Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Lato Sensu ou Stricto Sensu?


Desde o primeiro ano do ensino superior, o aluno já deve pensar no seu futuro depois da graduação; saiba quais são os caminhos


Ao entrar na universidade, várias palavras e termos novos entram no vocabulário do estudante. A pós-graduação é uma delas. ''Uma coisa que muitas pessoas não sabem é que existem dois tipos de pós: lato sensu e stricto sensu'', lembra a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação em exercício da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Carmem Silvia Vieira Janeiro Neves. ''O estudante pode fazer os dois, sem demérito para nenhum, mas cada um tem sua especificidade'', ela continua. Aos ingressantes, é bom já ficar atento e se informar mais sobre o assunto, porque é no decorrer do curso que o aluno deve decidir qual lado seguir e qual a especialização que deseja fazer. A carreira profissional já começa a ser construída desde o primeiro dia de aula, observa a pró-reitora em exercício. Por isso, é importante pensar, desde o início, a direção que se quer tomar na vida profissional. ''Uma dica é, já ao longo do curso, começar a perceber dentro das várias disciplinas a que se identifica mais, tem mais vontade de se aprofundar.'' ''Antigamente, o profissional só graduava. Hoje, muitas empresas, além da experiência e histórico escolar, preferem profissionais com mais formações'', avisa a pró-reitora. Lato sensu - A pós-graduação lato sensu é mais indicada para os estudantes que já se encontram inseridos no mercado de trabalho e desejam se especializar. Para isso, ele vai buscar, em sua instituição, as especializações. ''Estas especializações são para atender o mercado de trabalho'', diz Carmen. ''As especializações são mais rápidas. Em um ano o estudante consegue o diploma.'' A carga horária mínima é de 360 horas. No caso das residências, elas podem durar dois anos. As aulas geralmente acontecem duas vezes por semana. Os critérios de seleção para as especializações podem incluir prova escrita, entrevista e análise de currículo. Os residentes não pagam mensalidade, uma vez que estão prestando um serviço à comunidade. Já nos outros casos, a mensalidade vai variar de acordo com a área. Na conclusão do curso, o aluno precisa apresentar uma monografia. Todas as especializações da UEL disponíveis podem ser conhecidas através do site. Stricto sensu - Na área acadêmica, atividades no decorrer do curso são determinantes para o futuro do estudante. ''Às vezes, só no fim do curso que cai a ficha e o aluno não fez estágio. Isso, para quem está prestando mestrado, pode ser fatal'', afirma Carmen. O mestrado entra na pós-graduação stricto sensu. ''Se o estudante gosta da carreira acadêmica, de ser professor de universidade, ou quer ser pesquisador, seguir carreira científica, tem que ter, no mínimo, mestrado. Em algumas áreas, sem doutorado ele não consegue pontuação em nenhum curso'', explica a pró-reitora. Dois anos é o tempo de duração de um mestrado, que exige, ao final, a apresentação de uma dissertação. No doutorado, o aluno vai aprimorar e aprofundar o trabalho realizado no mestrado, com mais quatro anos de estudos. Na conclusão, o aluno deve apresentar sua tese. Na UEL, existem 39 cursos de mestrado e 16 de doutorado. Nem o mestrado nem o doutorado são pagos, e o estudante pode pleitear bolsas de estudo. Na UEL, são distribuídas bolsas da Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), órgão subordinado ao Ministério da Educação, e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), subordinado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, de acordo com a classificação do aluno e com os critérios de cada curso. Na pós-graduação stricto sensu, o aluno escolhe o assunto em que deseja se aprofundar de acordo com a linha de pesquisa e o direciona na sua dissertação e tese. O processo de seleção no mestrado também envolve prova escrita, entrevista e análise de currículo. No caso do doutorado, entra na análise do currículo do aluno a publicação de artigos em revistas científicas. Mie Francine Chiba Reportagem Local

(Folha de Londrina, 25/02/2011 - Londrina PR - Clipping 25.02.2011)

MEC Confirma Reajuste de Piso Salarial do Professor Para R$ 1.187


Valor vai de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,08 para jornada de 40 horas. Reajuste é calculado de acordo com custo-aluno do Fundeb.


O piso salarial dos professores da educação básica aumentar em 15,85%, segundo nota do Ministério da Educação divulgada nesta quinta-feira (24). De acordo com o texto, o valor foi calculado em função do reajuste do valor do custo-aluno Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deste ano. O valor para um professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais passa de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,08. O aumento vale para o pagamento de salários a partir de 1º de janeiro deste ano. O MEC aprovou ainda a resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade (integrado também pelo Consed e Undime), que atenua os critérios para que prefeituras e governos estaduais possam complementar seu orçamento com verbas federais e cumprir a determinação do piso. Os novos critérios exigidos para a solicitação de recursos federais por estados e municípios para cumprir o piso salarial do magistério, de acordo com o ministério, são: - Aplicar 25% das receitas na manutenção e desenvolvimento do ensino - Preencher o Sistema de Informações sobre Orçamento Público na Educação (Siope) - Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino - Dispor de plano de carreira para o magistério com lei específica - Demonstração cabal do impacto da lei do piso nos recursos do estado ou município "Com base nestas informações o Ministério da Educação vai avaliar o esforço desprendido pelas administrações solicitantes na tentativa de pagar o piso salarial do magistério. O MEC reservou cerca de R$ 1 bilhão de seu orçamento para este fim", diz a nota. Veja a íntegra da nota: "O Ministério da Educação informa que, com base na nota de cálculo apurada com o reajuste do valor do custo-aluno no FUNDEB deste ano, o piso salarial do magistério deve ser reajustado em 15,85%, o que eleva a remuneração mínima para um professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais para R$ 1.187,08. O Ministério da Educação esclarece que esta remuneração está assegurada pela Constituição Federal e deve ser praticada em todo o território nacional, por todas as redes educacionais públicas, municipais ou estaduais e privadas. Com relação à reivindicação da Confederação Nacional dos Municípios de que o reajuste fosse realizado em abril, o MEC informa que o aumento é determinado de acordo com a definição do custo aluno pela lei do Fundeb, no início do ano. O Ministério da Educação informa ainda que aprovou a resolução da Comissão Intergovernamental para Financiamento da Educação de Qualidade (integrado também pelo Consed e Undime), que atenua os critérios para que prefeituras e governos estaduais possam complementar seu orçamento com verbas federais e cumprir a determinação do piso. Novos critérios --- Estes são os novos critérios exigidos para a solicitação de recursos federais por estados e municípios para cumprir o piso salarial do magistério: 1. Aplicar 25% de suas receitas na manutenção e desenvolvimento do ensino; 2. Preencher o SIOPE (Sistema de Informações sobre Orçamento Público na Educação); 3. Cumprir o regime de gestão plena dos recursos vinculados para manutenção e desenvolvimento do ensino; 4. Dispor de plano de carreira para o magistério com lei específica; 5. Demonstração cabal do impacto da lei do piso nos recursos do Estado ou Município; Com base nestas informações o Ministério da Educação vai avaliar o esforço desprendido pelas administrações solicitantes na tentativa de pagar o piso salarial do magistério. O MEC reservou cerca de R$ 1 bilhão de seu orçamento para este fim."

