Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Celeiro da Tecnologia


Belo Horizonte é considerada a segunda cidade do país em número de empregos formais na área de desenvolvimento de software, atrás apenas de São Paulo, de acordo com Arquimedes Wagner Brandão Oliveira, presidente do Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (Sindinfor). Segundo ele, em outubro de 2008, 10 mil profissionais da área tinham carteira assinada, contra 14 mil em São Paulo. “A tendência é que tenha crescido ainda mais desde então. Trata-se de um setor muito pungente na cidade”. O presidente cita outro exemplo que mostra a evolução do estado no que se refere ao mercado de tecnologia da informação (TI). “Em Minas, há quatro anos, não havia nenhuma empresa certificada em qualidade de software. Hoje, são 40 instituições. Diversas parcerias movimentaram bastante o setor. Além disso, Minas e Belo Horizonte atraem grandes empresas devido a fatores como qualidade de vida e segurança”.
De acordo com Arquimedes, o profissional mais procurado atualmente é o que trabalha com desenvolvimento de sistemas, especialmente em linguagem Java, e administração de banco de dados, que representa cerca de 80% da demanda. Apesar de a oferta de vagas ser crescente, o presidente do Sindinfor destaca como “verdadeiro calo a demora de até dois anos para que o pessoal que saiu da faculdade esteja pronto para trabalhar da forma que as empresas precisam”. Daniel Coelho, gerente de negócios da Universal Software, especializada em desenvolvimento de programas para o ramo imobiliário e jurídico, confirma que tem que lidar com a falta de profissional capacitado no mercado. A empresa conta com 30 funcionários, divididos entre Belo Horizonte e Fortaleza, sendo sete analistas de desenvolvimento, cargo mais procurado e que seria a mão de obra básica. “Encontrar profissional com conhecimentos específicos, como a última geração de linguagem de programação, que requer certificação, experiência e qualificação, é difícil. A oferta é menor que a demanda”.QUALIFIAÇÃO Segundo Daniel, nesse contexto de déficit, o que tem sido feito pelas empresas é optar por quem não tem experiência e criar programas de qualificação, além de um plano de carreira que estabeleça ganhos em escala. “Fazer isso é caro e exige tempo. Há casos em que é preciso até nove meses para preparar o funcionário. O profissional, além da universidade, tem que correr atrás de forma paralela seja por conta própria ou por meio de empresas como a nossa, que oferece cursos e seminários”.
Em busca de soluções para esse descompasso, cursos de capacitação e certificação surgem como aliados tanto de profissionais quanto de empresas. O próprio Sindinfor está procurando fazer a sua parte. Um curso de capacitação, em parceria com o Senai, está praticamente fechado. “Trata-se de um pós-técnico em desenvolvimento de sistemas, com um ano de duração”, explica Arquimedes. Em outro projeto, está previsto um convênio com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) para capacitação em TI nas escolas do estado. “A intenção é que esses programas estejam funcionando em fevereiro ou março”.


(Fonte: Estado de Minas, 16/12/2009 - Belo Horizonte MG - Minas Gerais tem 40 instituições certificadas em qualidade de software e desponta como um dos estados que mais atraem grandes empresas, devido à qualidade de vida e segurança Carolina Lenoir.)

À caça de profissionais


O mercado para profissionais da área de tecnologia da informação (TI) está em franca expansão em todo o país. De acordo com uma pesquisa divulgada em novembro pela empresa especializada IDC Brasil, apesar da crise econômica, os resultados do setor no primeiro semestre de 2009 foram positivos, com crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A projeção é que o mercado de serviços profissionais de TI encerre o ano com crescimento de 5,13% em comparação a 2008.
Ainda de acordo com a IDC Brasil, até o fim de 2013, pelo menos 2,7 mil empresas de TI serão criadas no Brasil e o setor deve gerar mais de 1 milhão de oportunidades de trabalho, principalmente nas áreas de serviços e de desenvolvimento de softwares. Oferta de bons empregos na área, portanto, não falta, diferentemente da disponibilidade de mão de obra capacitada. Esse é um dos principais problemas enfrentados pelas empresas de TI, que já sofrem com o déficit de profissionais especializados no mercado.
As vagas são abertas, mas é difícil encontrar quem esteja apto a preenchê-las, principalmente nas áreas de sistema da informação, processamento de dados e ciência da computação. O resultado é que os profissionais realmente qualificados são supervalorizados e, consequentemente, caros. O Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (Sindinfor) divulgou recentemente uma pesquisa sobre remuneração e benefícios pagos aos profissionais de TI no estado. De acordo com o presidente do sindicato, Arquimedes Wagner Brandão Oliveira, entre 2007 e 2009, os salários subiram 14% acima da reposição inflacionária. "Os salários têm subido mais que a inflação, especialmente nos cargos que se concentram na área de desenvolvimento." Nas 36 empresas e 22 cargos pesquisados, o menor salário médio registrado foi de R$ 1 mil para técnico de suporte júnior e o maior, de R$ 7.027, para consultor de informática (grupo 2).
ESTRANGEIRAS Dentro do contexto de crescimento na área de TI registrado no Brasil, Minas Gerais tem papel de destaque. Somente este ano, duas importantes empresas indianas se instalaram na Grande Belo Horizonte. Uma delas é a Aptech Computer Education, posicionada entre as maiores empresas de capacitação no mundo, que está com matrículas abertas para o seu programa de formação. A duração é de três anos e equivale a um curso superior tecnológico. É a primeira unidade da empresa aberta em solo brasileiro. Também pioneira no país é a unidade da Infosys instalada em Nova Lima, na região metropolitana – a segunda da América Latina. Referência no setor de terceirização de TI no mundo, a estimativa é de que a empresa feche o ano com um total de 300 empregos diretos criados. Soma-se a essas novidades o fato de a capital mineira abrigar a sede do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Google na América Latina e de, até julho do ano que vem, ver pronto o antigo sonho do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-Tec). O empreendimento – uma parceria entre o governo de Minas Gerais, a Prefeitura de Belo Horizonte e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – vai atuar em diversos setores científicos e tecnológicos, em uma área de 556 mil metros quadrados (m²), cedida pela universidade, próximo ao câmpus da Pampulha.


(Fonte: Estado de Minas, 16/12/2009 - Belo Horizonte MG - Empresas de tecnologia da informação sofrem com falta de especialistas no mercado Carolina Lenoir.)

Exame Reflete ensino, Dizem Profissionais


Especialistas consideram o exame do Cremesp questionável, por não ser obrigatório, mas concordam que os resultados negativos refletem a realidade do ensino médico, com instituições sem estrutura adequada. “Se mais da metade é reprovada, isso significa que mais da metade erraria um diagnóstico”, afirma o diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Marcos Boulos. Os médicos defendem um exame obrigatório, com conhecimentos teóricos e práticos. “Seria uma prova que medisse atitude, ética e habilidade”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antonio Carlos Lopes.
Para o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Gomes do Amaral, o ideal seria um exame que avalie o progresso do aluno no curso, com o objetivo de aprová-lo ou não para exercer a medicina. “Seria interessante que fosse no segundo, no quarto e no sexto ano, para termos tempo de intervir”, afirma. Segundo Amaral, a avaliação do Cremesp retrata uma realidade esperada. “Temos consciência há mais de uma década que o ensino superior sofre essa degradação, e a medicina não está fora disso”, afirma. “Tivemos uma proliferação de escolas médicas sem estrutura necessária para oferecer bons cursos”, afirma. O Conselho Federal de Medicina afirmou que considera a avaliação pertinente. Mariana Mandelli.

(Fonte: Jornal da Tarde, 16/12/2009 - São Paulo SP)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Alunos se Deixam Enganar, Afirma Associação Médica


Para o presidente da Associação Médica Brasileira, José Luís Gomes do Amaral, os alunos das más faculdades de medicina não devem ser vistos como vítimas.


A seguir, a entrevista à Folha. (RW)


FOLHA - Mais da metade dos futuros médicos foi reprovada...


JOSÉ LUÍS GOMES DO AMARAL - Quando, há cerca de 15 anos, começou essa explosão no ensino superior privado, já antevíamos a perda da qualidade. O resultado é esperado.

FOLHA - O que, na prática, significa um médico mal formado?


GOMES DO AMARAL - Esse médico terá 40 anos pela frente de atendimentos ruins. E o problema não se corrige com o tempo. Aprender fora da universidade é mais difícil.
Além disso, os melhores médicos vão para a saúde privada, que paga salários mais altos. Enquanto isso, para o nosso Sistema Único de Saúde, sobram os médicos mais deficientes. A saúde pública fica ainda pior.

FOLHA - Os alunos são vítimas das faculdades ruins?


GOMES DO AMARAL - Hoje há elementos para saber se uma faculdade é boa ou péssima. Os alunos, na realidade, estão se deixando enganar.


