e Brasil, o Paraguai também implementa um programa para distribuir laptops, que devem ser utilizados em sala de aula, a alunos da rede pública. Para o ministro da Educação paraguaio, Luis Alberto Riarte, o maior custo desse tipo de programa não é econômico. O esforço está em garantir a estrutura necessária para que os computadores tenham efeito no aprendizado. “O custo real é deixar as escolas em condição para permitir a missão que temos. O erro que só comete é colocar a solução para o ensino no computador se não existe proposta pedagógica”, defendeu em encontro sobre educação na América Latina. Na avaliação do ministro, é preciso primeiro garantir a estrutura física, as ferramentas para uso em sala de aula e principalmente a formação docente. “A situação é muito particular no Paraguai pela precariedade da infraestrutura de algumas escolas”, apontou. O Paraguai irá produzir os computadores que serão utilizados pelos estudantes. Antes é preciso organizar a demanda de produção. “São 1 milhão de alunos e mais 90 mil docentes. Temos que repor as máquinas todo ano e seremos capazes de atender os alunos que entram anualmente no sistema escolar, são cerca de 50 mil ao ano”, explicou. A distribuição dos computadores começará pelos professores. Riarte presenteou o ministro da Educação, Fernando Haddad, com um modelo do computador que será utilizado pelos alunos paraguais. No Brasil, as máquinas do programa Um Computador por Aluno (UCA) começaram a ser distribuídas este ano. Serão atendidos 300 mil alunos em cerca de 85 escolas públicas. Na Argentina, o governo irá distribuir 3 milhões de computadores para alunos do ensino médio. Já no Uruguai o governo conseguiu universalizar a ação para todos os estudantes da rede pública do ensino primário.


(Clipping 03.05.2010 Correio Braziliense, 30/04/2010 - Brasília DF Para ministro da Educação do Paraguai, laptops por aluno não resolvem aprendizagem Agência Brasil )

Mal na Foto das Bibliotecas


Joinville é a cidade catarinense com o pior índice de bibliotecas por 100 mil habitantes (0,20). Esta foi a avaliação do 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais. A cidade com melhor índice no Estado é Balneário Camboriú (0,97). No Sul do Brasil, Curitiba tem o melhor índice: 2,97. Já Santa Catarina é um dos Estados que se destacam no censo: é o segundo no ranking nacional, com índice de 4,52. A pequisa, desenvolvida pelo Ministério da Cultura, mostra que Joinville tem apenas duas estruturas públicas – a Biblioteca Rolf Colin, no Centro, e a Professor Gustavo Ohde, em Pirabeiraba – para atender a uma população de quase 500 mil moradores. A coordenadora das bibliotecas públicas da cidade, Alcione Pauli, afirma que a pesquisa deixou de contabilizar espaços em instituições de ensino e entidades públicas na cidade, que estão disponíveis para o acesso da população à pesquisa bibliográfica. Entre os locais abertos à comunidade joinvilense e que não entraram no levantamento do Ministério da Cultura, ela destaca as do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Joinville (Ippuj), as ligadas à Fundação Cultural – Casa Museu Fritz Alt, Casa da Cultura, Museu de Artes, Museu de Sambaqui e Arquivo Histórico. Além disso, relaciona as bibliotecas da Univille e da Udesc, que têm suas estruturas para pesquisa abertas não apenas aos universitários, mas à comunidade externa. Em todas elas, só não é permitido o empréstimo das obras e documentos, apenas consultas no local. Alcione conta que, entre os projetos feitos em parceria com o governo federal, está o Programa Arca das Letras, desenvolvido nas comunidades da Estrada Blumenau, Alto Quiriri e Morro do Amaral. Outro projeto é o Casa Brasil, que segue o mesmo foco da aproximação dos livros com a população e é desenvolvido nos bairros Jarivatuba e Jardim Iririú. Ela explica que a proposta destes projetos é chamar a atenção da comunidade para os espaços, que antes eram pouco acessíveis para a pesquisa e agora estão disponíveis e podem ser aproveitados pela população. “O objetivo é fazer com que haja descentralização do acesso aos livros”, ressalta a coordenadora das bibliotecas públicas da cidade. Além da existência das bibliotecas de referência – Rolf Colin e Gustavo Ohde – a Prefeitura de Joinville pretende fazer um trabalho com as secretarias regionais. O projeto piloto será na sede da regional do bairro Vila Nova. A previsão é de que ainda este ano ela esteja atendendo aos moradores com livros que serão disponibilizados para pesquisa e leitura. O censo do Ministério da Cultura, realizado em todos os 5.565 municípios brasileiros – em 4.905 municípios foram realizadas visitas in loco para a investigação sobre a existência e condições de funcionamento – serviu de base para que fosse lançado um projeto para melhorar e ampliar o número de bibliotecas no País. Alcione explica que Joinville faz parte do projeto de estímulo a melhorias nesse setor, por meio do Programa Cidade do Livros. A iniciativa estimula ações de educação desenvolvidas nas bibliotecas existentes como contação de histórias, integração dos acervos públicos com os escolares, disponibilização de acervo em braile e também a proposta de melhorias dos prédios onde ficam as bibliotecas. “Temos uma proposta de ampliação da Rolf Colin. Mas não queremos fazer desta biblioteca um elefante branco. A ideia é expandir e diversificar o acesso nos bairros”, reforça Alcione.