(Portal G1, 25/02/2011 - Do G1, em São Paulo - Clipping 25.02.2011)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

MEC Anuncia Piso de R$ 1,1 Mil para Professores


BRASÍLIA - O Ministério da Educação (MEC) anuncia nesta quinta-feira o novo valor do piso salarial nacional dos professores do ensino básico - R$ 1.187,97 - e a redução de exigências para ajudar prefeituras que dizem não ter dinheiro para pagar o salário mínimo do magistério. O reajuste será de 15%, índice calculado com base em interpretação da lei feita pela Advocacia-Geral da União. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) contesta o valor divulgado pelo MEC e diz que o piso deveria ser de R$ 1.597 mensais, em 2011. Divergência semelhante já tinha ocorrido no ano passado. Sindicalistas discordam da interpretação endossada pelo MEC, prefeituras e governos estaduais. A lei aprovada pelo Congresso fixa como parâmetro o aumento de gasto por aluno/ano no Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica). A divergência é se deve ser considerada a variação do ano anterior, isto é, de 2009 e 2010, ou a atual, de 2010 para 2011. A AGU argumenta que, em 2011, só existe uma estimativa de receita e que seria temerário dar um reajuste com base em previsões. Já a CNTE diz que a lei é clara e fala no ano atual. O piso nacional é definido anualmente. Em 2010, era de R$ 1.024,67 mensais. Ele corresponde à remuneração mínima de professores com jornada semanal de 40 horas e formação de nível médio (curso de magistério). Em tese, profissionais com diploma de nível superior deveriam ganhar mais, o que nem sempre ocorre. O presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, admite que faltam estatísticas nacionais, mas diz que "muitas prefeituras" não pagam o piso.

(O Globo, 24/02/2011 - Rio de Janeiro RJ - Demétrio Weber - Clipping 24.02.2011)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Somos Professores ou Guias Turísticos?

Questionamentos sobre a ênfase na descrição na escola básica existem há muito tempo. O ensino conteudista e mnemônico está presente na relação ensino-aprendizagem e isso pode tornar a escola um ambiente desinteressante para os alunos e, até mesmo, para os professores. Em meados do século XX, Jean Michel Brabant já escrevia sobre essa temática. A necessidade de aproximação da escola com o cotidiano e a urgência em favorecer a politização do aluno faziam parte de suas falas. Há professores que mais parecem guias turísticos dentro da sala de aula do que estimuladores da pesquisa e da investigação. Há aulas em que os alunos se sentem como turistas: "à esquerda, eles podem ver isso e, à direita, aquilo". Eles pouco se lembram do conteúdo lecionado. Se o aluno participar da escolha de sua viagem, possivelmente, a participação em sala de aula tenderia a ser fomentada. Se antes da apresentação de um conteúdo houver um estudo prévio e mais perguntas que respostas, com certeza, a apropriação do conteúdo será mais significativa. A ênfase na pesquisa, na investigação, na coleta de informações, na realização e interpretação de entrevistas e, principalmente, no trabalho de campo pode favorecer a ampliação de novos significados por parte dos alunos. Fomentar os alunos com mais perguntas do que respostas é o principal desafio da educação básica. Só assim será possível visualizar um país com uma população jovem mais politizada e qualificada.

(O Tempo, 23/02/2011 - Belo Horizonte MG - PEDRO FIGUEIRED -, Clipping 23.02.2011)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

As Novas Exigências de um Profissional que Atenda as Necessidades Sociais


Introdução: Desde os primórdios da civilização que o homem vem aprendendo, evoluindo e repassando o seu conhecimento adquirido com o passar dos tempos, originando no que chamamos atualmente de sociedade da informação e do conhecimento, onde a transformação dos vários setores da sociedade moderna, do mundo do trabalho, bem como a inserção das novas tecnologias de informação e comunicação são evidentes no nosso cotidiano. A educação sendo o elemento constitutivo da pessoa tem o dever de acompanhar esta evolução, adequando procedimentos e práticas para beneficio dos educandos. Com tantas mudanças ocorridas, tendo como causa principal a reestruturação produtiva, a inserção das novas tecnologias provocaram o surgimento de novos elementos que foram introduzidos no mundo do trabalho, atingindo profissionais de distintas áreas, sendo necessário a partir deste momento uma outra postura deste profissional. Exigindo novas habilidades e competências para ingressar ou permanecer no mundo do trabalho. Diante disto, acreditamos que é evidente que no âmbito educacional, principalmente do ensino superior, há a necessidade dos educadores reverem suas posturas profissionais, buscando se (re)qualificar, que seja reflexivos, que possuam, habilidades, aptidões, conhecimentos, competências e interesses esperados de um profissional que atenda a nova realidade, tendo em vista a sua atividade, o contexto social, tecnológico e cultural em que atuam para a continuação na formação de profissionais com essas peculiaridades. O presente estudo foi realizado utilizando o método qualitativo por ser uma forma adequada para entender a natureza de um fenômeno. A pesquisa é do tipo exploratório sendo este o primeiro passo de todo trabalho científico e ainda utilizamos à pesquisa descritiva o qual os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Quanto aos procedimentos técnicos utilizamos o bibliográfico devido à pesquisa ter como base materiais já elaborados, constituído principalmente de livros e artigos científicos. O método de abordagem é o dedutivo, pois de acordo com a acepção clássica, é o método que parte do geral e, a seguir, desce ao particular. Quanto ao método de procedimento, é monográfico por ser um estudo sobre um tema específico ou particular de suficiente valor representativo que obedece a rigorosa metodologia. Assim, o estudo está estruturado em capítulos, sendo o primeiro a apresentação, onde fazemos uma contextualização quanto à educação e algumas perspectivas no ensino superior atualmente. O segundo capítulo trata da reestruturação produtiva e da formação inicial, continuada de professores e ainda a formação de professores e as novas tecnologias. O terceiro capítulo apresenta as novas exigências do professor do ensino superior, propondo reflexões a respeito da educação em direitos humanos, ensino, pesquisa e extensão, professor pesquisador, ensino semi-presencial e online e ainda a docência online. Por fim trazemos as considerações finais, onde a partir do estudo desenvolvido observamos que alunos e professores anseiam por um ensino superior mais moderno que esteja inserido na realidade do mundo globalizado e que beneficie os alunos com um ensino atual focado no mercado de trabalho e que também beneficie a sociedade. É de fundamental importância rever os perfis profissionais e os processos de formação das escolas e universidades haja vista que é imprescindível que as instituições de ensino e os profissionais da educação estejam atualizados comparados a realidade vivenciada na sociedade e possibilitando assim a imersão da comunidade escolar e acadêmica. A cultura digital, a nova organização do mundo do trabalho, aos novos paradigmas organizacionais e principalmente cumpri com sua função social que é de preparar cidadãos para o trabalho e para a vida, ou então esta escola e/ou universidade estará fadada a se tornar desinteressada, obsoleta e não cumprirá suas funções.