(Fonte: Folha de São Paulo, 16/12/2009 - São Paulo SP - DA REPORTAGEM LOCAL)

Futuro Médico Erra Definição de Gripe Suína


Mais da metade dos estudantes do último ano de medicina que participaram de um teste de múltipla escolha não soube explicar o que é a gripe suína. Dos 621 futuros médicos (25% do total de formandos) que resolveram o exame aplicado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) dois meses atrás, 61% erraram a resposta. Problema de saúde pública mundial, a gripe suína deixou doentes e mortos no Brasil em meados deste ano e deve voltar ao país no próximo inverno. "Nossas faculdades são de má qualidade e estão formando médicos péssimos. A saúde da população está em risco. Não é à toa que as denúncias por erro médico aumentam ano a ano", afirma Bráulio Luna Filho, médico responsável pelo exame.
No Brasil, a lei não exige que se faça residência médica antes de exercer a profissão. Bastam os seis anos de universidade. A prova do Cremesp, executada pela Fundação Carlos Chagas, é aplicada desde 2005 com o objetivo de aferir a competência dos novos médicos. Na primeira fase, eles resolvem questões de múltipla escolha. Os poucos aprovados participam da segunda fase, que inclui simulação de situações reais. Neste ano, 56% dos alunos foram reprovados, índice parecido com o dos dois anos anteriores. Foram particularmente mal em clínica médica, saúde mental e clínica cirúrgica. Entre as razões para esse desempenho "lamentável", o Cremesp diz que as faculdades privadas investem pouco na qualidade dos cursos -muitas não têm hospital próprio- e que o Ministério da Educação não as fiscaliza com rigor. "Há muitos interesses políticos e financeiros. O prefeito ou deputado que abre uma faculdade numa cidade ganha um prestígio gigantesco na região", diz o presidente do Cremesp, Henrique Carlos Gonçalves. O MEC rechaçou a crítica e disse que, em razão de má qualidade, cortou temporariamente 730 vagas nos vestibulares de medicina do país. O Estado de São Paulo tem 31 faculdades de medicina, das quais 25 formam 2.600 médicos por ano. Seis ainda não formaram a primeira turma. O exame do Cremesp não é obrigatório, mas vários alunos participam na esperança de que um bom resultado possa ajudar em seus currículos. A baixa adesão não permite que se faça um ranking das melhores e das piores instituições. "Como os bons alunos sabiam que iriam bem, participaram da prova. Os maus alunos boicotaram. Tenho certeza que, se todos tivessem participado, a reprovação teria sido muito pior", diz Luna Filho. De acordo com ele, houve casos em que as próprias faculdades -por discordar da metodologia ou temer os resultados- incentivaram o boicote.

(Fonte: Folha de São Paulo, 16/12/2009 - São Paulo SP - 61% dos alunos do último ano de medicina que participaram da prova do conselho da categoria não souberam explicar o que é a doença. 56% dos estudantes foram reprovados no exame, que não é obrigatório; conselho diz que faculdades investem pouco na qualidade do curso RICARDO WESTIN DA REPORTAGEM LOCAL)

Futuros Médicos têm Alto nº de Erros


Futuros médicos avaliados pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) tiveram neste ano o pior desempenho nas questões de clínica médica desde 2005, quando a avaliação foi implantada. Essa área engloba procedimentos básicos e identificação e análise de sintomas. O resultado mostra que, dos 621 estudantes do 6º ano (último da graduação) que fizeram a prova, 48,45% acertaram as perguntas sobre atendimento clínico. Em 2006, ano com maior margem de acerto, o índice foi de 60,82%. Realizado em duas fases, o exame não é obrigatório e não tem validade legal. Os resultados divulgados se referem à primeira etapa. Segundo o Cremesp, cerca de 2,6 mil estudantes de medicina se formam por ano no Estado. O resultado do exame de 2009 aponta que os formandos têm mais conhecimento sobre questões ligadas à ética na profissão (85,69% de acertos). "A prova é de dificuldade média a fácil e os estudantes apresentaram baixo desempenho naquilo que deveriam saber melhor (clínica médica), porque esta é a porta de entrada para o paciente que procura o hospital ou o serviço de emergência", diz o coordenador do exame, Bráulio Luna.
Para Luna, o resultado da prova pode não refletir a realidade do ensino de medicina. "Avaliamos a melhor amostra de alunos, porque só comparece o estudante que se sente preparado", diz. No exame deste ano, 56% dos inscritos foram reprovados e não passaram para a segunda fase. No ano passado, o índice chegou a 61%. "Mas, para nós, o baixo desempenho continua o mesmo porque temos a margem de erro. Os alunos não melhoraram em nada", diz.
O presidente do Cremesp, Henrique Carlos Gonçalves, aponta pelo menos três fatores para a má qualificação dos estudantes. O primeiro é o boom de faculdades de medicina no País. Atualmente, 31 escolas médicas atuam em São Paulo. Outro fator é a falta de infraestrutura para receber os alunos, como prédios sem hospitais universitários. E o terceiro é a má qualificação dos professores. Para os estudantes, a prova não é a melhor forma para avaliar o curso. Segundo eles, falta avaliação prática. "O melhor seria controlar a abertura de cursos sem critérios", diz o aluno da Unifesp Igor Mendonça. COLABOROU LAÍS CATTASSINI.

(Fonte: O Estado de São Paulo, 16/12/2009 - São Paulo SP - Avaliação do Conselho Regional de Medicina é feita anualmente com estudantes que terminam o curso Marcela Spinosa, JORNAL DA TARDE.)

Para Dirigente, Internacionalização Aumentará Inclusão


A internacionalização do Ensino Superior no País provocará novas demandas e desafios ainda desconhecidos às universidades brasileiras. É o que pensa o presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), Alan Barbiero, que falou a respeito do tema durante o Encontro de Reitores Universia. O evento, que reuniu gestores de aproximadamente 30 instituições de ensino, foi realizado na tarde desta quinta-feira, 10 de dezembro, em Belo Horizonte. "Os processos de inclusão no Ensino Superior não se restringem às ações afirmativas para a incorporação de negros ou de estudantes de classes mais favorecidas", disse Barbiero. Segundo o presidente, com a expansão das universidades em municípios mais afastados será possível transformar as condições sociais de toda uma cidade, não só de seus estudantes. "A instituição de ensino, a partir de todas as suas linhas de atuação, tem o dever de interagir com a sociedade de seu entorno, além de ajudá-la a se desenvolver", defendeu Barbeiro, que aposta no potencial da educação como instrumento de inclusão em qualquer país. "Sem ela, não é possível construir cidadania", acrescentou.
O evento, organizado pelo Universia Brasil, propôs a discussão sobre a responsabilidade da universidade brasileira como agente de coesão e inclusão social. Assim como o presidente da Andifes, a mesa do encontro foi composta pelo reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Zaki Akel, e pelo reitor da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), Ricardo Motta Miranda. Os debates foram moderados pela reitora da UFAL (Universidade de Alagoas), Ana Dayse Rezende Dórea. Ainda que Akel reconheça o poder da internacionalização no processo de inclusão no País, ele também ressaltou o potencial das ações afirmativas e apresentou a experiência da própria UFPR para justificar sua afirmação. "A Universidade do Paraná, desde 2004, reserva 20% de suas vagas a estudantes afro-descendentes e outros 20% a alunos oriundos de escolas públicas. Recentemente a instituição também tem garantido acesso a indígenas, bem como a brasileiros com necessidades especiais", afirmou ele em referência ao processo, só valido a partir da segunda fase do vestibular da instituição.
De acordo com ele, a iniciativa associada a programas de suporte de permanência desses estudantes resultou na diversificação de seu corpo discente. "Hoje, temos 1.332 cotistas raciais, 3.799 cotistas sociais, 109 alunos com necessidades especiais e outros 29 indígenas", disse Akel. O reitor acredita que a associação do programa ao aumento da evasão assim como a queda da qualidade acadêmica é um senso comum equivocado. "Esses alunos precisam ser integrados a vida acadêmica, até porque não são estudantes de segunda linha", disparou. Para Miranda, o segredo da inclusão universitária está na institucionalização das iniciativas voluntárias espalhadas nos programas de ensino, pesquisa e extensão. "As ações de inclusão social estão presentes em quase todas as universidades brasileiras, mas quando não são institucionalizadas atendem a um número restrito de pessoas, limitando assim os resultados", declarou o reitor da UFRRJ. "O compromisso da inclusão é um bem comum de toda e qualquer instituição de ensino. No entanto, as ações precisam considerar as especificidades, potencialidades e necessidades de cada uma delas", acrescentou ele. II Encontro Internacional de Reitores Universia - O encontro realizado na capital mineira foi uma prévia do II Encontro Internacional de Reitores Universia, que será realizado nos dias 30 de maio e 1º de junho, em Guadalajara, no México. Com o objetivo de avaliar as possíveis respostas das universidades para as demandas da sociedade ibero-americana, a iniciativa reunirá representantes de mil instituições de Ensino. "O convite se estende também às universidades brasileiras que queiram trocar práticas e identificar potencialidades", afirmou Ricardo Fasti, diretor-geral do Universia Brasil.
O País já garantiu dois lugares em cada uma das mesas de debates que serão organizadas em Guadalajara. "A aprendizagem e a potencialidade de crescimento, no entanto, não se restringem aos 10 gestores brasileiros que farão parte do grupo de palestrantes. Os espectadores também poderão tirar proveito deste rico espaço de debate. Portanto, recomendo que nenhuma universidade federal fique de fora desse evento", defendeu Barbiero, que garante que a Andifes está a disposição para ajudar às IFES interessadas em participar do encontro. "Esse foi apenas o primeiro de muitos outros encontros nacionais que serão realizados ao longo dos próximos meses. Isso porque as pautas precisam ser desenvolvidas para que seja possível estabelecer uma visão coordenada, o que não significa que tenha que ser homogênea", disse Fasti, que também acrescentou a importância do uso da comunidade virtual Universia Debate nesse processo de reflexão. "Além de gerir informação, também poderá armazenar conhecimentos que servirá de base para a geração de novas políticas educacionais", destacou.

