Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Conselho Nacional de Justiça Lança Cartilha de Orientação e Prevenção ao Bullying


20/10/2010 - Cartilha lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) orienta educadores, pais e entidades sobre a importância da prevenção do bullying nas escolas, uma violência silenciosa, tanto como física como psicológica, que vem crescendo em todo o país e no mundo.
A cartilha, que faz parte do Projeto Justiça nas Escolas, do CNJ, também aborda o cyberbullying, violência virtual, que na maioria das vezes é anônima e, sequer, dá à vítima chance de defender.
O documento orienta sobre como detectar, na escola ou em casa, quando uma criança ou um adolescente está sendo vítima de bullying (brincadeiras de mau gosto, apelidos pejorativos ou gozações que difamas ou constrangem) e quais as consequências ao longo da vida da vítima.
Esclarece, ainda, qual o papel da família e da escola na prevenção de todo tipo de bullying.


Clique no link abaixo e faça o download da cartilha:



(Fonte: Sinpeem)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quase Metade dos Coordenadores Pedagógicos não Conhece o Ideb de Suas Escolas


Quase a metade (47%) da coordenação pedagógica da rede pública brasileira não sabe dizer o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de sua escola. A informação foi revelada por uma pesquisa que busca traçar o perfil de coordenadores pedagógicos brasileiros e suas relações com a educação, encomendada ao Ibope Inteligência pela Fundação Victor Civita. Quanto à percepção dos coordenadores pedagógicos sobre a educação brasileira, a pesquisa aponta que 51% deles consideram que o ensino no país é regular e 75% acham que todas as escolas têm que ter a mesma base para o currículo. Em relação à carreira dos coordenadores, o estudo conclui que são, na maioria, profissionais experientes, mas não estão há muito tempo na escola atual. Em média, os entrevistados trabalham há 6,9 anos no cargo, sendo que 28% deles têm mais de dez anos de experiência como coordenador pedagógico, 27% têm de dois a cinco anos e 24%, de cinco a dez anos. Quase a metade desses profissionais está há dois anos ou menos na coordenação da escola atual. Segundo a pesquisa, 16% dos consultados tinham menos de seis meses na coordenação da unidade. Apenas 24% têm mais de cinco anos de casa. O levantamento sobre a formação dos coordenadores pedagógicos mostrou que 70% deles possuem pós graduação -quase todos latu sensu e consideram que seu curso universitário não os preparou para o cargo e, por isso, têm que fazer cursos específicos. No entanto, 96% deles avaliaram a qualidade de sua graduação universitária como boa ou excelente. A pesquisa foi realizada com 400 coordenadores pedagógicos, em 12 capitais e no Distrito Federal (Manaus, Belém, São Luís, Natal, Recife, Salvador, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre). Eles coordenam escolas com 1,1 mil alunos, em média. Mais da metade (56%) dos entrevistados trabalha nos três turnos de aulas (manhã, tarde e noite). As mulheres representam 90% da categoria.


(Portal UOL Educação, 19/10/2010 - Ligia Sanchez em São Paulo - Clipping 19.10.2010)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ao Mestre Com Carinho

Nós da Diretoria deste blog, representados pelo presidente,
Prof.Israel Lima, temos o prazer de parabenizar você,
professor, pelo seu dia! Professor, Profissão que muito nos
orgulha; A você o nosso muito obrigado.
É muito gratificante nos encontrarmos
"Pelo Corredor da Escola".
Sua participação e visita muito nos honra.
Obrigado e Parabéns!!!

Quero aprender sua lição
Que faz tão bem pra mim
E agradecer de coração
Por você ser assim

Legal ter você aqui
Um amigo em que eu posso acreditar
Queria tanto te abraçar

Pra alcançar as estrelas não vai ser fácil
Mas se eu te pedir
Você me ensina como descobrir
Qual é o melhor caminho

Foi com você que eu aprendi
A repartir tesouros
Foi com você que eu aprendi
A respeitar os outros

Legal ter você aqui
Um amigo em que eu posso acreditar
Queria tanto te abraçar

Pra mostrar pra você
Que eu não esqueço mais essa lição
Amigo eu ofereço essa canção
Ao mestre com carinho

Pra mostrar pra você
Que eu não esqueço mais essa lição
Amigo eu ofereço essa canção
Ao mestre com carinho