(Revista Gestão Universitária, Edição 260 - Antônio Carlos Pereira dos Santos Junior - Clipping 22.02.2011)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

USP Demite Professor por Plágio em Pesquisa


A reitoria da USP decidiu demitir um professor de dedicação exclusiva, com mais de 15 anos de carreira, após entender que ele liderou pesquisa que plagiou trabalhos de outros pesquisadores. A exoneração por plágio é a primeira na instituição em mais de 15 anos. O imbróglio envolveu também a ex-reitora Suely Vilela, coautora da pesquisa questionada. Ela não sofreu punição -a avaliação é que não teve relação com os trechos plagiados. Outra pesquisadora teve o título de doutorado cassado. Era responsável pelas partes contestadas. Tanto o docente quanto a pesquisadora podem recorrer internamente e judicialmente das decisões. "A punição de docente, discente ou funcionário técnico-administrativo é sempre dolorosa", disse à Folha o reitor João Grandino Rodas, a quem coube a decisão da punição, após duas comissões internas terem recomendado a decisão. O processo durou mais de um ano. "Contudo, há de se ter em mente que em casos gravíssimos, como os presentes, a ausência do devido castigo compromete a universidade, cujo maior tesouro é a credibilidade", completou. O docente Andreimar Soares, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, foi demitido por ser o principal autor da pesquisa, que copiou imagens de trabalhos de 2003 e 2006, sem creditá-las aos autores, da UFRJ (Federal do Rio). Um dos objetivos do trabalho da USP era investigar se uma substância isolada da jararaca é útil contra o vírus da dengue. Dez cientistas participaram da pesquisa, publicada pela revista "Biochemical Pharmacology". As imagens copiadas eram de responsabilidade de Carolina Dalaqua Sant'Ana. O trabalho foi uma continuação de sua tese para doutoramento na USP. A escola decidiu cassar o título por entender que houve plágio e "possível fraude" em seu trabalho. A publicação em revistas científicas é um dos principais indicadores de produção no mundo científico. Uma boa produtividade rende prestígio e financiamentos. RETRATAÇÃO - A Folha ligou anteontem para a casa do docente demitido. Uma mulher informou que ele não daria entrevista. A reportagem tentou por mais de um mês contato por e-mail, sem sucesso. Em mensagem anterior, ele afirmou que "ocorreu um lamentável erro de substituição de figuras pela minha ex-aluna de doutorado". Soares disse, porém, que não houve má-fé e que já havia tomado medidas para a retratação "deste grave erro". A reportagem não encontrou a pesquisadora que perdeu o título de doutora. Segundo a reitoria, ambos foram ouvidos no processo, ao qual a Folha não teve acesso. A investigação começou em 2009, após a denúncia do próprio grupo da UFRJ, autor das imagens copiadas. O último caso de demissão na USP por plágio foi em 1995, envolvendo docente do Instituto de Psicologia. Nos últimos anos, surgiram ao menos outras duas denúncias, nas área da física e do direito. Ambas não acarretaram em exoneração.

(Folha de São Paulo, 20/02/2011 - São Paulo SP - Chefe de trabalho que usou imagens sem creditá-las, ele diz não ter havido má-fé. É a 1ª exoneração do tipo em 15 anos; comissão conclui que ex-reitora, coautora, não teve relação com problema - FÁBIO TAKAHASHI DE SÃO PAULO - Clipping 21.02.2011)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Provinha Brasil: Orientação e Aplicação


Informamos que a Provinha Brasil está sendo distribuída nas escolas pertencentes a DRE-AS (creio que não será diferente nas demais DRES’s). Solicitamos para que seja reservado espaço para acomodação das caixas, e a pessoa responsável pelo recebimento.

A mesma será aplicada na primeira semana de março, como diagnóstico de Língua Portuguesa, das turmas que vieram do 2º ano para o 3º ano (Ensino Fundamental de 8 anos).

A SME/DOT-P indicará orientações pedagógicas, à partir do guia de correção que ajudará o professor a localizar nos documentos da Secretaria (Orientações Curriculares, Cadernos de Apoio e Aprendizagem, Guia de Planejamento e Orientação Didática) as atividades que podem contribuir para o apoio das aprendizagens dos alunos.

Trata-se de mais um instrumento, além do relatório da Prova São Paulo, 2010, a ser utilizado pelos professores na 1ª Jornada Pedagógica que acontecerá na segunda quinzena de março, com o objetivo de ajuste do Plano de Ensino.

Acreditamos que dessa forma os resultados poderão realmente ajudar na definição de encaminhamentos pedagógicos que irão contribuir para melhorar a aprendizagem dos alunos.