(Fonte: Portal Universia, 15/12/2009 - Presidente da Andifes acha que universidades desconhecem o desafio - Por Larissa Leiros Baroni, de Belo Horizonte)

Incentivo à Matemática Ajuda Educação Pública, diz Ministro


A conscientização dos alunos sobre a importância do estudo das ciências exatas aliada à mobilização de professores, em ambiente escolar motivador, contribui para a melhoria da educação pública no Brasil, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende. Ele fez a declaração durante o anúncio dos vencedores da 5ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), em Brasília. O número de inscritos, 19,2 milhões, corresponde a cerca de 10% da população brasileira, segundo informou o ministro. "A matemática é básica para todas as matérias, é essencial para as ciências, mas também para áreas não científicas. Essa grande olimpíada traz grandes benefícios e contribui para a melhoria da qualidade do ensino público brasileiro", afirmou Rezende. Para a secretária da Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, a expressiva quantidade de participantes da Obmep é reflexo da conscientização de alunos e professores quanto à importância da disciplina. Ao lembrar que os alunos participam espontaneamente da olimpíada, a secretária também destacou a quantidade de talentos que podem ser descobertos durante as etapas da competição. A diretora acadêmica da Obmep, Suely Druck, também ressaltou a importância da olimpíada como instrumento fundamental para a melhoria do ensino da disciplina nas escolas, "criando um ambiente saudável e motivador". Para ela, essa motivação abrange tantos professores, que buscam inovar na forma de ensinar o conteúdo, quanto alunos, que se empenham "nessa competição saudável".
Suely lembrou ainda o caráter de inclusão social do campeonato, com a concessão de bolsas de iniciação científica aos alunos vencedores, em parceria com o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O presidente da Capes, Jorge Guimarães, também destacou a grande adesão à Obmep e sugeriu a inclusão de mais áreas do conhecimento nessa modalidade de competição escolar. "Poderíamos avançar para outras olimpíadas, já que ela está se mostrando um bom instrumento para mobilizar o ensino público."

(Fonte: Portal Terra Educação, 14/12/2009)

Grécia Debate o Direito da Polícia de Entrar nos Campi Universitários


Uma nova onda de ataques violentos contra acadêmicos está varrendo os campi em Atenas e Tessalônica, levando os professores gregos a questionarem a lei que proíbe policiais de entrarem nos espaços universitários. A lei não existe em nenhum outro lugar na Europa, mas é considerada sacrossanta na Grécia desde a queda da ditadura militar, que reprimiu de forma sangrenta uma rebelião estudantil na Politécnica de Atenas, em 1973, quando pelo menos 23 pessoas foram mortas. O último fim de semana viu um pico na violência, que tem crescido nos últimos meses juntamente com inquietação social geral, um aumento da criminalidade e o ressurgimento do terrorismo doméstico. Centenas de manifestantes antiestablishment invadiram os prédios universitários durante as manifestações realizadas em memória de um adolescente que foi baleado e morto por um policial há um ano, um evento que provocou alguns dos piores distúrbios já ocorridos na capital. O reitor da Universidade de Atenas, Christos Kittas, foi enviado para a unidade de terapia intensiva no domingo, após ser atacado por agressores usando barras de ferro e então atirado para fora de seu gabinete. Kittas, que teve alta do hospital na quarta-feira após se recuperar de um ataque cardíaco, pediu aos colegas acadêmicos e aos políticos para tratarem do problema nos campi. Ele disse que se sentiu "morto por dentro ao assistir jovens que poderiam ser meus netos ou alunos cometendo crimes e vandalizando o templo da liberdade de pensamento". Na semana passada, um professor da Universidade de Economia e Administração de Atenas, Gerasimos Sapountzoglou, foi agredido por extremistas quando se recusou a interromper uma aula. Vários outros acadêmicos sofreram ataques semelhantes em Atenas e Tessalônica nos últimos meses. Anastassios Manthos, reitor da Universidade Aristóteles de Tessalônica, que foi deixado inconsciente em um ataque semelhante no campus no ano passado, disse que a situação está ainda pior. "A violência nas universidades, e na sociedade grega em geral, é explosiva e sem precedente", ele disse. Ele citou a piora da economia e o ensino inadequado como principais razões para o descontentamento, que também alimenta a criminalidade, o terrorismo e os ataques contra escritores em festas para autógrafos de livros nos cafés de Atenas. Manthos atribuiu a violência nas universidades a "membros antiestablishment, grupos anarquistas e uma minúscula porção da população estudantil". "É um tipo de terrorismo", ele disse. As gangues por trás dos ataques variam em tamanho de 10 a 50 pessoas, com os agressores geralmente vandalizando propriedades universitárias. As ocupações dos campi costumam durar algumas poucas horas. Durante os ataques, que ocorrem em intervalos de poucas semanas, slogans costumam ser pichados nas paredes ou faixas são penduradas nos prédios, condenando a "opressão do Estado". Um autoproclamado anarquista que participou dos protestos no fim de semana disse que a inquietação é a única forma dos jovens insatisfeitos serem ouvidos. "O que um garoto pobre e sem perspectivas pode fazer? Ele vai pegar uma pedra e atirar contra um policial, ou forçará que a atenção se volte para ele", disse Yiannis Anagnostou, 37 anos, um agrônomo que se diz comunista e simpatizante do anarquismo.
Quanto à violência contra os acadêmicos, ele não se sensibiliza. "Eles deviam saber melhor em vez de fazerem o papel de guardas. Quando você vê uma multidão de pessoas furiosas, você sai da frente", ele disse. Os reitores concordam que a chamada lei de asilo das universidades, introduzida em 1982 para proteger a liberdade de expressão que era defendida pelos estudantes que foram mortos, está sendo explorada pelos extremistas para suprimir o ponto de vista dos outros. "Não se trata apenas de ataques organizados -há um clima geral de medo nas universidades", disse Yiannis Panousis, um criminologista proeminente da Universidade de Atenas, que foi hospitalizado em fevereiro após ser atacado com barras de ferro e marretas por extremistas durante uma aula. Após o ataque contra Panousis, os acadêmicos evitaram condenar publicamente os ataques por temerem represálias. Agora eles estão se manifestando. "Isso não pode continuar", disse Konstantinos Moutzouris, reitor da Universidade Técnica Nacional de Atenas, com a Politécnica de Atenas é oficialmente chamada. "Nós temos que reconsiderar quem somos, onde estamos, no que acreditamos", disse Moutzouris na segunda-feira, notando que "chegou a hora" de reavaliar, mas não abolir, a lei de asilo. No mês passado, o reitor da Universidade Técnica Nacional e dois outros diretores da
Universidade enfrentaram acusações criminais por "violação do dever", devido ao fracasso da instituição em impedir que seus computadores fossem usados para atualizar o site da divisão de Atenas da rede de notícias anticapitalista, pró-anarquista, Indymedia. Respondendo às acusações, a universidade disse que não promoveria qualquer tipo de censura "independente das diferenças de opinião ideológicas ou políticas que possam separá-la das opiniões expressadas". Os comentários dos acadêmicos, e o assunto da Indymedia, levaram ao debate sobre se a lei de asilo deve ser mudada. Os programas de entrevista na televisão estão dominados pelo assunto, com os políticos de esquerda e os estudantes em sua maioria contrários à mudança, enquanto a maioria daqueles de direita ou centristas a apoiam. O novo governo socialista parece estar se contendo. A ministra da Educação, Anna Diamantopoulou, condenou o ataque contra Kittas como "fascismo bruto e não provocado", mas descartou mudanças na lei. Ela notou, entretanto, que o governo está "pronto para apoiar as decisões das autoridades universitárias", que têm o direito de convidar a entrada da polícia nos campi, mas raramente o fazem porque a medida é considerada provocativa.
Apesar do governo estar mantendo distância, a Escola de Direito de Atenas adotou na terça-feira a medida ousada de restringir o acesso ao seu campus, aprovando um programa de emissão de carteirinhas para os estudantes e posicionando guardas em seus portões. Governos sucessivos recuaram na revisão da lei de asilo por temerem uma reação negativa. A maioria dos gregos ainda se incomoda com a visão de policiais próximos das universidades, ao lembrarem dos tanques que invadiram o campus da Politécnica de Atenas em 1973. Alguns dizem que uma revisão plena da lei não é necessária. Segundo Manthos, o reitor em Tessalônica, a legislação não precisa ser reformada, mas aplicada. "A lei declara claramente que quando crimes forem cometidos no campus, como a fabricação de bombas para uso em distúrbios, a polícia pode entrar sem pedir permissão", ele disse. Mas ele notou que "prevenção é melhor do que repressão". Panousis, o criminologista, destacou que o problema não pode ser resolvido com uso da força. "Não é apenas uma questão de policiamento, é um problema social", ele disse. "Nós temos que começar a discutir o assunto." Tradução: George El Khouri Andolfato.


(Fonte: Portal UOL Educação, 14/12/2009 - Niki Kitsantonis)

UFPR Confirma Uso de Nota do Enem 2009 no Vestibular 2010


O reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Zaki Akel Sobrinho, confirmou neste domingo (13) que a instituição irá utilizar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 no vestibular 2010. A confirmação se deve à garantia que a universidade recebeu da Sesu (Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação) de que terá as notas do exame no início de janeiro, na data provável de 15 de janeiro. A universidade iniciou a segunda fase no sábado (12); neste dia, o exame teve abstenção de 4,72%, dos 15,4 mil candidatos convocados. No domingo (13), quando foram aplicadas as provas específicas para 10,9 mil candidatos, 592 (5,43%) faltaram. Das 91 opções de cursos da UFPR, 26 não exigem nenhuma avaliação específica. Para esses candidatos, a segunda fase se resumiu à prova de compreensão e produção de textos, aplicada no sábado. Os cadernos de provas devem ser publicados na internet a partir das 21h deste domingo. O resultado final do vestibular está previsto para ser divulgado em 22 de janeiro, com registro acadêmico de 1º a 5 de fevereiro, conforme escala no Guia do Candidato. A primeira chamada complementar está prevista para 19 de fevereiro. Mudanças para 2010 - Durante entrevista coletiva realizada neste domingo, o reitor da UFPR também anunciou três mudanças para a próxima edição do processo seletivo: a primeira diz respeito ao curso de medicina, que terá substituição da prova específica de filosofia por biologia. A prova de química para esses candidatos está mantida. O curso de engenharia cartográfica, que atualmente não exige nenhuma prova específica, passará a ter a de matemática. Outra mudança ocorrerá para o curso de música, que passará a aplicar a prova de habilidades, com caráter eliminatório, antes da 1º fase.