(Clipping 03.05.2010 A Notícia, 03/05/2010 - Joinville SC Mal na foto das bibliotecas Joinville tem o menor número de bibliotecas para cada 100 mil habitantes no Estado, aponta censo do Ministério da Cultura. Prefeitura argumenta que espaços públicos para leitura e pesquisa na cidade não foram contabilizados. )

Tocantins é o Estado com Maior Índice de Bibliotecas por Grupo de 100 Mil Habitantes



O Tocantins aparece como primeiro colocado no ranking de unidades da Federação com o maior número de bibliotecas municipais para cada 100 mil habitantes, com uma taxa de 7,73. Logo depois aparecem Santa Catarina (4,52) e Minas Gerais (4,14). Entretanto, Minas Gerais lidera em número absoluto de estabelecimentos, com um total de 831 bibliotecas municipais. Em seguida vêm São Paulo (673) e o Rio Grande do Sul (437). Os dados fazem parte do 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado hoje (30) pelo Ministério da Cultura. O levantamento aponta que as unidades federativas com as taxas mais baixas de bibliotecas para cada 100 mil habitantes são o Rio de Janeiro (0,86), Distrito Federal (0,76) e Amazonas (0,7). Já os que registram os menores números absolutos de estabelecimentos são o Amapá (11), o Acre (dez) e Roraima (sete). No ranking de municípios com o maior número de bibliotecas para cada 100 mil habitantes, a cidade de Barueri (SP) aparece em primeiro lugar, com uma taxa de 4, seguida por Curitiba (PR), com 2,97, e Santa Rita (PB), com 2,35. Em números absolutos de estabelecimentos, o município de São Paulo (SP) lidera com 57 bibliotecas, seguido por Curitiba (55) e Brasília (20). Já as cidades com a menor taxa de bibliotecas para cada 100 mil habitantes são Salvador, com 0,06, Fortaleza, com 0,03, e Manaus, com 0,05. O levantamento mostra ainda que a Região Sul registra a taxa mais alta de bibliotecas para cada 100 mil habitantes (4), seguida pelo Centro-Oeste (2,93), Nordeste (2,23), Sudeste (2,12) e Norte (2,01).