Data da Aplicação deve ocorrer no período de 01 a 04/03 – a escola aplicará dentro desse período e de acordo com sua organização;
O período de correção é de 09 a 11/03, pelos professores da unidade.


Atenciosamente,

Prof. Israel Lima

Contextualizando a educação inclusiva e a formação de professores


A educação inclusiva é uma política fundamentada na concepção de direitos humanos e defende o direito que todos os alunos têm, de acesso e permanência na escola, sem qualquer forma de discriminação. Exige por isso uma mudança na lógica de exclusão até então predominante nas escolas que, para tornarem-se verdadeiramente inclusivas, deverão atender a todos os alunos com um trabalho de qualidade, reconhecendo e valorizando suas diferenças e desfazendo preconceitos. O Brasil conta com, aproximadamente, 24 milhões de pessoas com deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Censo 2000 revelou que 14,5% (quatorze vírgula cinco por cento) da população brasileira possuíam, pelo menos, uma das deficiências investigadas pela pesquisa. A maior proporção se encontrava no Nordeste, compreendendo 16,8% do total e a menor, no Sudeste, englobando 13,1%. Para a efetivação do processo de inclusão, se faz necessário que haja mudanças na perspectiva educacional, que possibilite à escola atender a todos os educandos, independente de suas características físicas, intelectuais, sociais, culturais, lingüísticas, entre outras. O respeito à diversidade e direito à diferença não é uma temática nova. A partir da Conferência Mundial sobre Educação para Todos (1990) e da Declaração de Salamanca (1994), as pessoas com deficiências passaram a ter direitos garantidos, como os demais cidadãos. A escola passa a viver o desafio de ser uma para todos, de não reproduzir no âmbito escolar o movimento tão premente em nossos tempos de homogeneização dos seres, de abafamento das singularidades e das diferenças. Na medida em que avança o processo de inclusão, também avança a discussão sobre a reconstrução das práticas educativas dessas escolas, a fim de atenderem realmente às necessidades educacionais especiais de todos os alunos. Considerando que um dos obstáculos mais citados para a educação inclusiva, é o “despreparo dos professores”, que acarreta o estranhamento do educador com aquele sujeito que não está de acordo com “os padrões de ensino e aprendizagem” da escola (MEC, 2005), faz-se necessário conhecer como a formação dos professores têm contribuído para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas, pois se sabe que trabalhar com a diversidade implica não só a aceitação da heterogeneidade dos grupos, bem como as diferenças das pessoas, o contato e a interação com esses sujeitos.

(Revista Gestão Universitária, Edição 260 - Escrito por Ana Carolina Machado Ferrari - Clipping 18.02.2011)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Ano Letivo 2011 Não Começou


Para a mídia em meu modesto entender o ano letivo de 2011 ainda não começou. Nada além das clássicas fotos de excesso de automóveis parados e estacionados de forma irregular nas tradicionais vias da zona sul no horário de troca de turno, ou seja, mais ou menos entre 12 horas e 13 horas e trinta minutos. O Carnaval este ano como será nos primeiros dias de março, deixa o mês de fevereiro em se tratando de ano letivo com uma ideia de que "ainda não começou para valer..." E a nossa tradição cultural é de que o ano só começa depois do Carnaval, daí... E as modificações no sistema Público de Ensino ainda não vieram a debate na mídia, o que me deixa com uma sensação estranha de que "quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta." Será que os educadores deixaram de sonhar ou deixaram de acreditar em "novas modificações?" Noto que tirando as poucas escolas particulares que, por serem poucas, possuem menos vagas do que candidatos ao seu bom ensino, as demais apresentam um retardamento claro nas matrículas. E isto é fácil de notar através da mídia, pois os anúncios de "Matrículas Abertas" que eram colocados em outubro e novembro, agora vieram a ser feitos na semana passada. Os alunos e professores ainda não começaram para valer ou ainda não "caiu a ficha" de que o ano letivo de 2011 já começou. As Instituições de Ensino Superior da Iniciativa Particular marcam seus exames vestibulares, em obediência à legislação, para as próximas semanas e aulas, evidentemente, começando após o Carnaval. Os sindicatos representativos da categoria dos Professores Particulares em obediência à orientação do órgão superior, isto é, à Confederação, antecipam às negociações que sés estenderão por intermináveis e sucessivos encontros de negociação até a data limite da Lei, quando então será assinado um novo acordo, que de novo só tem a data, pois as reivindicações são sempre as mesmas e as dificuldades das mantenedoras somente aumentaram. "Quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta." Permito-me repetir e enquanto a sociedade como um todo não se conscientizar da importância da educação quer pública ou privada para a verdadeira inclusão social, a situação educacional de nosso país ficará sempre dependente dos sonhadores participantes de sindicatos de professores e de diretores procurando chamar a atenção desta mesma sociedade para a importância que somente existe em discursos e na prática continua o mesmo cenário. Li num jornal que um palestrante ao falar para um auditório de cerca de 600 pessoas e perguntar quantos eram professores teve a resposta de praticamente todos os presentes e, em seguida ele perguntou: "E quantos de seus filhos e filhas desejam seguir a carreira do magistério? Apenas cerca de seis levantaram o braço. Deixo a óbvia interpretação para os leitores. E há mais uma observação: - Para Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro sempre eram nomeados laureados professores durante muitos anos e, deixo de nomeá-los aqui para não cometer nenhuma injustiça, porém o governador Sergio Cabral, cuja mãe é professora aposentada, nomeou seguidamente dois Secretários que não são professores. Ora se o governador Sergio Cabral foi eleito e reeleito em primeiro turno. É evidente a sua competência político – administrativa e, no Setor de Segurança, o sucesso tem sido tão rápido e excelente que "até exportará as boas medidas que tomou". Logo para a Educação aplicou a mesma filosofia de administração em execução e os resultados logo surgirão, porém como em educação tudo é muito mais lento, somente após o término de seu segundo mandato é que a mídia poderá ter noticias boas para o Setor Educacional. A diferença é que para as escolas e os professores os recursos são escassos e mau aplicados e estão sendo "enxugados" e para a segurança existem recursos a serem captados no Governo Federal, já que a discussão sobre os royalties do Petróleo que trará diminuições para o Estado do Rio de Janeiro implica numa política de contenção de gastos. E para os professores fica a frase de abertura, de meio de texto e de final de texto: Quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta. (Autor Desconhecido)