(Fonte: Portal UOL Educação, 14/12/2009 - Da Redação em São Paulo)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cinco, ou Mais, Reflexões Sobre o Enem


AO LER o artigo "Cinco acusações contra o Enem" ("Tendências/Debates", 10/12), fui mobilizada por vários sentimentos. O primeiro deles surge do caráter determinado do texto de evidenciar apenas aspectos negativos do Exame Nacional do Ensino Médio-questionáveis, sob o meu ponto de vista, o que é emblematicamente representado pelo pleonasmo do título. Qualquer acusação é sempre contrária a algo ou, no caso do artigo, talvez as acusações não sejam necessariamente contra o Enem, mas contra o que ele eventualmente representa em termos políticos e/ou ideológicos. Historicamente em nosso país, o acesso à universidade pública se deu por meio de processos seletivos sob a responsabilidade da própria instituição ou de fundações contratadas. Além de submeterem os candidatos a uma maratona exaustiva de provas, os vestibulares não têm o objetivo primeiro de refletir sobre o desenho curricular do ensino médio. Sua função precípua é a de, apenas, selecionar alunos de acordo com o perfil considerado mais adequado a cada universidade.
O Enem surge com a finalidade de avaliar os alunos do ensino médio e, consequentemente, a qualidade desse nível de ensino. Sob essa perspectiva, a utilização do exame atende a duas finalidades: servir como mecanismo de avaliação dos postulantes ao ensino superior no Brasil e subsidiar reflexões pedagógicas que reorientem, de forma contemporânea, os rumos do ensino médio. Partindo do princípio de que o Enem é legítimo para tal avaliação, por que não utilizá-lo como referência para o acesso único ao ensino superior do país? A unidade nacional do exame, respeitando a diversidade e a universalidade de conhecimentos, não pode ser considerada, de maneira simplista, uma forma de centralização do poder. Ao contrário, um exame único democratiza o acesso às várias instituições, não discriminando candidatos por condições geográficas, econômicas e/ou culturais. Se fossem priorizados temas regionais, o que seria de um candidato do Norte postulante a uma vaga no Sudeste?
Nesse caso, o critério da hegemonia cultural mencionada no artigo recairia sobre o regionalismo. Sob essa perspectiva, acredito que os aspectos universais devam ser priorizados num processo seletivo único nacional, para garantir a democratização do acesso a qualquer universidade. Quanto à importância do respeito à diversidade cultural, entendo que devam ser respeitados e garantidos pela universidade os direitos à fruição, produção e circulação das diversas culturas existentes no desenvolvimento de projetos pedagógicos envolvendo ensino, pesquisa e extensão. Concordo com o autor do artigo quando faz alusão à vasta experiência acumulada nas melhores universidades brasileiras no desenvolvimento de seus processos seletivos. No entanto, essa "riqueza acumulada" não foi suficiente para resolver a indesejável e histórica elitização do acesso à universidade pública do país. O Enem -priorizando o raciocínio a partir de competências- traz maior possibilidade de acesso democrático, em forma de esperançosa latência. O foco se desloca do eixo de expertise em formulação de questões e assume dimensão mais complexa, que pretende contribuir com a reflexão sobre a construção de conhecimentos.
Como reitora de uma universidade federal e com a independência de pensamento que detenho, uma vez que fui eleita pelo voto da comunidade universitária e dos conselhos superiores, testemunho que é infundada a afirmação de que o Ministério da Educação induza as instituições federais a aceitarem o Enem como forma de acesso ao ensino superior no país. A adesão das instituições resultou de processos coletivos de reflexão ocorridos entre os membros da Andifes (Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e, principalmente, das reflexões no interior de cada instituição, sendo a definição de sua utilização decidida pelos conselhos superiores de cada universidade. Finalmente, o sentimento de perplexidade me invade! Como pode um professor de uma universidade pública -local de resistência histórica e heroica a um regime de exceção- estabelecer qualquer analogia plausível entre dois momentos tão distintos vividos pelas universidades deste país? Deixo, então, aos leitores um sentimento de esperança a universidade pública brasileira, esse patrimônio incontestável do nosso país, depois de tantos anos de descompromisso oficial e de brutal desmonte, atravessa momento único em sua história, caminhando para a democratização do seu acesso, contribuindo com uma formação cidadã para a esperada justiça social do nosso país. MALVINA TANIA TUTTMAN, pedagoga, mestre e doutora em educação, é reitora da UniRio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)

(Fonte: Folha de São Paulo, 15/12/2009 - São Paulo SP - A universidade pública brasileira, depois de tantos anos de descompromisso oficial, atravessa momento único em sua história - MALVINA TUTTMAN)

Faculdade em Osasco é Descredenciada Pelo MEC


A Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) determinou o descredenciamento da Faculdade João Paulo Primeiro, mantida pelo Colégio Técnico João Paulo Segundo, com sede em Osasco. O despacho publicado no Diário Oficial da União desta segunda- feira, 14 de dezembro, dá um prazo de 30 dias para que a instituição recorra ao Conselho Nacional da Educação. A decisão do MEC foi baseada em uma série de denúncias relacionadas à precariedade nos cursos ofertados pela faculdade João Paulo Primeiro. Além disso, a instituição paralisou as atividades sem comunicar ao ministério. O MEC tentou por diversas vezes contato com o dirigente da instituição para conferir documentação e emitir diplomas dos alunos, mas não obteve resposta. A reportagem da Agência Brasil também não foi atendida por nenhum dos telefones anunciados na internet.

(Portal Terra Educação, 14/12/2009)

O Desafio de Educar


Dar ordens, aplicar uma punição, definir limites, estimular atitudes positivas, enfim, ser pai comporta uma infinidade de ações que, muitas vezes, são realizadas sem que se percebam seus impactos na formação dos filhos. Tomar decisões no momento de educar a criança ou o adolescente não é processo fácil, principalmente quando se trata de recompensar ou punir os filhos. Quando se pensa em comportamentos, a primeira coisa que passa pela cabeça de muitos pais é a palavra disciplina. Como fazer com que os filhos ajam de uma maneira e não de outra? Para a maioria, a resposta seria impor limites, que, se ultrapassados, precisariam ser novamente impostos por meio de punição. O que se ignora, nesses casos, é o poder do reforço. Por que na mesma família a criança que não organiza o quarto exige mais cuidado do que aquela que o faz? Por que o adolescente pouco estudioso merece maior atenção do que o dedicado aos estudos? Assim como em qualquer outro âmbito social, no familiar, as pessoas em geral apresentam maior facilidade para identificar os pontos negativos do que os positivos e se restringem à tentativa de corrigir as falhas comportamentais por meio de castigos. O desafio consiste em treinar o olhar dos pais para enxergar, inicialmente, as qualidades e os comportamentos desejáveis dos filhos. Amor, afeto e entusiasmo devem ser oferecidos incondicionalmente. Quanto maior o amor, mais positiva a atmosfera e mais segura a criança; e, quanto mais segura, mais tende a explorar e adquirir habilidades. O reforço é uma estratégia comportamental básica, que geralmente produz resultados rápidos para a obtenção de comportamentos-alvo desejáveis. Pode ser implementado de várias formas, como dar alguma coisa (elogio, atenção, algo material), o que seria um reforço positivo, ou tirar ou proibir algo, o que constituiria assim um reforço negativo. Ao elogiar, os pais precisam entender que os reforços verbais devem ser imediatos e isentos de crítica. Se a intenção é recompensar o filho, não tem sentido o reforço vir acompanhado de algum julgamento. O objetivo é incentivar a prática de um comportamento desejável, e não julgar a criança ou adolescente. Isso significa que o que está sendo avaliado é o comportamento, e não o filho. O envolvimento dos pais na formação dos filhos, inclusive no que se refere ao incentivo aos comportamentos desejáveis, requer, ainda, momentos de integração familiar. A criança ou adolescente precisam sentir que os pais gostam da sua presença, se interessam por eles e se preocupam com o seu bem-estar. Sentimentos assim ativam os esquemas funcionais de estima, adequação e competência. Na atualidade, a falta de tempo constitui um problema para a promoção das atividades que integrem a família. Entretanto, essa dificuldade não pode ser uma desculpa para que não sejam realizadas. Cada núcleo familiar deve criar os próprios momentos: um almoço no domingo, uma conversa na hora de dormir, um fim de semana juntos. A regra aqui não é a quantidade do tempo que se passa juntos e, sim, a qualidade desses momentos. O ideal em uma relação entre pais e filhos seria conseguir estabelecer padrões de comportamentos desejáveis a partir apenas dos reforços positivos ou negativos. Entretanto, no dia a dia, há momentos em que não cabe alternativa senão a de ordenar e se fazer obedecer. Os pais devem ter a certeza de que as regras expostas para os filhos estão claras e, portanto, não são arbitrárias. Os filhos precisam identificar os limites, o que se pode ou não fazer. A figura da autoridade é fundamental para fazer com que as regras e limites sejam incorporados, especialmente entre os 6 e os 10 anos de idade, período em que as crianças desenvolvem a moral (incluindo noções de valores ligados à ética, à ideia do certo e do errado, do verdadeiro e do falso). Independentemente do tipo de castigo, existem cinco passos que devem ser seguidos para efetuar corretamente uma punição. O primeiro é identificar o erro cometido, pois os pais precisam saber exatamente em que se atrapalharam. O seguinte passo é deixar claro que tipo de sentimento esse comportamento gerou no pai; depois sugerir uma ou mais alternativas de resolução para o comportamento; indicar claramente a punição que será aplicada; e, por último, deixar expressa a expectativa que se tem em relação a comportamentos futuros desejáveis.