(Clipping 03.05.2010 Correio Braziliense, 30/04/2010 - Brasília DF Tocantins é o estado com maior índice de bibliotecas por grupo de 100 mil habitantes Agência Brasil )

Só 29% das Bibliotecas Públicas têm Internet


Na era dos livros digitais e da proliferação de sites com obras disponíveis para download, apenas 29% das bibliotecas públicas municipais disponibilizam internet para seus usuários. Algumas localidades não ingressaram sequer na era dos livros de papel: dos 5.565 municípios brasileiros, 420 não têm nenhum espaço gratuito destinado à leitura. Os números foram reunidos pelo 1.º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado ontem pelo Ministério da Cultura. O mapeamento mostra que, de uma forma geral, o frequentador de biblioteca encontra uma série de carências nos centros de leitura do País.Entre setembro e novembro do ano passado,12% dos municípios estavam em processo de implantação de suas bibliotecas públicas, 8% não tinham planos de criá-las e 1% iriam reabri-las. O Maranhão lidera o ranking dos municípios sem espaços para leitura (62), seguido por São Paulo (51). "São dados desafiadores", disse a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues. Ela atribui o problema à pouca mobilização dos gestores. "Falta conscientização dos dirigentes para a importância da biblioteca." Para o diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, é necessário um trabalho de conscientização para que os prefeitos reconheçam a importância de oferecer um espaço de leitura. Ele comentou, sem citar nomes, que pelo menos cinco municípios sinalizaram que não tinham interesse em receber uma biblioteca. "Estaremos fadados ao fracasso social, econômico e educacional se não inserirmos a política de livro e leitura para o desenvolvimento do Brasil." O ministério lançou edital para investir R$ 30,6 milhões em 300 bibliotecas do País. O objetivo é atender a prefeituras e Estados, que devem se inscrever até 15 de junho para pleitear a verba. Variações regionais. De acordo com o censo, o retrato da leitura não é homogêneo no País. Os nordestinos, por exemplo, são os visitantes mais assíduos de bibliotecas. A média de frequência entre os usuários por lá é de 2,6 vezes por semana, mais que o 1,9 do índice nacional. O Nordeste também apresenta o maior porcentual de bibliotecas com funcionamento noturno - 46% delas abrem também à noite. Já as bibliotecas da Região Norte são as que menos emprestam livros - apenas 90 por mês. As do Sul são as mais informatizadas, com 45% dos espaços oferecendo internet para os usuários. No Sudeste estão os maiores acervos - 36% das bibliotecas reúnem mais de 10 mil volumes. O ranking regional e nacional de bibliotecas com essa quantidade de livros é liderado por São Paulo (51%). O censo do setor foi elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a um custo de R$ 3,7 milhões.


(Clipping 03.05.2010 O Estado de São Paulo, 01/05/2010 - São Paulo SP Só 29% das bibliotecas públicas têm internet Mapeamento divulgado pelo Ministério da Cultura mostra que 420 municípios não têm nenhum espaço público destinado à leitura Rafael Moraes Moura)

Bibliotecas Municipais têm Quatro Funcionários em Média, a Maioria sem Formação Específica


As bibliotecas municipais brasileiras têm em média 4,2 funcionários e a maioria (84%) é mulher. Entretanto, 52% dos trabalhadores desses estabelecimentos não têm capacitação para a atividade em bibliotecas. Os dados fazem parte do 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado hoje (30) pelo Ministério da Cultura. O levantamento, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), também aponta que a média de idade dos funcionários é de 41,2 anos e que 40% deles completaram apenas o ensino médio, enquanto 57% concluíram o ensino superior. Já o perfil de quem freqüenta bibliotecas municipais no país indica que 65% dos usuários vão ao local para fazer pesquisa escolar, 26% para pesquisa em geral e 8% para lazer. Os assuntos mais pesquisados são geografia e história, literatura e obras gerais (como enciclopédias e dicionários). Segundo o estudo, 55% dos usuários frequentam as bibliotecas de uma a cinco vezes ao mês; 18%, de seis a dez vezes; 20%, de dez a 20 vezes, e 3% fazem mais de 20 visitas mensais. Do total de empréstimos por mês, 23% das bibliotecas registram de um a 30 volumes; 12%, de 30 a 90 volumes; 26%, de 90 a 300 volumes; e 19%, mais de 300 volumes. De acordo com o ministério, 9% não fazem empréstimos.Em relação à quantidade de obras no acervo, 13% dos estabelecimentos têm até 2 mil volumes. O estudo também mostra que 35% têm até 5 mil volumes, 26% têm até 10 mil e 25% têm mais de 10 mil. A maioria das obras (83%) foi doada, enquanto 17% foram comprados. Em 29% das bibliotecas municipais, a programação cultural oferecida inclui a chamada hora do conto. Em 25%, os usuários podem participar de oficinas de leitura, 24% promovem rodas de leitura e 18%, palestras. Entretanto, 44% dos locais não oferecem nenhum tipo de atividade de extensão.