(Folha Dirigida, 15/02/2011 - Rio de Janeiro RJ - Clipping 16.02.2011 - Quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta. (Desconhecido) Prof. Paulo Sampaio )

Ensino Fundamental de Nove Anos Alcança Todas as Redes


As redes públicas dos 5.565 municípios brasileiros começaram o período letivo deste ano com 100% de implantação do ensino fundamental de nove anos. Isso significa que crianças de seis anos de idade têm matrícula assegurada no primeiro ano do ensino fundamental público, conforme determina a Lei nº 11.274, de 6 de fevereiro de 2006. De acordo com a secretária de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, a universalização da matrícula aos seis anos é uma conquista, especialmente para as famílias das classes populares ou carentes que eram as que tinham as menores possibilidades de conseguir vagas para os filhos. Para a coordenadora do ensino fundamental da SEB, Edna Martins Borges, o ingresso das crianças aos seis anos representa uma ampliação do direito à educação. “Estando na escola, elas têm um tempo maior para a construção do seu processo de alfabetização.” Segundo a coordenadora, ao cumprir o prazo de implantação, que era o ano de 2010, as mais de 5,5 mil redes públicas municipais deram um passo fundamental. O próximo desafio é matricular todas as crianças dos quatro anos de idade aos jovens de 17 anos, para cumprir a determinação da Emenda Constitucional 59, de 11 de novembro de 2009. O prazo é 2016, que também está previsto nas metas do Plano Nacional de Educação (PNE), enviado ao Congresso Nacional em dezembro de 2010. Apoio - Para apoiar as atividades pedagógicas dos professores do ciclo de alfabetização – crianças de seis a oito anos de idade – a Secretaria de Educação Básica conclui este mês dois tipos de materiais. O primeiro deles é um guia de orientações para os educadores, que compreende uma série de pontos; entre eles, concepções de alfabetização, perfil do professor, importância da coordenação pedagógica na escola, o trabalho coletivo, formação continuada, organização de rotinas escolares, planejamento pedagógico diário, semanal e mensal. Assim que as orientações forem finalizadas, explica Edna Borges, elas serão publicadas no Portal do MEC e depois impressas para envio às escolas. O outro produto é uma caixa com dez jogos de alfabetização, que também vai para as escolas com turmas do ciclo de alfabetização. Um manual didático para o professor, sobre o uso pedagógico de cada jogo, acompanha o conjunto. Evolução - A Lei nº 11.274/2006 deu prazo até 2010 para a implantação do ensino fundamental de nove anos nas redes públicas. No fim de 2005, 27,08% das prefeituras já haviam feito a ampliação. Em 2006, alcança 47,2% das redes; em 2007, passa a 71,78%; em 2008 atinge 82,57%; em 2009, 92%, e no final de 2010, chega a 100%..

(Correio Braziliense, 15/02/2011 - Brasília DF - Clipping 16.02.2011 - Ascom MEC )

Educação infantil: municípios têm de construir seis mil unidades até 2014


Prefeituras de todo o país têm, até 2014, o desafio de construir seis mil creches e escolas públicas de educação infantil previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Esse conjunto de escolas vai criar 1,2 milhão de vagas. Ser proprietária e ter o título de domínio do terreno no qual a escola será construída é uma garantia que a prefeitura deve apresentar ao Ministério da Educação para receber recursos do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). De acordo com a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, a falta de terreno com dominialidade pública é um obstáculo que os municípios têm dificuldade de vencer. “Nas grandes cidades é ainda mais difícil”, diz a secretária. As seis mil escolas previstas no PAC-2 estão distribuídas entre as cinco regiões do país, mas têm prioridade as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, de grande concentração populacional. Para Maria do Pilar, outro desafio da expansão da educação infantil é levar a sociedade a entender que escola não é lugar para guardar crianças, mas para educá-las. “Não é para a criança ficar ali enquanto a mãe trabalha; a educação infantil é escolar e esse é um espaço da educação”, salienta. “Temos de oferecer uma educação que faça diferença na vida da criança e, para isso, precisa ter qualidade.” De acordo com dados da Secretaria de Educação Básica (SEB), desde que foi criado, em 2007, o Proinfância já financiou a construção de 2,3 mil escolas de educação infantil — Maria do Pilar estima que cerca de 300 estejam concluídas. As prefeituras que terminam as construções recebem, mediante convênio com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), R$ 100 mil para aquisição de mobiliário e equipamentos destinados às escolas e creches.

(Correio Braziliense, 15/02/2011 - Brasília DF - Ascom MEC – Clipping 16.02.2011 - )

Provinha Brasil Avaliará Conhecimentos em Matemática pela Primeira Vez


A partir do mês de agosto, todas as escolas públicas do Brasil poderão aferir os conhecimentos em matemática das crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental, por meio da Provinha Brasil. A avaliação, que anteriormente tinha foco em língua portuguesa, foi expandida e permitirá um diagnóstico mais preciso na fase de alfabetização. Neste ano será realizada apenas uma edição do exame na área de matemática. Já em 2012, a sistemática de aplicações será exatamente igual à da Provinha Brasil de leitura: duas aplicações por ano, uma no início e outra no fim do ano letivo. Os kits para a primeira aplicação da prova de leitura em 2011 serão enviados no decorrer do mês de março para as redes estaduais e municipais de educação. Coordenados pelo Inep, os itens da Provinha Brasil são elaborados por centros de formação em alfabetização, com ênfase em leitura e matemática, de universidades públicas parceiras do Instituto. A distribuição da prova é feita pelo Ministério da Educação (MEC). A aplicação é voluntária e deve ser organizada pelas redes estaduais e municipais de educação, assim como a correção das provas e utilização dos resultados. A partir das informações obtidas pela avaliação, os gestores e professores têm condições de intervir de forma mais eficaz no processo de alfabetização, aumentando as chances de que todas as crianças obtenham êxito até os oito anos de idade, conforme uma das metas previstas pelo Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação.

