Pelo Corredor da Escola

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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Expansão de Universidades Federais Amplia Déficit de Professores Qualificados


Mais uma. Universidade Federal do ABCem Santo André (SP), foi uma das criadas nos últimos anos pelo governo Lula A expansão das universidades públicas promovida pelo governo federal aprofundou um antigo problema das instituições: a dificuldade de se contratar professores com doutorado. A carência é maior nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Apenas neste ano, as federais de Rondônia (Unir), Pará (UFPA) e Amazonas (Ufam) tiveram de reabrir concursos públicos para docentes por falta de inscritos qualificados. Não há dados nacionais sobre o tamanho do déficit de doutores e mestres, mas, para suprir a demanda, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) lançou em dezembro de 2008 um plano de estímulo a novos programas de pós-graduação. Uma comissão com representantes dos Ministérios da Educação, do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia foi formada em julho de 2009 para implantar o Programa de Apoio à Pós-Graduação (PAPG), mas, até agora, poucas ações concretas foram tomadas. "Por causa do Reuni (programa do governo federal de expansão das universidades, lançado em 2003) foram abertas entre 10 mil e 12 mil vagas para professores. E nós queremos que todos sejam doutores", afirmou Ana Deyse Dorea, vice-presidente da Andifes. "O País não estava preparado e, em especial, os câmpus localizados no interior têm enfrentado dificuldades para preencher todas as vagas com doutores." De acordo com a Andifes, o PAPG vai começar pelas Regiões Norte e Centro-Oeste, áreas mapeadas como as de maior carência de docentes com títulos. "Eles precisam formar seus próprios quadros, porque lá também é mais difícil fixar os profissionais", diz Ana Deyse. Um dos principais objetivos da iniciativa é diminuir as diferenças regionais nos programas de pós-graduação. A entidade informou que o programa deve ser iniciado ainda este ano, em parte com recursos do MEC. Mas a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) afirma que o programa ainda não existe efetivamente; que é uma proposta em construção. A única iniciativa de suporte ao PAPG foi a liberação de recursos no projeto Pró-Equipamentos, em agosto de 2009, para montagem de laboratórios. Concorrência. Para universidades da Região Norte, a dificuldade na contratação de doutores piorou com a grande oferta de vagas em outras partes do País. "A gente enfrenta uma concorrência desleal. Como as condições trabalhistas (como salário) são iguais no Brasil inteiro e não existe uma política que dê um diferencial mais sedutor ao Norte, aqui nunca é a primeira opção", afirmou o pró-reitor de gestão da Ufam, Albertino Carvalho, O maior desafio, diz Carvalho, é preencher as vagas nos câmpus mais afastados da capital. Com o Reuni, a Ufam abriu cinco novos câmpus - o mais próximo da sede fica a 720 km de Manaus. "Temos um polo em Benjamin Constant, cidade de 20 mil habitantes na fronteira com Colômbia e Peru, com pouca infraestrutura e sem acesso aéreo. É difícil um doutor querer morar numa cidade assim." O pró-reitor de pesquisa e extensão da UFPA, Emmanuel Tourinho, ressalta que atrair doutores é crucial para melhorar a qualidade da graduação, mas também para avançar nos cursos de pós-graduação e fazer desenvolver o País. "Para melhorar nosso atrativo precisamos de recursos extras e de uma política de médio e longo prazo", diz. "Isso depende de uma decisão política: o País quer ou não criar condições para termos doutores capazes de aproveitar o potencial da região amazônica?", questiona. A falta de doutores também é uma realidade das novas universidades federais, como a Rural do Semiárido (Ufersa/RN), criada em 2005, onde alguns editais tiveram de ser reabertos até duas vezes. "Na área de matemática foi difícil preencher as vagas", disse o pró-reitor de graduação, José Arimatéa de Matos. Para lembrar - Vagas dobram, mas ainda falta infraestrutura - O governo Lula criou em cinco anos 15 instituições federais e mais de cem câmpus no interior do País por meio do programa Reuni, do MEC. O objetivo de elevar a oferta de vagas foi cumprido: elas passaram de 121 mil em 2003 para 169 mil em 2008. Mas, na velocidade em que foi feita, a expansão transformou municípios em canteiros de obras, com aulas em prédios improvisados e sem infraestrutura, conforme mostrou o Estado em fevereiro.


(Clipping 06.05.2010 O Estado de São Paulo, 06/05/2010 - São Paulo SP Expansão de universidades federais amplia déficit de professores qualificados Ensino superior. Problema é maior nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Neste ano, universidades de Rondônia, Pará e Amazonas reabriram concursos por falta de candidatos com doutorado. Desde 2003, ampliação das instituições provocou criação de 12 mil vagas Luciana Alvarez)

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