(Clipping 03.05.2010 Correio Braziliense, 30/04/2010 - Brasília DF Bibliotecas municipais têm quatro funcionários em média, a maioria sem formação específica Agência Brasil )

Pesquisa Mostra que 445 Municípios do País Ainda não Têm Bibliotecas


Pesquisa divulgada hoje (30) pelo Ministério da Cultura revela que em 445 cidades brasileiras ainda não há bibliotecas municipais. O índice representa 8% dos 5.565 municípios em todo o país. O estado com o maior número de cidades sem esses espaços para leitura é o Maranhão (61). O 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e encomendado pelo ministério. De acordo com o levantamento, em 79% das cidades há bibliotecas municipais em funcionamento. Em 12%, elas estão em processo de implantação e em 1%, em fase de reabertura. O estudo foi feito entre setembro e novembro do ano passado. Em 2007 e 2008, 660 cidades não tinham bibliotecas municipais. O perfil dos estabelecimentos indica uma média de 296 empréstimos por mês e uma frequência média de usuários de 1,9 vez por semana. A área física é de 177 metros quadrados, em média, e a maioria das bibliotecas (99%) não abre durantes os finais de semana, só funciona de segunda à sexta, de manhã e de tarde. Os dados mostram ainda que 91% dos locais não oferecem serviços a pessoas com deficiência visual. O índice das bibliotecas que não dispõem de serviços para portador de necessidades especiais chega a 94%. Além disso, 88% dos estabelecimentos não têm nenhum tipo de atividades de extensão, como oficinas e rodas de leitura em escolas. Segundo a pesquisa, 64% das bibliotecas municipais do país têm computador, 39% têm televisão, 28% têm videocassete, 27% têm aparelho de DVD e 24% ainda usam máquina de datilografia. Entretanto, 25% delas não contam com nenhum desses equipamentos. Apesar do número razoável de estabelecimentos com computadores, nem a metade (45%) tem acesso à internet. Desses, apenas 29% prestam esse tipo de serviço aos usuários.


(Clipping 03.05.2010 Correio Braziliense, 30/04/2010 - Brasília DF Pesquisa mostra que 445 municípios do país ainda não têm bibliotecas Agência Brasil )

'Estão Tirando Dinheiro da Educação no Piauí', Alerta Mão Santa


O senador Mão Santa (PSC-PI) apontou nesta sexta-feira (30/4), a partir de dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), um quadro de desigualdade na distribuição de verbas para educação no Piauí. De acordo com ele, alguns municípios têm recebido muito menos do que seria necessário para manter os serviços essenciais. Ele disse acreditar que esses recursos estão sendo desviados para outros fins. - Estão tirando o dinheiro da educação do Piauí - disse. Para Mão Santa, o problema na distribuição das verbas da educação é um dos tantos provocados pela má gestão do Partido dos Trabalhadores no estado. Ele apelou para a sensibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para resolver a questão. - Ter um estado governado pelo PT é pior que terremoto. Vivemos da esperança de alternância no poder - disse.


