Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br


domingo, 21 de junho de 2009

Pílula do dia seguinte! Há Riscos?! Sim.


Todo medicamento deve ser indicado por um médico. Evite a automedicação, pois o que serve para uns pode não servir a outros. Foi ouvindo histórias de muitas de minhas alunas, que resolvi publicar a matéria abaixo, vale muito conferir!

Boa leitura! Deixe seu comentário!


A chamada pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência que inibe a possibilidade de gravidez em caso da prática de sexo inseguro ou estupro, mas há muitas jovens tomando o medicamento com certa frequência, sem orientação médica e desconhecendo os riscos que isso representa para o organismo. Pesquisa efetuada pela Secretaria de Estado da Saúde revela que a cada dez garotas que vão à farmácia atrás da pílula do dia seguinte, pelo menos sete (76,7%) não receberam nenhuma orientação antes do uso.
O método de emergência despeja no organismo, de uma só vez, uma carga hormonal equivalente a uma caixa inteira de anticoncepcionais e o corpo cobra o preço por isso. Uma das consequências do uso freqüente é que o ciclo menstrual fica desregulado e, aí sim, aumenta e muito a chance de uma gravidez indesejada. Outro problema é que a adolescente, ao se apoiar no uso da pílula do dia seguinte, não usa preservativo durante as relações sexuais, expondo-se a doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids.
No levantamento da Secretaria da Saúde, foram ouvidas 178 jovens com idades entre 14 e 18 anos e 35,8% delas admitiram já ter usado a pílula do dia seguinte. Dessas, 76,7% ignoravam os riscos associados ao uso. A pesquisa mostrou ainda que a anticoncepção de emergência é um método conhecido por 95% das meninas.

O que é e como usar

A pílula do dia seguinte é distribuída na rede pública de saúde como parte da política de planejamento familiar do governo federal, mas é importante a consulta ao médico para que o medicamento seja tomado corretamente e com cautela. O contraceptivo de emergência, cujo princípio ativo é o levonorgestrel, deve ficar reservado a um caso excepcional e ser usado até 72 horas após o ato sexual desprotegido.
Cada dose da pílula do dia seguinte, formada por dois comprimidos, equivale a meia cartela de anticoncepcionais. A taxa grande de hormônios é necessária para o corpo não fornecer as condições para a gestação. O primeiro comprimido deve ser tomado de preferência nas primeiras 24 horas, quando sua eficácia é maior, seguido de outra dose após 12 horas.

Ao serem ingeridas, as pílulas conseguem impedir que o espermatozóide fecunde o óvulo, porém, se isso já ocorreu, a pílula consegue inibir o óvulo para que esse não chegue até o útero, o que impede a gravidez. A Organização Mundial de Saúde defende a tese de que a gravidez só é considerada após a chegada do óvulo fecundado no útero, o que contraria a polêmica de que a pílula do dia seguinte tenha efeito abortivo. A pílula pode falhar em 15% dos casos.


Indicações e contraindicações

É indicada quando ocorre falha do método utilizado pela paciente (como ruptura de preservativo, deslocamento de diafragma, expulsão de DIU), em situações de estupro ou em caso de relação sem proteção (situação que deve ser evitada). A pílula é contraindicada se há suspeita de gravidez, em irregularidades menstruais, em uso anterior à relação ou em pacientes com trombose, hepatopatia, hipertensão arterial grave e outras patologias, que não podem ingerir medicação hormonal. Não há limite de idade para o medicamento, mas em mulheres com mais de 40 anos e em fumantes a pílula aumenta o risco de quadros tromboembólicos. Não deve ser utilizada durante o período de amamentação, pois poderá diminuir a quantidade de leite.


Riscos e abusos

Dores de cabeça, náusea, sangramentos, vômitos e irregularidade no ciclo menstrual são algumas das reações adversas provocadas pelo uso descontrolado do medicamento. Mas nada é tão preocupante quanto o fato de o método não prevenir a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. O uso repetitivo desregula o ciclo menstrual. É tanto hormônio que pode acontecer justamente o que a jovem está querendo evitar: uma gravidez indesejada.


(Extraído do Jornal da Orla - 21/06/2009 - Saúde - Título original: Pílula do dia seguinte por Mírian Ribeiro)

Secretaria abre 500 vagas para bolsa mestrado/doutorado


Educadores selecionados receberão R$ 790 mensais

A Secretaria de Estado da Educação está com as inscrições abertas para 500 vagas de bolsa mestrado e doutorado. Até 15 de julho os 130 mil professores efetivos, 5.500 diretores e 1.200 supervisores da rede podem participar do processo de seleção.