(Clipping 16.02.2011 - Correio Braziliense, 15/02/2011 - Brasília DF - Ascom Inep )

O Ônus e o Bônus de Cada Profissão


Todo profissional carrega no seu âmago a dicotomia de ser bonzinho ou mauzinho nas atribuições que nos cabem. Em muitas situações, somos vistos pelas ações que tomamos, dentro do subjetivismo de quem nos vê, ou do nosso próprio. Vou citar aqui exemplos – meros exemplos – de algumas profissões que me vêm à cabeça. Muitos creem que o bom contador é aquele que consegue usar a lei, de forma que, ao final do ano-base, possa obter uma restituição maior do IR ao seu cliente. Tem-se a ideia de que o bom advogado é aquele que consegue abrandar ou mesmo livrar seu cliente da pena. Muitas vezes, aquele até sabe que este é culpado, que cometera o crime em questão, mas está ali a defendê-lo como inocente. Nós, professores, somos assim também. Bons e os maus, aos olhos de quem nos vê dentro da nossa subjetividade. Já tive aluno que me puxou pelo braço, na saída de um banco, dizendo que eu fora o melhor professor que ele tivera na sua vida. Outro dia, num shopping center, encontrei um aluno que me disse haver projetado para sua vida um salário tal e que hoje estava ganhando três vezes mais que seus planos. Disse-lhe que estava contente em fazer parte da sua história, com o pouco que lhe ensinara. Ele replicou que “aquele pouco contribuiu muito na sua profissão atualmente” – meu ego se elevou e fiquei que era todo sorrisos. Antagonicamente, ao encontrar um aluno num supermercado e cumprimentá-lo, ele disse que eu fora o único professor que lhe deixara de exame em toda a faculdade: “O único”, reforçou. Um outro, ainda, me disse que perdera determinado prêmio por ter-lhe dado falta numa aula. Observação: ele realmente faltou à aula e não seria justo ter-lhe dado presença, perante os outros colegas. A profissão que escolhi é assim: ou somos considerados bonzinhos ou malvados. Nosso bônus é quando encontramos um aluno que nos abre um sorriso de orelha a orelha e relembra dos momentos compartilhados, da cumplicidade, das apresentações de trabalhos e até das angústias. Outros só lembram do ônus: das notas baixas, dos trabalhos que lhes deram muito trabalho para a nota final. Assim é a vida: enquanto temos os de orelha a orelha, temos os de olhos profundos, de olhar sério e indiferente e lábios cerrados. Cabe a cada um de nós, dentro de cada profissão, da ética e do bom senso, exercê-la com dignidade e princípios, sempre pensando na responsabilidade que nos foi incumbida. Uns deixam de agir professor para ser bonzinhos.

(Clipping 16.02.2011 - A Notícia, 16/02/2011 - Joinville SC - ALFREDO LEONARDO PENZ)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Diálogo Entre Pais e Filhos

A importância da família na educação dos filhos é fundamental. Pesquisa recente realizada na Universidade de San Diego, Califórnia (EUA) confirma, mais uma vez, esse grande impacto positivo. Crianças e adolescentes que têm uma refeição diária ou um momento diário para diálogos e interação familiar amistosa podem ter diminuídas em até 80% a chance de se envolverem em atos de violência, agressões, drogas e prostituição. Isso é fantástico e precisa ser cultivado. A família é o primeiro grupo social da criança e atitudes de carinho, atenção e estimulação sensorial e motora são fundamentais para o desenvolvimento infantil saudável em todos os aspectos: afetivo, psicomotor, sentimentos, comunicação, fala e o cognitivo. É exatamente nessa primeira fase do desenvolvimento infantil até a pré-escola que se processam as maiores e decisivas transformações no cérebro e no comportamento. Grandes traumas ou grandes problemas de saúde podem originar graves problemas na vida adulta. É importante que os pais saibam da importância que eles têm na criação desse repertório comportamental básico dos seus filho. Desde o nascimento e certamente por toda a vida, os de qualidade dos filhos. A velha e verdadeira educação de berço ainda é atual e importante. Dessa forma, assumir com responsabilidade e compromisso a educação dos filhos deve ser uma prioridade para os pais. Acho até que deveria existir um pequeno curso para ser pai e mãe. Talvez seja essa a nossa tarefa mais complexa na vida – educar bem os nossos filhos! Será que todos os pais estão preparados para essa missão, principalmente na sociedade atual com graves problemas sociais e uma verdadeira revolução nos costumes, valores e atitudes? Consumismo exacerbado, alta competitividade profissional, inclusão cada maior da mulher no mercado de trabalho, luta da mulher pela divisão do trabalho doméstico, revolução tecnológica com tantos atrativos, que podem induzir a equívocos e desvios, a precoce para lugar nenhum), que questiona e faz fortes críticas à cultura da “alta performance” que impera nos subúrbios de classe média alta norte-americana. Segundo o trabalho, ao longo das últimas décadas, a corrida da população endinheirada para pôr os seus filhos numa universidade de elite cresceu mais do que a oferta de vagas e o resultado é uma competição acirrada com altas cobranças de excelência em notas e múltiplas atividades extracurriculares para entrar por exemplo em Harvard. Ela chama atenção para os riscos de doenças psicossomáticas, evasão escolar, envolvimento com drogas,

(Estado de Minas, 15/02/2011 - Belo Horizonte MG - Clipping 15.02.2011 - Vivina Rios Balbino - Psicóloga, mestre em educação, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC))

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

15 mil alunos pagam por cursos da USP


Programas de especialização, oferecidos pelas faculdades dentro do campus, chegam a custar quase R$ 30 mil. Cursos pagos "ajudam a universidade a manter atividades de extensão, voltadas a um público carente", diz pró-reitora