(Eliana)
Carinhosamente,
Prof. Israel Lima

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

APOSENTADORIA ESPECIAL PARA READAPTADOS


Há na rede municipal de ensino cerca de três mil professores readaptados em definitivo ou em caráter provisório.
Geralmente afastados da regência por doenças decorrentes do exercício profissional, são prejudicados por uma legislação que não reconhece seus direitos e ainda os tratam como responsáveis pela readaptação.
Recentemente, depois de muita luta, o SINPEEM conseguir que gratificações fossem incorporadas e, com isso, assegurar que o professor readaptado excluído do recebimento da Gratificação por Regência, recebessem os mesmos 37,5% que os demais tiveram entre 2008 e 2010.
Mas ainda, perdura a distinção quanto ao direito à APOSENTADORIA ESPECIAL DO MAGISTÉRIO, mesmo com o reconhecimento da Lei federal nº 11.301/10.
O SINPEEM ingressou com medida judicial para que a Prefeitura não discrimine os readaptados, estendendo também a eles os efeitos da referida lei. Ou seja, o direito à APOSENTADORIA ESPECIAL.
O processo continua tramitando. Dado a demora administrativa e judicial o vereador Claudio Fonseca, apresentou Projeto de Lei, para que seja legalmente assegurado este direito aos readaptados.


Veja a íntegra do PL, publicado na página 87 do DOC de 06/10/2010:

Projeto de Lei nº 01-0451/2010 - do vereador Claudio Fonseca-PPS

“Dispõe sobre o direito dos professores readaptados à aposentadoria especial.
A Câmara Municipal de São Paulo DECRETA:
Art.1º. Fica assegurado aos professores readaptados da rede municipal de ensino o direito à aposentadoria especial, com fundamento na Lei Federal Complementar nº 11.301, de 10 de maio de 2006.
Parágrafo único. Para os efeitos desta lei, professor readaptado com direito à aposentadoria especial é aquele afastado da atividade docente, de forma provisória ou permanente, por razões de saúde, mas que continua desempenhando atividades pedagógicas no âmbito da unidade escolar.
Art.2º. As despesas decorrentes com a execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.
Art.3º. - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Sala das Sessões, em Às Comissões competentes.”

(Informativo Sinpeem - São Paulo, 08 de outubro de 2010)

Professor não é táxi


Em pouco mais de uma década, o governo federal conseguiu colocar virtualmente todos os jovens nas escolas de educação básica. Mas ter alunos em sala de aula não significa que nosso país também conseguiu melhorar a qualidade do ensino, um dos grandes desafios para os próximos governos. Vejo, cada vez mais, que os jovens hoje não querem ser professores, por ser a profissão bastante desvalorizada no que se refere às questões salariais e também à autonomia profissional. Um professor, hoje, ganha 60% do salário de um profissional de outra área com a mesma escolaridade. Isso significa trabalhar, no mínimo, em duas escolas e atuar em outro turno em casa, preparando aulas, corrigindo avaliações. Em algumas regiões do Brasil, para compensar o baixo salário, professores trabalham em quatro escolas, até à noite. São chamados "professores-táxis". Que autonomia profissional esperar de quem não tem tempo de se envolver em outras atividades promovidas pela escola? Quando e como esse professor se atualiza ou dedica tempo à família e ao descanso? Um debate sobre a profissionalização docente movimenta o cenário da educação com o projeto de lei nº 280/09, que prevê a exigência da formação superior para professores que atuem na educação básica. Muito além disso, os docentes em geral não participam de programas de atualização ou formação. O aperfeiçoamento se faz com estudos com seus pares, no local de trabalho. Um esforço quase impossível, mesmo para quem não é um professor-táxi. Uma solução seria a instituição de políticas públicas que reorganizassem o tempo e o espaço escolares: o professor trabalha numa única escola, tem tempo de discutir com seus colegas sobre os problemas do fazer cotidiano e desenha soluções didático-pedagógicas. Especialistas e acadêmicos escrevem artigos e livros sobre as competências que um bom professor deve ter. Para mim, os livros apresentam ideias interessantes, embora aos olhos de alguns professores possam ser bastante desestimulantes ou mesmo impossíveis. Tornar-se professor seria algo parecido com "ensinar às areias e aos gelos a primavera", parafraseando Cecília Meireles. Na realidade, vir a ser professor é um processo identitário complexo - leva tempo e mais tempo ainda para ser um bom professor. Por isso, falamos tanto em formação continuada, que deve fazer parte da profissão docente e ser encarada como um direito e uma necessidade. Falta ao professor de hoje refletir mais, principalmente se ele puder agir na situação escolar. Um bom professor precisa saber ensinar, de diversas formas, a cada um e a todos os alunos, compreender formas singulares de ser no mundo e ampliar os conhecimentos, contribuindo, dessa forma, para a construção de uma escola inclusiva. Muitas vezes, nos cursos que coordenei, escutei: "Por que nunca aprendi isso na faculdade se é tão importante para ensinar?". A resposta, mais uma vez, está na reflexão da prática.

(O Tempo, 07/10/2010 - Belo Horizonte MG - MARIA VIRGÍNIA FERRARA)
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