A inscrição deverá feita apenas pelo site:

http://cenp.edunet.sp.gov.br

A lista de documentos exigidos e as normas para obtenção do benefício também estão disponíveis na internet.


Os candidatos devem enviar a ficha de inscrição preenchida pelos Correios, via sedex, ou entregar direto na Diretoria de Ensino, onde trabalham.

Os aprovados receberão ajuda de custo de R$ 790 mensais. O servidor que conseguir o benefício deverá concluir o mestrado em até 24 meses, prorrogáveis por mais seis.

A bolsa para o doutorado tem validade de 48 meses, prorrogáveis por mais seis meses.

(Extraído do site da SEE - 17 de Junho de 2009)

Juiz Acolhe Mandado de Segurança Coletiva do Sinpeem


18/06/209 - O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça atendeu ao pedido do SINPEEM, concedendo liminar para que a Prefeitura retire da internet a publicação de valores dos vencimentos dos seus associados.

O mandado de segurança impetrado ontem pelo presidente do SINPEEM, Claudio Fonseca, que só foi julgado nesta quinta-feira (18/06), por volta das 18 horas, não se contrapõe à iniciativa da Prefeitura de dar transparência aos seus atos e aplicação dos recursos públicos.

Isto fica muito claro, quando mencionamos no mandado que impetramos o artigo 1º da Lei Municipal nº 14.720/08, que estabelece que o poder público municipal, por meio de todos os órgãos integrantes da Administração Pública direta, indireta, fundacional ou autárquica e do Poder Legislativo, inclusive o Tribunal de Contas do Município, deverá incluir em seus respectivos sites uma relação contendo as seguintes informações sobre seus funcionários e servidores:


I - nome completo;
II - cargo que ocupa;
III - unidade em que exerce o cargo.

Ao divulgar os vencimentos brutos dos servidores, inclusive com vários, sob o manto da transparência, não considerou que deve também se pautar pelo dever da razoabilidade, não expondo os servidores a riscos.

A partir da notificação pela Justiça da liminar conseguida pelo SINPEEM, a Prefeitura, ainda que tenha direito de recorrer, deverá retirar de seu site a informação dos valores dos vencimentos.



(INFORMATIVO SINPEEM - 18/06/2009)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Namoro: A 1ª Etapa do Relacionamento!


Feliz dia dos Namorados!

Quem já não trocou olhares? Quem já não roubou um beijo? Quem já não se pegou sentindo falta daquela pessoa amada?
Quem já não namorou ou namora? Aqui pra nós, ô coisa boa!

Bom, para homenagear este dia e o meu amor [Silvinha] deixo esta minha poesia:

Próprio Amor

Tenho visto em mim,
Sei que não posso negar, há um nome
Para este estranho sentimento:
Sei que fui barro de um oleiro,
Tela de um pintor, água ou o
Próprio amor.

Fui talvez, tudo que há de mais
sagrado,
Fui água, catedral, rima e
Verso,
Fui talvez, descrito por
Neruda, ou quem sabe pelo
Próprio Carlos Drummond de Andrade...

Fui a flor do Saara escaldante,
Deram as minhas mãos
Algemas e não deram pão...

Não fui a lágrima em Israel,
Nem as armas do Vietnã,
Nem sentimento, nem dor,
O próprio amor...

***

Esta matéria eu julgo muito importante vale à pena conferir:

O beijo que, de fato, nos interessa


Beijo é coisa tão antiga que deve ser um comportamento ditado pela genética. E, como estamos nas vésperas do Dia dos Namorados, obviamente não estou me referindo aos beijos solenes, em mãos, rostos e mesmo bocas, destinados ao longo dos tempos e ao sabor de diferentes costumes, a prestar homenagens, reafirmar amizades e reconhecimentos. O beijo que nos interessa, se levarmos em consideração as Escrituras, é aquele que apareceu no mundo, certamente, depois da maçã e antes do pecado original.
Do ponto de vista histórico claro que foi bem antes. O Kama Sutra, o livro dos aforismos sobre o amor dos indianos, que muitos confundem com uma espécie de manual do sexo, cataloga trinta tipos de beijos românticos. Isso, há cerca de 3.500 anos AC. E como o livro foi escrito codificando tradições orais muito mais antigas, é de supor que indianos já eram craques em beijo muito antes de Adão e Eva serem expulsos do paraíso — afinal, os fundamentalistas do Velho Testamento fixam a data daquele primeiro beijo presumido, porque sem dúvida deve ter havido um, em cerca de 6 mil anos atrás. Isso é mixaria para as culturas orientais.
Os antigos romanos foram beijadores compulsivos. E davam a ele tanta importância que distinguiram três tipos, o basium, que era o beijo entre conhecidos, o osculum, que era aquele entre amigos e, finalmente, o suavium, o beijo entre amantes.
O suavium tornou-se tão importante para o imaginário popular, que se exprimiu nas artes visuais (como não reconhecer imediatamente a escultura O Beijo, de Rodin?) e na literatura, para a qual não se precisam buscar exemplos. Mas foi nas telas cinematográficas que ele adquiriu dimensões monumentais. Tornou-se um substituto da realidade e a mais refinada forma de sublimação erótica. O intenso contato entre os lábios dos protagonistas era o ato derradeiro que, infalivelmente, punha fim aos filmes.
Há milhões de pessoas que garantem, até hoje, que "o grande beijo do cinema foi aquele final entre Rick e Ilsa", Humphrey Bogart e Ingrid Bergman respectivamente, em Casablanca. Esse beijo jamais aconteceu no filme dirigido por Michael Curtiz, em 1942. Talvez tenha sido um efeito da belíssima canção tema, "As time Goes By", de Herman Hupfeld, que todo mundo acha que é dos irmãos Gershwin — do mesmo jeito que a manjada frase "play it again, Sam" não é dita no filme e que Bogart e Bergman não tenham ganhado o Oscar por ele, como muita gente jura. Deve ser só o efeito do beijo que não houve.


Beijo de cinema que incendiou a imaginação do público de verdade, veio bem mais tarde na pudica Hollywood, só em 1953, em A um Passo da Eternidade, entre Burt Lancaster e Deborah Kerr, considerado ainda hoje um dos mais tórridos da história. Uma praia deserta, com as ondas do mar produzindo uma metáfora visual incomparável — essas sutilezas hoje em dia foram para o espaço, liquidando o prazer do espectador de usar a imaginação.

Daí eu achar que deve haver algo errado com a "ficança", esporte especialmente praticado no carnaval, quando deriva em uma espécie de campeonato de beijos — quem deu mais no fim do dia? Perde-se a elegância do gesto, o calor do contato especial, a excepcionalidade agradável do que é desejado por mais tempo que alguns segundos.

De outro lado, também não é preciso ser econômico ao ponto de Superman, que enrubesceu como um adolescente ao primeiro beijo de Mirian Lane. Talvez ele não fosse tão super ou não fosse tão... Bom, deixem pra lá, que isso é uma outra história.

Aquele beijo praiano, de Lancaster e Kerr, é comparado atualmente àquele dos dois cowboys gays de Brokeback Mountain, de 2005, quando se encontram, depois de anos, Enis (Heath Ledger) e Jack (Jake Gyllenhall). É um sinal dos tempos. O seriado de tevê Jornada nas Estrelas quase foi tirado do ar, em 1968, quando o branco comandante Kirk (Willian Shatner) aplicou um beijão na negra tenente Uhura (Nicole Nicols). Beijo inter-racial não podia nas telas estadunidenses daquela época, nem se acontecesse no espaço sideral.

Estivesse eu imbuído do "espírito dr. Bactéria", daria importância ao fato de que o beijo permite a troca de pelo menos 250 tipos de bactérias, vírus e protozoários, mas quem é que quer saber disso? Qualquer pessoa que, ao beijar, pense em vírus e protozoários, precisa de outro parceiro(a) ou de um bom psiquiatra, urgentemente.

Prefiro ficar no ramo da fisiologia: num beijo caprichado você movimenta 29 músculos, dos quais 17 são da língua, os batimentos cardíacos aceleram, chegando a 150 por minuto, fazendo uma espécie de exercício para o coração e ainda gasta, em média, 12 calorias. Não é uma beleza? E nem falamos de tudo mais que acontece fisiologicamente, se me entendem.


(Matéria extraída do Joenal da Orla - 07/06/2009 - Mauri Alexandrino - Cotidiano)

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