"A Universidade de São Paulo (USP) é pública e gratuita", afirma o site oficial da instituição. Neste ano, porém, 15 mil matrículas uspianas (de um total de quase 114 mil) serão preenchidas por alunos pagantes. Um MBA com o título "Real estate - economia setorial e mercados", ou pós-graduação lato sensu, na prestigiosa Escola Politécnica da USP, sai por R$ 29.040. Dá para parcelar em 24 vezes. A promessa para quem vencer a carga horária de 420 horas é receber "Certificado USP". As aulas são dadas no campus do Butantã (zona oeste de São Paulo), e a maioria dos professores pertence ao corpo docente da USP. Para a turma de humanas, tem o curso com nível de pós lato sensu chamado marketing político, ministrado aos sábados na ECA (Escola de Comunicações e Artes). Nos cursos pagos, não se fala em "preço" ou "mensalidade". Em vez disso, o desembolso recebe o nome de "investimento". Assim, o site da ECA diz que o "investimento" é de 20 parcelas de R$ 780. Total: R$ 15.600. Não faltam opções para o pessoal das biológicas. Como o curso de especialização em prótese dentária, ministrado pela Faculdade de Odontologia da USP de Ribeirão Preto. Para ter aulas uma vez por semana, ao longo de 24 meses, o estudante deverá "investir" R$ 1.200 mensais. Total: R$ 28.800. Serão, neste ano, mais de 500 opções de cursos pagos, segundo Maria Arminda do Nascimento Arruda, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária. "Todos homologados pela Câmara de Cursos de Extensão", assegura. Raíssa (o nome é fictício), 32, formou-se em veterinária na Unip, depois de tentar três vezes a Fuvest (vestibular da USP). O jeito foi tornar-se adicta em "práticas profissionalizantes", pagas é claro, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Raíssa já tem dois certificados com a cobiçada logomarca da USP em seu escritório. Quer mais. Segundo a pró-reitora Maria Arminda, os cursos pagos "ajudam a universidade a manter atividades de extensão com face social, voltadas a um público carente". Os cursos pagos da USP abrangem as áreas de aperfeiçoamento, atualização e especialização (para público já graduado) e de difusão (para público mais amplo). Isso significa que os cursos de graduação e de pós stricto sensu ainda seguem a tradição da gratuidade, que vem da fundação da USP, em 1934. A USP também oferece 351 cursos gratuitos de extensão. São cursos, entretanto, com "pouco apelo de mercado", como definiu um aluno interessado em se aprofundar na língua francesa. Esse curso é pago, da mesma forma que o de alemão ou o preparatório para o Toefl (o teste de proficiência em língua inglesa). Cursos grátis de línguas, neste ano, só os de armênio, galego, iídiche e tcheco. Pagando, pode-se fazer o curso de fundamentos da cerâmica, voltado para público acima de 16 anos. Preço: R$ 250 por mês. Duração de 4 meses. Ou um de estética e gestão da moda, ou de desenho, ou de tecnologia da informação. Ou de gestão hospitalar, de prótese sobre implantes dentários.

(Folha de São Paulo, 14/02/2011 - São Paulo SP - Clipping 14.02.2011 - LAURA CAPRIGLIONE DE SÃO PAULO)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Quem Quer ser professor?

Recentemente, o Diário Catarinense publicou, na edição de 7 de fevereiro, a inquietante pergunta em matéria de capa: Quem quer ser um professor? A reportagem evidenciava a falta de condições das escolas, os baixos salários dos docentes e o ingresso cada vez mais raro de jovens nos cursos de licenciaturas e no exercício da docência na educação básica. O que o DC mostrou é um impulso para que continuemos na luta por uma carreira mais digna e por políticas públicas que coloquem o professor como protagonista no fazer educacional. Vale salientar que não vai adiantar currículos reformulados e escolas reconstruídas se não valorizarmos, com a dignidade que merece, o sujeito que escolhe a docência como carreira e trabalho. A interação com o conhecimento e a socialização criativa aos alunos só pode ser feita com qualidade, pelo docente feliz no que faz. Nossa inquietação porém, reside na pergunta de capa do DC, e registramos, então, algumas possibilidades de diálogo. Quer ser professor aquele que, da educação infantil à pós-graduação, fica feliz com uma pergunta da criança, jovem e adulto em processo de aprendizagem. Quer ser professor aquele que prepara uma aula com carinho, seleciona estratégias com intencionalidade e reconhece que todo ser humano é capaz de aprender. Quer ser professor aquele que compreende que nenhum saber é completo e definitivo e faz parte da docência o exercício da curiosidade, sempre com compromisso e humildade. Quer ser professor aquele que gosta de gente, do barulho das crianças brincando, do renovar-se com os jovens e adultos. Temos a plena convicção que muitos querem “ser professor”, o que não querem é que a docência seja um anexo ou bico, e sim opção de vida e de exercício profissional num mundo ainda com tanto para se fazer.


(Diário Catarinense, 10/02/2011 - Florianópolis SC - Lourival José Martins Filho ­- Clipping 10.02.2011)

SP Prioriza Professores Antigos na Sala de Aula


Eles agora têm vantagem na escolha da classe sobre formado na disciplina. Segundo o governo, o objetivo é que docentes concentrem o trabalho em uma escola, o que melhora a qualidade

O governo de SP decidiu priorizar na distribuição de aulas deste ano professores com mais tempo de trabalho e mais estabilidade na rede, mesmo que eles não tenham formação específica na disciplina a ser lecionada. Na prática, os alunos (cujo ano letivo começa hoje) terão mais aulas com docentes não formados especificamente na disciplina. Por outro lado, mais turmas terão educadores experientes, e os professores se deslocarão menos. Isso acontecerá porque os docentes com melhor classificação puderam escolher, de uma só vez, aulas de sua disciplina e de outras correlatas -antes mesmo de professores com formação específica nessas áreas, mas com pontuação menor. A classificação é feita com base na situação do docente (concursados escolhem antes de não efetivos) e da pontuação (que contabiliza itens como tempo de serviço). A condição para que o educador possa escolher outras disciplinas é ter cursado ao menos 160 horas destas matérias na graduação (o curso de licenciatura exige ao menos 3.200 no total). Até o ano passado, para pegar uma matéria diferente da formação inicial, o docente tinha de esperar a escolha de todos os professores da matéria específica. ENVOLVIMENTO - A Secretaria Estadual da Educação afirma que a ideia é que os professores possam concentrar seu trabalho em uma escola, o que ajuda no envolvimento do projeto pedagógico e no acompanhamento dos estudantes. Além disso, diz, quem cursou as 160 horas de uma determinada área está preparado para lecionar. E ele não atuará em matéria totalmente distinta da formação. A medida -adotada no final do ano passado pela gestão Serra (PSDB) e mantida por Alckmin (PSDB)- causou polêmica entre professores da rede e educadores. DIVERGÊNCIAS - A nova lógica faz com que um formado em física há dois anos possa perder aulas da matéria para quem cursou matemática há dez anos. "É como colocar uma cirurgia complexa na mão de médico que só tira calo de pé há vinte anos, ainda que haja cirurgião recém-formado", afirmou Vitor Paro, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. "Com o contingente de temporários, que não se fixam nas escolas, a secretaria tinha de tentar alguma coisa. Concentrar as aulas nos efetivos é interessante", disse Maria Malavasi, da Faculdade de Educação da Unicamp. Quase metade dos professores da rede não foi aprovada em concurso. "A mudança deveria ser apenas emergencial. O problema só acabará quando houver concursados para todas as aulas e com incentivos a permanecer na escola", complementa. A presidente da Apeoesp (sindicato dos professores), Maria Izabel Noronha, afirmou que "deverá haver muitas contestações judiciais, porque a formação específica deveria prevalecer". A Secretaria da Educação não informou quantos professores se valeram da vantagem na nova regra de atribuição de aulas e vão lecionar em disciplinas correlatas.