(Fonte: Estado de Minas, 15/12/2009 - Belo Horizonte MG - Patrícia Ragone Quaresma - Psicóloga especialista em terapia cognitiva.)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dia da Consciência Negra. E Eu Com Isso?

Na Sequência: Flávia, Solange e Eu, Israel Lima.




Silvinha (minha namorada)



Eu, Prof. Israel Lima e Silvinha, minha namorada.


Este é um dia propício à reflexão. Principalmente por se tratar de gente! Gente que tem a mesma capacidade de outa, cuja pele é "branca". Gente guerreira, cansada de tantas injustiças.
Que desde os primórdios da humanidade sofre, que reivindica...


Todas às vezes, que aparece um projeto, que, de alguma forma, beneficia a população negra, na verdade, vira polêmica! A cor da pele, não deveria ser obstáculo, pois o que diferencia um ser é a sua capacidade. Capacidade em seu sentido enciclopédico! Abaixo, nas próximas postagens, seguem algumas matérias relacionadas com esta temática.



Reflitamos!


Prof. Israel Lima

Diretrizes para educação das relações étnico-raciais não chegam até sistemas de ensino


“Falta muito para Lei n°10.639/03 ser institucionalizada dentro dos sistemas de ensino. Ainda há uma distância grande entre os gestores educacionais e a lei. Há desconhecimento do caráter da legislação e resistência para sua implementação”, afirma a professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenadora do Programa de Ações Afirmativas na UFMG, Nilma Lino Gomes. A Lei n°10.639/03 torna obrigatório o ensino de cultura e história afro-brasileira nos sistemas de ensino. Outros dois instrumentos legais foram criados para orientar as instituições educacionais nessa direção: o Parecer do CNE n° 03/2004 e a Resolução n° 01/2004. De acordo com a pesquisadora, se por um lado a lei ainda não está enraizada nas redes estudais e municipais, por outro, já começa haver nas escolas um maior envolvimento de profissionais para implementação da lei e das diretrizes curriculares para Educação Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. “Se houvesse uma postura de indução das secretarias de educação, o trabalho seria mais positivo”, afirma Nilma. Segundo a professora, a indução poderia ser por meio de projetos e de distribuição de recursos. Os sistemas também poderiam verificar quais são as lacunas em relação às temáticas e realizar formações para docentes em parceria com as universidades.
Pesquisa - Para chegar a essas sinalizações, o programa de Ações Afirmativas na UFMG coordena a pesquisa “Práticas Pedagógicas de Trabalho com Relações Étnico-Raciais na escola na perspectiva da Lei 10.639/0”, encomendada pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). “Um dos objetivos é verificar o grau de institucionalização da lei nos sistemas de ensino”, disse Nilma. Para mapear e analisar trabalhos desenvolvidos pelas escolas públicas e pelas redes de ensino, foram aplicados questionários aos gestores estaduais e municipais. Os pesquisadores também recolheram indicações de práticas via Secretárias de Educação, Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (Neabs) e Centro de Estudos de Relações de Trabalho e Desigualdade (CEERT). Foram selecionadas 36 escolas de todas as regiões brasileiras para estudo de caso. No momento, os pesquisadores estão preparando o relatório final. Os resultados devem ser divulgados no início de 2010. O coordenador do programa de educação e políticas públicas do CEERT, Antonio Carlos Malachias, aponta outro desafio: institucionalizar as práticas dentro das escolas. “Muitas experiências são iniciativas individuais dos professores”. O que contribui para descontinuidade de projetos em caso de transferência do professor. Para estimular iniciativas da gestão escolar, o CEERT incorporou no prêmio “Educar para Igualdade Racial” a categoria escola. “A premiação foi criada em 2002. Após a lei, um dos critérios de seleção das práticas pedagógicas é o diálogo com as diretrizes do MEC”. Hoje o Centro reúne um banco de 1.073 experiências. Podem se inscrever no prêmio escolas públicas e privadas da Educação Básica. “O que notamos também é que muitas instituições particulares não são demandadas, nem entendem que essa temática é de interesse da escola”, ressaltou Malachias.
Plano de Implementação - Como a adoção da lei e das diretrizes não se universalizou nos sistemas de ensino, MEC, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), em diálogo com os movimentos sociais e outros atores sociais ligados à educação, elaboraram o Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino da Cultura e História Afro-Brasileira e Africana, lançado no dia 13 de maio de 2009, em Brasília (DF). Para a coordenadora do programa Pesquisa e Monitoramento da Ação Educativa, Denise Carreira, o plano significa uma mudança efetiva da agenda da política nacional. “Tira a armadilha do específico. O enfrentamento do racismo é central para agenda educacional e deve perpassar todas as políticas educacionais”. Além do fortalecimento do marco legal, o plano se apresenta como mecanismo indutor de políticas e práticas. “Também conversa com os sistemas de educação e estabelece a quem compete o quê”, destaca Malaquias. “Articula as diferentes instâncias educacionais que precisam atuar em conjunto para implementação da lei”, complementa Nilma. De acordo com Denise, um dos avanços do Plano é estabelecer a criação de uma rubrica para recursos orçamentários, oferecendo condições institucionais para implementação da lei. Outro eixo fundamental refere-se à política de formação inicial e contínua de professores e também de materiais didáticos. O documento determina ainda que as secretarias estaduais de educação instituam equipes técnicas para os assuntos relacionados à diversidade, dotadas de recursos orçamentários. “O grande desafio é ampliar a divulgação do Plano e pressionar para que as metas no âmbito do MEC já sejam implementadas”, lembra Denise. Segundo o coordenador do CEERT, as Conferências Estaduais de Educação têm sido um momento para divulgação. “O plano foi discutido e aprovado em São Paulo, Rio Grande do Sul e caminha para outros estados. Os movimentos sociais incorporaram o Plano como instrumento de interlocução com a Conferência Nacional de Educação”. A coordenadora da Ação Educativa comenta que a expectativa é que o Plano de Implementação das Diretrizes sirva de base para o Plano Nacional da Educação, efetivando assim a temática étnico-racial em um plano de Estado.

(Extraído do Site Clipping Educacional - Portal Aprendiz, 19/11/2009 - Talita Mochiute)

Brasil tem mais de 22 mil cotistas negros em faculdades públicas; eles representam 1,7% do corpo discente das públicas


O Brasil tem, atualmente, mais de 22 mil alunos negros matriculados em faculdades públicas que ingressaram no ensino superior graças às cotas raciais, segundo levantamento foi feito pelo professor da UnB (Universidade de Brasília) José Jorge de Carvalho. O número representa 1,7% do total de 1.240.968 alunos matriculados em IES (Instituições de Ensino Superior) públicas, registrados no Censo da Educação Superior de 2007. O censo reúne dados de 2008 com referência à situação observada em 2007. "É a maior revolução do ensino no Brasil, mas ainda é pouco", diz o antropólogo. "Nos últimos sete anos ingressaram mais negros nas universidades públicas do que nos 20 anos anteriores. Muitas pessoas não têm consciência da intensidade da revolução que é termos mais negros e indígenas nas faculdades", afirma. Segundo os dados pesquisados por Carvalho, das 249 instituições públicas brasileiras, 93 (37,3%) já oferecem ações afirmativas, como bônus na pontuação das provas ou cotas raciais ou para alunos de baixa renda ou provenientes de escolas públicas. Dentre essas instituições, 67 (26,9% do total) oferecem cotas voltadas a negros e indígenas. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 6,5% da população é preta (denominação utilizada pelo instituto). O professor também ressalta a importância do Prouni (Programa Universidade Para Todos), que oferece bolsas de estudo em instituições particulares, para a inclusão de afrodescendentes: em três anos de aplicação do programa, que funciona desde 2005, dos 380 mil alunos beneficiados, 45% eram pardos ou negros. Cotas na UnB - José Jorge participou da elaboração dos parâmetros do sistema de cotas da UnB, o pioneiro do país. O docente também coordena o INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) que pretende estudar formas de inclusão dos negros no ensino superior e na pesquisa acadêmica das faculdades e universidades. O instituto será um observatório do impacto que as ações afirmativas têm onde já estão sendo aplicadas. O episódio que inspirou a criação do sistema de cotas da UnB foi a reprovação de Arivaldo Lima Alves, primeiro aluno negro a fazer doutorado em antropologia na UnB em 1998. Ele foi aprovado posteriormente, mas passou por "circunstâncias difíceis", que o professor José credita como "racismo". "Foi a primeira vez que eu fiz um censo dos professores negros da UnB: de 1.500 docentes, apenas 15 eram negros, e em outras universidades a porcentagem não passava longe desta, de 1%", explica. Em 2003, a UnB inaugurava o sistema de cotas na instituição. O número mostrava a baixa participação da etnia, desproporcional à representação dos afrodescendentes na sociedade; daí viria a inspiração para o sistema. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados em setembro deste ano, a população brasileira (189,8 milhões) está dividida na seguinte proporção: 48,8% branca, 6,5% preta, 43,8% parda e 0,9% amarela/indígena/sem declaração.
Opositores - Em 21 de julho, o Democratas (DEM) entrou com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para que houvesse a suspensão das cotas da universidade, alegando que os critérios do sistema seriam "dissimulados, inconstitucionais e pretensiosos". O pedido foi negado, mas o mérito do caso ainda deve ser julgado no ano que vem, após audiências que ocorrerão nos dias 3, 4 e 5 de março. No Rio de Janeiro, em maio deste ano, o TJ (Tribunal de Justiça) havia suspendido os efeitos da lei de cotas do Estado (5.346/2008). No mês seguinte, diante de uma questão de ordem suscitada pelo governo, e para evitar prejuízos aos estudantes que já estavam inscritos nos vestibulares 2010, os desembargadores decidiram que a suspensão entraria em vigor a partir de 2010. No dia 18 de novembro, o Órgão Especial do TJ do Rio declarou que o texto é constitucional. E as cotas voltaram a valer no Estado carioca. A lei, que entrou em vigor em dezembro de 2008, beneficia estudantes carentes negros, indígenas, alunos da rede pública de ensino, portadores de deficiência física e filhos de policiais civis e militares, bombeiros e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço. Seu prazo de validade, segundo a Justiça, é de dez anos. Há, também, em tramitação na Corte, um recurso em que se debate o sistema de reserva de vagas para estudantes do ensino público e para estudantes negros adotado pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). *Com informações da Folha Online e da Agência Brasil.