(Clipping 03.05.2010 Correio Braziliense, 30/04/2010 - Brasília DF 'Estão tirando dinheiro da educação no Piauí', alerta Mão Santa Agência Senado)

Estudo Aponta Desigualdade na Qualidade da Educação Dentro de Mesmo Município


A boa avaliação de um município no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) não garante educação de qualidade em todas as escolas da cidade. Uma pesquisa com dados de municípios brasileiros com Ideb acima da média nacional aponta desigualdade de até 51% entre a melhor e a pior escola de uma mesma cidade. “Há uma grande desigualdade na qualidade da educação dentro da rede municipal. Mesmo em municípios que atingiram desempenhos próximos ou superiores a 5 no Ideb, nem todas as suas escolas encontram-se nesse patamar de qualidade”, aponta o estudo, divulgado hoje (30) pelo movimento Todos pela Educação. O levantamento analisou as redes municipais de 12 capitais brasileiras que alcançaram Ideb acima de 4,2 – média nacional de 2007. O índice considera o desempenho dos alunos em português e matemática, além das taxas de reprovação e evasão escolar. A capital com menor equidade é Vitória, onde a pior escola teve nota 3,5 e a melhor, 5,3 – diferença de 51%. Em Belo Horizonte, a diferença chega a 48%. Boa Vista (RR) é a capital com menos desigualdade na rede municipal. A diferença entre o menor e o maior Ideb é de 17%. De acordo com a pesquisa, a diferença de qualidade entre as escolas da rede municipal não necessariamente refletem desigualdades de renda em diferentes regiões de uma mesma cidade. O levantamento analisou os dados do Ideb com o coeficiente de Gini dos municípios – que mede a desigualdade de distribuição de renda – e não encontrou relação direta entre os dois. “Não há uma relação clara entre iniquidade da educação e desigualdade econômica. Ao contrário, municípios que apresentam coeficiente de Gini bastante similar possuem coeficientes de variação de rendimento na educação bem diferentes”, aponta o Todos pela Educação. A desigualdade entre escolas da mesma rede municipal não é exclusividade das capitais e é verificada em cidades de todas as regiões do país. Em São Paulo, por exemplo, a capital tem diferença de 38,8% entre as escolas da rede municipal. No município de Jundiaí, no interior no estado, a diferença chega a 47% entre o melhor e pior Ideb da rede.


(Clipping 03.05.2010 Correio Braziliense, 30/04/2010 - Brasília DF Estudo aponta desigualdade na qualidade da educação dentro de mesmo município)