(Folha de São Paulo, 10/02/2011 - São Paulo SP - FÁBIO TAKAHASHI DE SÃO PAULO - Clipping 10.02.2011)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Autonomia pode Agradar e Assustar


Calouro encontra liberdade ao chegar à faculdade; o difícil é lidar com ela


Não precisar usar uniforme, poder escolher parte das disciplinas que quer estudar, esticar os anos de estudo sem ser reprovado. Os pontos positivos listados por quem está na faculdade são muitos e podem até causar inveja em quem ainda está no colégio. Mas essa liberdade encontrada na universidade também pode assustar. "O estudante vai precisar procurar sozinho as possibilidades que seu curso oferece, sem esperar que alguém indique isso. Na faculdade, ele depende muito mais dele do que da instituição, o que é difícil para muitos calouros", diz o professor Oswaldo Crivello Jr., coordenador do Pró-Calouro da USP. Marcelo Augusto Pereira, 17, sabe o que é isso. Aprovado em engenharia de produção na Unesp, ele até pesquisou sobre a grade de matérias do curso. Mas, sobre a instituição, ele confessa que sabe muito pouco. "Sei que dá pra fazer intercâmbio, mas não vi quase nada. Vou ter que descobrir na faculdade mesmo." Para facilitar a vida de calouros como Marcelo, é comum as universidades organizarem um manual com informações sobre a estrutura da instituição -indicando como funcionam bibliotecas, restaurante e moradias, entre outras instalações. "Nesse guia também constam explicações sobre bolsas e outros benefícios. É importante que o aluno leia, pois tem muita coisa que vai facilitar a vida dele", diz Heraldo Lorena Guida, vice-reitor do campus de Marília da Unesp. Os manuais são distribuídos já na matrícula ou na primeira semana de aula, que costuma ter palestras e outras atividades para recepcionar os calouros, além do tradicional trote. Os departamentos e Centros Acadêmicos (veja mais no quadro) também organizam manuais com particularidades de cada curso. No guia feito pelo design da Udesc (Estadual de Santa Catarina), por exemplo, os calouros encontram informações de onde comprar material de desenho e de como chegar ao curso usando transporte público.


ANDRESSA TAFFAREL

(Folha de São Paulo, 09/02/2011 - São Paulo SP - SÃO PAULO - Clipping 09.02.2011)

Senado aprova MP que permite contratos do Fies sem fiador


Medida beneficia alunos com renda per capita familiar de até um salário e meio. Adesão das instituições de ensino é voluntária


O Senado aprovou nesta terça-feira (8) uma medida provisória (MP) que trata, entre outros pontos, da criação de um fundo garantidor para as operações dos financiamentos estudantis de ensino superior (Fies). Com criação do fundo, os estudantes que têm renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio não precisarão mais de avalista para conseguir o Fies. Nesse ponto, a medida foi aprovada pelos senadores sem alterações. O fundo foi lançado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro do ano passado. A adesão das instituições de ensino é voluntária. O Fies é um programa do governo federal que financia mensalidades de estudantes matriculados em cursos de ensino superior. Antes das novas regras, para obter o crédito, o jovem precisava apresentar um fiador como garantia de quitação da dívida. Segundo o Ministério da Educação, essa exigência impossibilitava o acesso à universidade de dezenas de jovens. A composição do fundo garantidor será feita com recursos do Tesouro Nacional e partir do próprio mecanismo de financiamento. Segundo o MEC, 7% dos títulos emitidos pelo Fies a favor da instituição referentes a alunos sem fiador serão retidos para o fundo. Ao final do semestre, 2% dos títulos retidos poderão retornar à universidade, dependendo do nível de inadimplência. Os outros 5% servirão para financiar o fundo.


(Portal G1, 08/02/2011 - Do G1, em São Paulo - Clipping 09.02.2011)

Enem Substituirá Enade para Alunos Ingressantes de Cursos Superiores a Partir de 2011, diz Haddad


A partir dste ano, alunos ingressantes de cursos superiores avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) não terão que fazer a prova caso tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Essa é uma demanda antiga do setor privado que passa a valer a partir deste ano. O Enade é aplicado a alunos ingressantes e concluintes de cursos superiores para medir a qualidade do ensino oferecido. Comparando o desempenho daqueles que estão entrando e dos que estão se formando, o Ministério da Educação (MEC) calcula o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que mede o quanto o aluno aprendeu durante o curso. O Enade de ingressantes é aplicado ao final do primeiro ano da graduação e, segundo as instituições, não é o método mais adequado para medir o “valor agregado” por elas durante esse período. Segundo as faculdades, é feito um grande esforço no primeiro ano de curso na formação dos alunos e esse investimento “se perde” porque não é aferido pelo Enade. Na tarde desta terça-feira (8/2), o ministro da Educação, Fernando Haddad, reuniu-se com cerca de 50 representantes de instituições privadas para discutir formas de aperfeiçoar o sistema de avaliação e de outros projetos como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Serão formadas comissões permanentes para tratar desses temas com representantes do setor privado e do ministério. “O Sinaes [Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior] está em permanente evolução e pode ser aperfeiçoado. A avaliação não é uma coisa estática”, afirmou Haddad.

(Correio Braziliense, 08/02/2011 - Brasília DF - Agência Brasil - Clipping 09.02.2011)

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