(Extraído do Site Clipping Educacional -Portal UOL Educação, 20/11/2009 - Ana Okada em São Paulo )

Inclusão: Reivindicação da Raça Negra


Nesta sexta, 20 de novembro, será comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra. A data, feriado em mais de 700 municípios brasileiros, é uma alusão ao dia em que o líder negro Zumbi foi assassinado em 1695 e lembra a luta dos negros pela liberdade e igualdade. Da morte de Zumbi ao dias de hoje se passaram 314 anos. Neste espaço de tempo, os negros conseguiram a liberdade, já que em 13 de maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea, mas a assinatura da lei não significou igualdade e ainda hoje os negros lutam para garantir seus direitos. Entre eles o acesso à educação de qualidade. Na esfera do ensino superior algumas conquistas foram obtidas, como a reserva de vagas para negros em universidades públicas. A primeira iniciativa surgiu em 2001, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Hoje, são mais de 60 instituições que adotam alguma política de benefício para o ingresso de negros no ensino superior. A política de cotas ainda recebe críticas, mas vai se consolidando como uma forma de combater a desigualdade. "O sistema de cotas raciais, onde foi adotado, não ocasionou uma divisão entre alunos cotistas e não-cotistas. Após a adoção pioneira desta política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Brasília (UnB), podemos afirmar que a medida foi bem recebida no ambiente acadêmico, principalmente graças à abertura e à generosidade da juventude brasileira", comenta o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.
Segundo ele, um estudo realizado junto às instituições de ensino superior do Estado do Rio de Janeiro que adotaram o sistema de cotas, demonstra que o coeficiente de rendimento médio dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos demais alunos. "E quanto à evasão escolar, as taxas têm sido semelhantes", comenta o dirigente, lembrando que tramita atualmente no Congresso Nacional um Projeto de Lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial e prevê a adoção de programas que assegurem vagas para negros em instituições de ensino federais de nível médio e superior. "Acredito que, com o avanço da compreensão quanto à necessidade de superar o racismo, as universidades federais do Rio de Janeiro deverão aderir a esta questão. O saldo final da aprovação do Projeto de Lei não será apenas o aumento do número de negros nas universidades brasileiras. Será também a democratização do sistema educacional brasileiro, que sempre reservou aos negros e pobres, em geral, uma educação de inferior qualidade. Obviamente, com uma melhor formação, a população negra terá melhores possibilidades para assumir posições mais qualificadas no mercado de trabalho e assim superar em parte os obstáculos que são impostos pelo racismo", complementa. Mas, apesar dos avanços, as desigualdades ainda persistem no ensino superior. "A Fundação Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que 12,6% da população branca acima de 25 anos concluiu o curso superior. Dentre os negros a taxa é de 3,9%. Em 2007, os dados coletados pelo censo do ensino superior indicavam a freqüência de 19,9% de jovens brancos entre 18 e 24 anos no ensino superior. Já para os negros, o percentual é de somente 7%", frisa Edson Santos. De acordo com o ministro, porém, apesar das diferenças, muitos avanços podem ser comemorados neste dia 20, como a assinatura, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 31 novos títulos de propriedade das terras ocupadas por comunidades quilombolas; e os avanços na tramitação do Estatuto da Igualdade Racial no Congresso Nacional. "Cabe ainda ressaltar outras conquistas recentes da luta contra o racismo e a discriminação racial no Brasil, como a melhoria do acesso da população negra à educação, graças a iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni) que, desde 2005, destinou 46,45% das suas bolsas a alunos negros em universidades particulares, além da criação de políticas de cotas raciais", destaca o dirigente.

Barreiras a serem superadas na Educação Básica

Como, na opinião do próprio governo federal, ainda existem muitas barreiras a serem superadas, a educação básica pode ter um papel fundamental no processo de inclusão. Em 2003 foi aprovada no Congresso Nacional a Lei nº 10.639, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e torna obrigatório o ensino de História e Cultura da África e das populações negras brasileiras nas escolas de ensino fundamental e médio de todo o país. "É uma medida importante, por referendar os alunos de outras matrizes raciais, para elevar-lhes a auto-estima, combater o racismo, fazer com que haja mais respeito à diversidade e tornar a escola mais identificada com os alunos negros", ressalta o ministro. Paulo Roberto Santos, presidente do Conselho Estadual dos Direitos dos Negros (Cedine) - vinculado à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do governo do Estado do Rio de Janeiro - defende a garantia de vagas em instituições de qualidade como os colégios de aplicação, Pedro II e escolas técnicas "É preciso garantir uma educação de qualidade desde o ensino fundamental. Com isso, futuramente a reserva de vagas nas universidades se tornará desnecessária. Hoje, nas escolas públicas do município e do estado temos um grande número de negros, mas isso não acontece nas instituições onde há um ensino de excelência, aquelas em que há um processo seletivo rigoroso. Precisamos mudar esta realidade."
Faetec reserva vagas para negros - A Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec) é a única instituição do estado que reserva parte de suas vagas para alunos carentes, o que inclui negros. Mas se depender de militantes do movimento pela igualdade racial, o número de alunos negros em escolas que oferecem um ensino básico de qualidade deve aumentar. A Educafro-Rio, em parceria com a Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), planeja implementar cursos pré-técnicos comunitários que irão preparar os jovens para disputar vagas em escolas técnicas e outras do ensino básico. "O objetivo é fazer a inclusão do aluno negro e pobre em escolas de qualidade. Assim, quando chegarem na universidade, eles não serão discriminados", diz Samantha Alves Brandão, coordenadora da Educafro-Rio. Segundo Samantha, a igualdade racial é uma meta que, para ser alcançada, precisa começar junto com a formação do cidadão.
"Isso deve ocorrer junto com o processo educacional. A maioria dos livros didáticos e outros espaços de construção do conhecimento não retratam a pessoa negra como agente da sua própria história. Pouco se fala sobre os episódios de resistência durante o período da escravidão ou após a Abolição. O negro aparece como serviçal, aquele que ocupa sempre as posições menos prestigiadas socialmente. Isso reforça opiniões e imagens estereotipadas, que afetam e agem sob indivíduos – negros ou não – na formação de pré-conceitos, como o da inferioridade das pessoas negras, estimulando um ideal de embraquecimento" critica a coordenadora, que completa. "È necessário que os livros didáticos retratem as pessoas negras de modo a influenciar positivamente na percepção e formação dos conceitos do aluno branco e negro", afirma Samantha. De acordo com Paulo Santos é preciso tratar a desigualdade com políticas acertadas. "Somente a educação é libertária. Por isso, precisamos investir em escolas básicas de qualidade para os negros. Só assim, conseguiremos atingir a igualdade racial."
Comemorações por todo o estado - Pela primeira vez os governos estadual e municipal, junto com a Câmara dos Deputados, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e representantes da sociedade civil se uniram para organizar uma Agenda Única para o mês da Consciência Negra. As comemorações, que começaram no dia 5 de novembro, se estendem até o próximo dia 30, em vários pontos da cidade, com a realização de shows, seminários, palestras, exibição de filmes e outros eventos. "O objetivo é somar forças para superar os desafios do preconceito e da exclusão", explica Paulo Roberto Santos, presidente do Cedine. Nesta quinta, 19, a programação é a seguinte: das 12 às 18, inauguração do Centro de Referência da História da África e das Comunidades de Santa Tereza, no Colégio Estadual Monteiro de Carvalho, em Santa Tereza; das 18 às 21 horas, show e bate papo com a cantora e compositora Leci Brandão, no Circo Voador, nos Arcos da Lapa; das 22 às 4 horas, apresentação de "A noite da deusa Ébano", com o grupo Afro Orunmilá, na Escola de Samba Estácio de Sá, no Catumbi. Em Barra Mansa haverá, a partir das 19 horas, a cerimônia de entrega de certificados e medalha de mérito Zumbi dos Palmares, na Câmara Municipal.
Na sexta, 20, a programação é extensa. No Monumento de Zumbi dos Palmares, na Praça XI, as atividades começam às 6h30, com a lavagem do Busto de Zumbi com Afoxé Filhos de Gandhi, e prosseguem durante todo o dia. Arlindo Cruz e sua banda se apresentarão às 16 horas. A Estação Primeira de Mangueira, às 17 horas, encerra as atividades no Monumento de Zumbi . A agenda única termina no dia 30, com o "Seminário sobre Educação e Cultura Negra", que acontecerá das 17 às 21 horas, no auditório 13 da Uerj, campus Maracanã. A agenda de atividades completa pode ser encontrada no site da Cedine.