Recursos não Garantem Bom Ensino, Ponta Estudo


Um levantamento realizado pelo Ministério da Educação demonstrou que recursos financeiros em caixa não garantem um ensino de qualidade às crianças e aos adolescentes do País. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, dinheiro explica apenas 50% dos resultados de desempenho de uma escola, cidade ou Estado. O restante depende de boa gestão, projetos pedagógicos consistentes e envolvimento. O estudo elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) utilizou os últimos resultados consolidados e divulgados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para séries iniciais do ensino fundamental, de 2007, e o investimento feito por cada Estado (por aluno) naquele ano. A análise não se estendeu a municípios. O intuito era conferir a relação entre dinheiro e qualidade de ensino a partir de critérios estatísticos. A comparação revela situações interessantes entre os Estados (veja gráfico). Há uma tendência de melhoria no desempenho a partir do aumento de investimentos. A relação, no entanto, não é tão direta. Pode-se perceber isso ao analisar o Distrito Federal, por exemplo, que é o Estado que mais gasta com educação – R$ 3,8 mil por aluno em 2007 – e tem boas notas, mas não a mais alta. O índice de desempenho mais alto é do Paraná. O Estado atingiu média 4,82, investindo R$ 2.637 por cada estudante. Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, as lições paranaenses merecem ser seguidas. “É o bom exemplo porque tem muito recurso e ele é bem utilizado. O Estado tem características de boa gestão, que promove inovação e garantia do direito de aprender”, diz. Na avaliação de Pilar, não há dúvidas de que o País precisa investir mais em educação. Opinião endossada pelo ministro Fernando Haddad em recente entrevista ao iG, que ainda defendeu melhorias na organização das redes de ensino. “O dinheiro tem de estar aliado a projetos pedagógicos consistentes”, frisa a secretária de Educação Básica. “Não por acaso 80% dos municípios prioritários do Ideb estão nos Estados mais pobres do País”, ressalta Pilar. Todos que ficaram abaixo da média brasileira no Ideb – que foi de 4,2 nas séries iniciais do ensino fundamental – recebem apoio extra do ministério. Na Bahia, o Estado que menos investiu em educação (R$ 1.614), estão 279 dos 1.827 municípios considerados prioritários pelo MEC. Apesar de ter o mais baixo investimento em educação, a Bahia não possui o pior Ideb - 3,22. O lugar com o índice mais baixo apontado pelo estudo do MEC é o Pará, que obteve nota 3,02 em 2007. As escolas paraenses gastaram naquele ano R$ 1.756 com cada aluno. Desigualdades repetidas na sala de aula - A comparação feita entre investimentos em educação e qualidade precisa ser cuidadosa. Os dados mostram que Minas Gerais, por exemplo, obteve o quinto melhor resultado no Ideb 2007: 4,58. Em termos de recursos gastos com ensino, a proporção não é a mesma. O estado mineiro investiu R$ 2.277 por cada estudante. A aparente excelência esconde fragilidades que não devem ser esquecidas, salienta Pilar. As diferenças de desempenho entre as regiões do Estado só aparecem na decomposição da nota. Os municípios mais pobres possuem índices de desempenho muito ruins. “Não podemos achar que só a gestão vai vencer os desafios da educação. A pobreza da sociedade precisa ser vencida. É preciso discutir a distribuição de renda e a diferença de oportunidades para mudarmos o cenário”, defende Pilar. Para a coordenadora do programa de educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, a sociedade brasileira possui uma grande dívida na área da educação. “O investimento deve estar ao lado do direito de aprender universalizado. É preciso ter clareza sobre as enormes desigualdades do País. A zona rural é pior que a urbana, a situação dos negros e indígenas é pior que a dos brancos, a situação do adolescente é pior que a da criança. A desigualdade deve mostrar o caminho do investimento”, diz. O que mudar - Em junho, o Ministério da Educação vai divulgar uma pesquisa feita com as escolas que demonstraram o maior salto de qualidade entre o primeiro e o segundo resultados do Ideb. O Unicef, responsável pelo estudo, fez uma comparação entre as notas de 2005 e 2007. A partir daí, buscou identificar o que proporcionou a melhora no desempenho. Pilar adianta que as escolas declararam que só tiveram noção do próprio desempenho a partir da divulgação do Ideb. Até então, professores e diretores não sabiam avaliar o próprio trabalho. Além disso, o Plano de Ações Articuladas é apontado como fundamental para orientar o trabalho de escolas e municípios. O PAR dá suporte aos municípios considerados prioritários pelo MEC. A verba extra liberada pelo ministério para essas localidades está condicionada à apresentação de planos de trabalho, com metas, ações e estratégias previamente definidas. “Sem políticas públicas de Estado, não há como mudarmos a realidade”, diz Pilar. Além de gestão eficiente, os especialistas apontam como fundamental para o sucesso da escola a construção de um projeto pedagógico com os professores e os funcionários – para que eles entendam o que estão fazendo e o porquê –, a participação da comunidade e o clima de otimismo. “É subjetivo, mas faz muita diferença o olhar da direção e dos professores sobre si mesmos e os alunos. Isso melhora a autoestima”, defende Pilar. Para Salete, a formação dos professores também precisa ser revista para garantir melhorias na educação. Ela acredita que os universitários não têm, durante a graduação, noção da realidade que os espera nas escolas. “Essa articulação precisa ser garantida. Muitas vezes, a formação continuada apenas tapa buracos da formação inicial.”