(Extraído do site Clipping Educacional - Folha Dirigida, 19/11/2009 - Rio de Janeiro RJ - Andréa Antunes)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MEC Seleciona Professores para Corrigir Redação do Enem 2009


O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), autarquia do MEC (Ministério da Educação), está cadastrando professores de língua portuguesa para corrigir as redações do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009. Os interessados devem se inscrever até as 23h59 do próximo domingo (15), no site do Inep.

Para se tornar um corretor é preciso ter pelo menos dois anos de experiência como professor e curso superior em Letras - Língua Portuguesa. Quem tiver cônjuge, filho, dependente legal ou qualquer outro parente de primeiro grau participando do Enem 2009 não pode se inscrever. A seleção será feita pelo Cespe (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília), um dos organizadores do evento. Será necessário, em uma segunda fase, enviar documentos para comprovar as informações prestadas durante a inscrição.

O Inep quer construir um banco unificado de corretores de redação com mais de 5 mil professores cadastrados. Os selecionados vão passar por um treinamento em várias cidades, entre elas, Brasília, Rio de Janeiro e Fortaleza.

As redações serão corrigidas por um sistema online. Todas elas serão levadas a Brasília e escaneadas com um código de identificação. Cada texto passará por dois corretores. Se as notas estiveram muito discrepantes, um terceiro professor fará a avaliação.

(Amanda Cieglinski da Agência Brasil - Em Brasília DE - Site do UOL Educação)

Aprendizado dos Filhos Preocupa Menos os Pais do que Vaga na Escola e Transporte, Mostra Pesquisa


Uma pesquisa para verificar a participação dos pais na educação de seus filhos constatou que o aprendizado preocupa bem menos do que fatores como a competência dos professores, a existência de vagas em creches e escolas e de transporte gratuito.

A pesquisa, que foi divulgada nessa quarta-feira pelo movimento Todos pela Educação, revelou que apenas 14% dos pais que moram em nove regiões metropolitanas do Brasil e 11% em cidades do interior consideram a aprendizagem a questão mais importante quando se pensa na educação no Brasil.

A competência e a motivação dos professores foi considerado o fator primordial da educação (opinião de 26% dos entrevistados das regiões metropolitanas e de 25% dos pais que moram em cidades do interior).

Para Mozart Neves Ramos, presidente executivo do Todos pela Educação, isso pode ser considerado uma dicotomia já que, apesar de se mostrarem preocupados com a valorização do professor, os pais não "entendem que, se a criança não está aprendendo, de certa maneira o processo está incompleto".

"O degrau mais importante é que a criança aprenda e o aluno esteja aprendendo", afirmou ele, em entrevista na noite de ontem à Agência Brasil. Ele participou em São Paulo do lançamento da campanha "Eu, Você, Todos pela Educação", que pretende estimular e ampliar a participação da família na educação dos seus filhos, que está sendo divulgada em vários veículos de comunicação e também em jogos do Campeonato Brasileiro de futebol.

"Não dá para dizer que isso é desinformação das pessoas. Acho que as pessoas enxergam primeiro aquilo que lhes aperta mais o calo", afirmou Ana Lucia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro, que ajudou a organizar a pesquisa.

Segundo ela, enquanto a existência de vagas e a qualidade do transporte forem problemas, "eles vão enxergar isso mesmo". Para ela isso é um sinal de que também é necessário debater essas questões materiais, reforçando que elas são essenciais para garantir o aprendizado.

A pesquisa foi desenvolvida pelo Ibope, por telefone, com 1.350 pessoas de nove regiões metropolitanas brasileiras - Bahia, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo - e de alguns municípios com mais de 50 mil habitantes. Os dados do Ibope integram uma pesquisa mais ampla sobre o universo da educação, que deverá ser divulgada no próximo mês.

Segundo Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação, o movimento também já estuda uma nova ação a ser desenvolvida durante a campanha eleitoral do próximo ano, como tentativa de dar à educação posição de destaque na agenda política dos candidatos e dos eleitores.

"Educação de qualidade não é uma dádiva, não é um presente ou algo que a gente vai agradecer por ter uma vaga na escola. É obrigação termos vaga na escola e qualidade na educação. E isso significa o aluno aprender".

(Elaine Patricia Cruz da Agência Brasil - Em São Paulo 12/11/2009) Site do UOL Educação

Projeto de Lei que Institui o 14º Salário para Profissionais da Educação Básica da Rede Pública de Ensino


Em São Paulo A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei que institui o 14º salário para profissionais da educação básica da rede pública de ensino. A proposta seguirá para análise da Comissão de Assuntos Econômicos e depois, para a Comissão de Assuntos Sociais.Se for aprovada nas duas próximas comissões, será enviada para a análise da Câmara dos Deputados.A medida é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e teve como relator o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), autor do substitutivo que obteve a aprovação.De acordo com o projeto, para ter direito ao 14º salário em dezembro, os profissionais da educação básica pública precisam elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de sua escola em pelo menos 50%. O benefício também será pago aos profissionais que alcançarem o Ideb igual ou superior a sete. O projeto ainda estabelece que o pagamento do 14º salário deverá ocorrer até o final do semestre subsequente ao da publicação dos resultados do Ideb.Na discussão do projeto, Cristovam explicou que a medida não cria competição entre os professores, pois serão beneficiados todos os docentes da escola que cumprir a exigência de elevação do Ideb."O que vai ocorrer é uma cobrança de uns professores sobre os outros" disse, citando como exemplo a pressão que deverá ocorrer sobre professores que faltam muito e que, com esse comportamento, poderão prejudicar os demais.



(Da Redação de informações da Agência Senado)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CONCURSOS PARA PROFESSORES DE CEIs E EMEIs


SERÃO REALIZADOS EM FEVEREIRO E MARÇO

A Secretaria Municipal de Educação publicou nas páginas 37 a 45 do Diário Oficial da Cidade desta sexta-feira, 06 de novembro, os editais dos concursos de ingresso para o provimento dos cargos de professor de educação infantil e de professor de educação infantil e ensino fundamental I, organizados pela Fundação Carlos Chagas.

As inscrições serão feitas pela Internet, das 10h do dia 30 de novembro às 14 horas do dia 11 de dezembro, ou via banco, no mesmo período. A taxa é de R$ 45,00.

São 818 vagas para professor de educação infantil e ensino fundamental I e 467 vagas para professor de educação infantil.
As provas para os cargos de professor de educação infantil e ensino fundamental I estão previstas para serem aplicadas no dia 28 de fevereiro de 2010. Já os candidatos aos cargos de professor de educação infantil farão as provas no dia 07 de março de 2010.
As provas de conhecimentos gerais e de conhecimentos específicos, ambas eliminatórias e classificatórias, serão compostas de 30 questões objetivas cada. As dissertativas terão duas questões e as objetivas serão compostas por questões de múltipla escolha.

ALTERAÇÃO DA DATA ATENDE À REIVINDICAÇÃO DO SINPEEM

No mês passado, em reunião com o presidente do SINPEEM, Claudio Fonseca, o secretário Municipal de Educação, Alexandre Schneider, anunciou que os concursos seriam realizados em janeiro de 2010.
O SINPEEM se posicionou contra e iniciou negociação com a SME para postergar a data para não prejudicar os profissionais de educação, que teriam pouco tempo para se prepararem para as provas.
O presidente do sindicato insistiu e a SME acabou recuando da decisão e alterando as datas para os meses de fevereiro e março. Vitória do SINPEEM.
Com isso a categoria ganha fôlego, após o período de férias, para estudar e se preparar para as provas. A categoria precisa de um prazo maior para se preparar de forma adequada para o concurso, afirmou Claudio Fonseca.

CURSO PREPARATÓRIO

A exemplo de concursos anteriores, o SINPEEM já começou a se organizar para promover o curso preparatório, destinado aos seus associados.
As informações sobre o curso serão divulgadas no site do sindicato, enviadas por carta, newsletter, mural, jornal e demais informativos do sindicato.

EDITAIS ESTÃO DISPONÍVEIS NO SITE DO SINPEEM

Os editais, disponíveis no site do SINPEEM (
www.sinpeem.com.br), devem ser lidos com bastante atenção. Neles estão todas as informações necessárias, desde inscrições, prazos, recursos, direitos e deveres dos candidatos.
Veja a íntegra dos editais:
Concurso de ingresso professor de educação infantil e ensino fundamental I:
http://www.sinpeem.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3579
Concurso de ingresso professor de educação infantil: http://www.sinpeem.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3580


(INFORMATIVO SINPEEM - 06/11/2009 )

Escolha / Atribuição 2010


As negociações do sindicato com a SME para fixação da pontuação e procedimentos para o processo de escolha/atribuição para 2010 continuam.


O SINPEEM está discutindo com o governo todos os detalhes da Portaria para evitar que quaisquer profissionais sejam prejudicados.


Assim que tivermos uma posição concreta, informaremos a categoria.

Custo de Vida Subiu 0,53% em Outubro


Pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta alta de 0,53% do custo de vida no mês de outubro, em São Paulo.


De acordo com o Dieese, os grupos transporte (1,59%), habitação (0,62%) e saúde (0,59%) foram os que mais pressionaram a alta.


Alimentação e vestuário também tiveram variações positivas de 0,15% e 0,19%, respectivamente. O aumento de preços dos combustíveis (4,02%) também colaborou para a alta do grupo que mais variou – o álcool variou 12,87% e a gasolina 1,41%.

Entre janeiro e outubro, o Índice de Custo de Vida (ICV) registrou variação positiva de 3,34%. O grupo que mais variou foi o de despesas pessoais (10,93%).


Já entre as baixas, foram registradas taxas negativas para os grupos vestuário (-2,40%) e equipamentos domésticos (56%).