(Clipping 03.05.2010 Portal IG Educação, 02/05/2010 Recursos não garantem bom ensino, aponta estudo Ministério da Educação compara gasto dos Estados com cada aluno anualmente e os resultados do Ideb Priscilla Borges, iG Brasília )

Vestibular Criou “Cotas para Populações mais Abastadas”, diz Haddad


Foz do Iguaçu - O ministro da Educação, Fernando Haddad, criticou hoje (30) o modelo do vestibular tradicional que, na avaliação dele, exclui os jovens pobres da universidade pública. “O vestibular é uma cláusula de barreira impeditiva ao desenvolvimento profissional dos nossos jovens , [o vestibular] criou cotas para populações mais abastadas que são capazes de pagar cursinhos e taxas elevadas de inscrição”, afirmou. Ele esteve hoje em um evento em Foz do Iguaçu para discutir a educação na América Latina e apresentou aos participantes de 12 países da região a proposta do Ministério da Educação do Brasil para substituir o vestibular por uma avaliação unificada, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os países latino-americanos possuem diferentes sistemas de acesso dos jovens ao ensino superior. Haddad defendeu que além de excluir os estudantes mais pobres, o vestibular “massacra o ensino médio do ponto de vista pedagógico” o que causa o desinteresse dos jovens. “Os programas de vestibular se amontoam e criam uma matriz enorme para o ensino médio. Nem os enciclopedistas franceses passariam no vestibular do Brasil com facilidade com essa quantidade de conteúdos para aprender”, comparou. Hoje, o Ministério da Educação (MEC) confirmou que o Enem de 2010 será aplicado nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa é que 6 milhões de alunos se inscrevam para a prova.


(Clipping 03.05.2010 - Correio Braziliense, 30/04/2010 - Brasília DF Vestibular criou “cotas para populações mais abastadas”, diz Haddad)

MEC Quer Realizar Enem nos Dias 6 e 7 de Novembro


SÃO PAULO - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse mais uma vez que trabalha com a ideia de realizar a edição 2010 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 6 e 7 de novembro. Segundo ele, as datas só precisam ser confirmadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A afirmação foi feita durante um evento em Foz do Iguaçu, no Paraná. O Enem, que normalmente é realizado em outubro, teria seu calendário alterado por causa das eleições. A mudança também deve atingir o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2010, que já estava marcado para o primeiro fim de semana de novembro e, por causa do Enem, terá de ser adiado. Procurado pela reportagem, o Inep não confirmou as alterações, mas informou que trabalha com os dias 6 e 7 de novembro para o Enem 2010. Segundo o MEC, o resultado das provas deve estar disponível na primeira semana de janeiro para ser usado por instituições públicas de ensino superior como forma de ingresso. Em 2009, 51 aderiram ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que ofereceu 47,9 mil vagas. Em 2009, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e 3,2 milhões fizeram as provas. A expectativa é de que a edição deste ano tenha 6 milhões de estudantes inscritos. A data para o início das inscrições de 2010 ainda não foi fechada pelo Inep. Em junho, o MEC fará uma nova rodada de inscrições do Sisu. Os alunos que tiverem interesse em disputar as vagas a serem oferecidas por instituições públicas de ensino superior vão usar a nota do Enem de 2009. As 51 instituições que participaram da primeira edição do sistema manifestaram interesse em permanecer no processo, mas ainda não é possível saber quantas vão participar da etapa de junho, já que nem todas fazem processos seletivos duas vezes ao ano.


(Clipping 03.05.2010 O Estado de São Paulo, 01/05/2010 - São Paulo SP MEC quer realizar Enem nos dias 6 e 7 de novembro Ministro Haddad disse mais uma vez que trabalha com essas datas; Enade também deverá ser adiado)
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