Em 12 meses, a inflação registrada é de 4%. As maiores altas ficaram por conta dos grupos despesas pessoais (11,60%), educação e leitura (7,46%), habitação (5,63%) e saúde (4,15%).


(INFORMATIVO SINPEEM - 06/11/2009)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Grammy Latino 2009 - Indicados e Vencedores!


Os Ganhadores da Noite de 05/11/2009


Parabéns a todos os ganhadores!!!
É sempre bom lembrar que numa premiação dessa importância o que é valorizado é a qualidade, principalmente nas categorias principais. Portanto, vendagem de disco é secundária!

GRAVAÇÃO DO ANO

Os grandes favoritos da categoria são as canções de Ivan Lins (que tem muita tradição na premiação, um dos poucos brasileiros que são favoritos sempre, apesar de eu não gostar de sua música, é um cantor de qualidade e bem mais respeitado no exterior) e de Luis Fonsi (que a muito tempo vem merecendo ganhar nas categorias principais, pois em 2008 o ano foi dele). Pode aparecer como surpresa Laura Pausini, que é outra que já vem a algum tempo merecendo um dos prêmios principais. Se ser popular é um ponto positivo, "Calle 13" ganha. Pois é! Calle 13... Uma pena.

No Hay Nadie Como Tu
Calle 13 Featuring Café Tacvba [Norte/Sony Music Entertainment]

Aqui Estoy Yo
Luis Fonsi con Aleks Syntek, Noel Schajris y David Bisbal [Universal Music Latino]

Arlequim Desconhecido
Ivan Lins & The Metropole Orchestra [Biscoito Fino]

Si No Vas A Cocinar
José Lugo Orchestra Featuring Gilberto Santa Rosa [Norte/Caminalo
Discos/SonyBMG Music Entertainment]

En Cambio No
aura Pausini [Warner Music Latina]

CANÇÃO DO ANO

Essa categoria tem tudo para dar somente Luis Fonsi, é o grande favorito. Se fosse para eu escolher o vencedor com certeza faria Luis Enrique ganhar o prêmio, adoro a canção "Yo No Se Mañana". Ele, aliás, voltou a posição #1 na Latin Billboard depois de 15 anos. Se aparecer alguma zebra, seria Alejandro Lerner. "Yo No Sé Mañana" levou o prêmio de melhor canção Tropical. Quem levou nessa categoria foi o favoritissimo Luis Fonsi.

Aqui Estoy Yo
Luis Fonsi con Aleks Syntek, Noel Schajris y David Bisbal [Universal Music Latino]

Día Tras Día
Yoel Henríquez & Jorge Luis Piloto, songwriter (Andrés Cepeda) [FM Discos & Cintas]
Me Fui
ebe & Carlos Jean, songwriter (Bebe) [EMI Music Spain]
Verte Sonreir
Alejandro Lerner, songwriter (Alejandro Lerner) [El Pie Records]

Yo No Se Mañana
Jorge Luis Piloto & Jorge Villamizar, songwriter (Luis Enrique) [Top Stop Music]

ÁLBUM DO ANO

Não sei porque, não consigo apostar no grupo Calle 13, pois populares eles são, mas qualidade que é bom... De novo, Ivan Lins e Luis Enrique são os favoritos. Se aparecer alguma surpresa, será a argentina Mercedes Sosa.

Los De Atrás Vienen Conmigo
Calle 13 [Norte]

Día Tras Día
Andrés Cepeda [FM Discos & Cintas]

Ciclos
Luis Enrique [Top Stop Music]

Regência: Vince Mendoza
Ivan Lins & The Metropole Orchestra [Biscoito Fino]

Cantora 1
Mercedes Sosa [Sony Music/RCA]

MELHOR ÁLBUM VOCAL POP FEMININO

Há três favoritas na categoria: Natalia Lafourcade (adoro essa cantora pop), Amaia Montero e Laura Pausini (a grande favorita das três). Como já esperávamos, Laura Pausini levou!

Día Azul
Jimena Ángel [Universal Music Group]

Hu Hu Hu
Natalia Lafourcade [Sony Music]

Amaia Montero
Amaia Montero [Ariola/Sony BMG Music Entertainment]

Primavera Anticipada
Laura Pausini [Warner Music Latina]

Aire
Luz Rios [LCR Records]

MELHOR ÁLBUM VOCAL POP MASCULINO

Nessa categoria não deve haver surpresas, pois Fito Paez e Alex Ubago são os grandes favoritos. Se algum dos outros indicados ganharem será zebra. Fito Paez!

Día Tras Dia
Andrés Cepeda [FM Discos & Cintas]

Te Acuerdas...
Francisco Céspedes [Warner Music Mexico]

Malditas Canciones
Coti [Universal Music Group]

No Sé Si Es Baires o Madri
Fito Paez [RCA]

Calle Illusión
Alex Ubago [Dro/Warner Music Spain]

MELHOR ÁLBUM CANTOR/COMPOSITOR

Essa é uma das categorias que sempre terão como favoritos os brasileiros Caetano Veloso e Tom Zé, como os mexicanos Ricardo Arjona (o grande favorito dentre todos) e Franco De Vitta. Como eu já esperava!

5to Piso
Ricardo Arjona [Warner Music Mexico]

Simplemente La Verdad
Franco De Vita [Norte/SonyBMG Music Ent.]

A Las Buenas Y A Las Malas
Rosana [Warner Music Spain]

Zii e Zie
Caetano Veloso [Mercury Records/Universal Music]

Estudando a Bossa - Nordeste Plaza
Tom Zé [Biscoito Fino]

MELHOR ÁLBUM CRISTÃO EM PORTUGUÊS

Se Régis Danese não ganhar esse prêmio... não sei mais o que pensar. O cara fez sucesso até entre os católicos, deixando de fora uma rixa boba entre seguidores fanáticos das duas religiões, que pensam que música evangélica é só para os evangélicos.Mas, Oficina G3 também poderá ganhar. Os fãs do Oficina G3 foram pé quentes! Parabéns a banda!

Compromisso
Regis Danese [Line Records]

Eu Não Vou Parar
Marina de Oliveira [MK Music]

Eu Tenho A Promessa
Jozyanne [MK Music]
Depois Da Guerra
Oficina G3 [MK Music]

André Valadão [Graça Music]

MELHOR ÁLBUM POP CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO

Essa categoria brasileira é dominada pelo Rock, apesar de ser entiluada de Pop. Os grandes favoritos são Skank e Jota Quest. Como zebra citaria o fraco álbum "Pode Entrar" de Ivete Sangalo e "Em Londres" do grupo Roupa Nova. Roupa Nova!!! Infelizmente eles não estiveram na Academia para receber o prêmio... creio que nem eles acreditaram... será?

La Plata
Jota Quest [Sony BMG Music Entertainment]

Multishow Ao Vivo
Rita Lee [Biscoito Fino/Multi Show]

Em Londres
Roupa Nova [Roupa Nova Music]

Pode Entrar
vete Sangalo [Caco Discos/Multishow/Universal Music]
Estandarte
Skank [Sony BMG Music Entertainment]

MELHOR ÁLBUM DE ROCK BRASILEIRO

Categoria bem disputada, mas como grandes favoritos o grupo Titãs. A única zebra ocorrerá se os adolescentes do NX Zero levarem o prêmio. Nos demais casos não seria surpresa. Empate!

Cinema
Cachorro Grande [Deckdisc]

Rock 'N' Roll
Erasmo Carlos [Coqueiro Verde Records]

Agora
nx Zero [Arsenal Music/Universal Music]

Tá Tudo Mudando
Zé Ramalho [EMI]
Sacos Plásticos
Titãs [Arsenal Music/Universal Music]

MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

Só tem fera nessa categoria, com certeza a mais difícil de todas. É muito bom ver Wanderléa voltando com um disco muito bom depois de anos sem gravar. Aponto dois favoritos: Ivan Lins e Zélia Duncan. Essa será uma das poucas categorias que não haverá zebra. Ivan Lins como eu já sabia...
O Coração do Homem-Bomba - Vol. 1
Zeca Baleiro [MZA Music]

Pelo Sabor do Gesto
Zélia Duncan [Universal Music/Mercury Records]

Regência: Vince Mendoza
Ivan Lins & The Metropole Orchestra [Biscoito Fino/Oilua]

Trem da Minha Vida - Ao Vivo
Jorge Vercillo [EMI]
Nova Estação
Wanderléa [Lua Music/ABMI]


Postado por Apolo
do Blog Abril -

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

VIII Jornada Literária: "Euclides da Cunha e Os Sertões na Literatura Brasileira"


Venha participar da VIII Jornada Literária:

"Euclides da Cunha e Os Sertões na Literatura Brasileira" ,

cujo cronograma segue em anexo, e que será realizada

em 07/11 das 9:00h às 17:30h na PUCSP

(sala 333 e auditório do Tuca).

Maiores informações e inscrições



(Encaminhado por MRosa e Vera)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Entre Lençóis



(Poesia de Israel Lima)

Inventamos formas de nos amar,

Não nos limitamos,

Demos asas aos nossos desejos.

Na mais alta cascata nos beijamos,

Rolamos nas águas cristalinas,

Foi você

Quem despertou

Tanto amor,

Toda paixão nos motivou...

Não temos precauções,

Nem previsão da altivez

E intrepidez desse sentimento

Que descobrimos entre lençóis.

Os nossos corpos

Rolaram entre lençóis macios

Todo vazio que antes

Havia naquele quarto escuro,

Iluminou-se e preencheu-se

Com nós dois...

Não deixamos nada

Pra depois,

Mas o que aconteceu entre nós dois

Não foi fantasia,

Nem momento ou passatempo,

O que aconteceu entre nós dois

Foi amor,

Só amor,

E mais nada,

Entre lençóis...
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| 2008 |