Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br


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sábado, 4 de julho de 2009

Alunos Aprovam Flexibilização do Currículo no Ensino Médio


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A possibilidade de o aluno do ensino médio escolher parte das disciplinas que quer estudar, flexibilizando o currículo desta etapa, parece animar os estudantes secundaristas. A proposta foi apresentada na semana passada pelo MEC (Ministério da Educação). O projeto chamado de "ensino médio inovador " está em discussão no CNE (Conselho Nacional de Educação), colegiado responsável por elaborar diretrizes curriculares.

A opinião da estudante Esther Arraes Drigati, que cursa o 3° ano em um colégio particular de Brasília, resume o que pensam vários alunos do ensino médio. "A gente estuda muita coisa que não vai precisar", diz. Pesquisas mostram que o atual modelo é desinteressante para os jovens, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares.

Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas que complementam as básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado.

Para Rosa Lúcia Nascimento, professora de História de uma escola pública de Brasília, a possibilidade de um currículo flexível, montado a partir das prioridades do aluno é "fantástica". "O ensino médio hoje ficou inserido como etapa conclusiva do ensino fundamental. Ele se torna desinteressante porque a gente não consegue aproximar os conteúdos da realidade deles", avalia. Mas ela ressalta que é necessário investir na formação continuada dos professores para que o novo modelo dê certo.

Rebeca Oliveira Martins, aluna do 1° ano, acha que o novo modelo pode aumentar o interesse do aluno pela escola. "Desanima muito fazer as disciplinas que a gente não gosta", diz. João Guilherme Machado, aluno do 3° ano, aposta que o novo modelo vai permitir uma formação mais voltada ao mercado. "Ao concentrar-se nas disciplinas de interesse, a escola pode gerar até um profissional mais focado", aponta.

O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo. O CNE vai realizar audiências públicas para discutir o novo modelo de ensino médio. O processo deve ser concluído até julho. Depois dessa etapa, o ministério começará as negociações com os estados, já que o ensino médio é responsabilidade das redes estaduais.

(Extraído do portal Terra - 02 de julho de 2009)


Meu Comentário: Não quero ser pessimista, mas será que esta inovação dará certo? Com o sistema atual de educação, já percebemos a falta de interesse do aluno, a falta de compromisso com os estudos, o desrespeito com os professores. Penso que esse novo Currículo gerará muito mais o desinteresse do que o atual! Agora é esperar pra ver! Tomara que eu esteja enganado! E você, o que acha?


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Carta de uma Professora Mineira – 3º Capítulo


A menina que corria atrás do garoto, está de pé perto de sua carteira aos berros com um garoto - negro de cabelo descolorido e bem baixinho que se assenta na 2º ou 3º carteira, da 2ª fila perto da janela - que está assentado no chão.


O garoto (magro, mais alto do que os colegas, cabelos, curtos e lisos) que se assenta na penúltima carteira da fila perto da janela me pede para ir correndo lá fora, pois jogaram sua mochila pela janela.


Bolinhas de papel atiradas com o corpo das canetas, voam em todas as direções. Isso é o que mais me chama a atenção, mas garotos e garotas de pé, correndo, gritando tem aos montes.

O que me resta: dou um berro e peço que todos se assentem e tirem o material. Digo que estou ali para ensinar e que ganho meu dinheiro ensinando ou não, mas que desde o primeiro dia de aula havia dito que não queria ver nenhum aluno meu sem aprender e da forma como eles estavam estava impossível.


Disse ainda que por serem pobres e morarem na favela não precisavam ser mal educados – gritar, pisar sobre as carteiras, etc- e nem tampouco não aprenderem o que precisavam aprender. Dei aquele sermão.


A garota continua de pé berrando, o garoto da mochila já voltou e grita e o negro de cabelo descolorido está assentado no chão, encostado na parede no fundo da sala.

Vou até a garota, digo que chega, que se assente e mando o garoto negro de cabelo descolorido se levantar do chão e assentar no seu lugar.


Ele vai até a sua carteira e diz que não tem cadeira, vou até lá atrás na sala, apanho uma cadeira vazia e ponho em sua carteira para se assentar. Ele não se assenta e passa a mexer com os outros colegas e atirar bolinhas de papel. Volto e digo para se assentar e tirar o material. Ele se assenta, tira algumas coisas da mochila e diz que não vai fazer nada..


Peço-lhe então que se retire de sala, ele diz que vai com imenso prazer (disso eu não duvido!!!, pois o garoto não quer nada com os estudos) e começa a guardar algumas coisas que estavam sobre a mesa bem devagarzinho. Digo a ele que ande depressa que preciso dar a aula. Ele responde que eu que quiser que espere. Já bastante irritada, pego sua mochila e as coisas que ainda estão sobre a carteira e coloco sobre a murada do corredor e digo: - agora pode ir, suas coisas já estão lá fora.


Ele levanta e sai fazendo os maiores desaforos. Se minha mochila sumir, você me paga, eu não vou pegar a mochila, etc e tal.

Volto, não chego a parar um minuto na frente da sala e caio. Caio sem saber como nem porque. Ouço apenas um silêncio e: - a professora caiu!!!! Levanto-me de um só pulo, com algumas dores. Continuo o sermão dizendo que caí certamente porque perdi o equilíbrio em função do comportamento deles.


Disse ainda que pareciam animais e que eu acreditava que estava dando aula para garotos e garotas. Enfim, babei de falar e tentei explicar o que faríamos naquela aula.

Dezesseis alunos sem os textos. Já que a coordenadora havia chamado minha atenção por ter posto os 14 da outra sala fora, distribui as cópias dos textos que ainda tinha e organizei para que os dezesseis copiassem. Apresentei a atividade do dia para os outros e disse aos que copiavam que talvez não desse tempo de fazerem a atividade, mas que fariam em casa, uma vez que já teriam o texto, pois eu daria visto antes de sair da sala.


Iniciadas as atividades, andava pela sala, observando os cadernos, sobretudo dos que copiavam, e cada erro da cópia que lhes mostrava, vários alunos gritavam, ou imitavam um cavalo. Pedi que não repetissem essa atitude, mas de nada valeram meus pedidos. Mesmo antes de eu falar qualquer coisa, só pelo fato de parar na carteira de um aluno, eles começavam a imitar relinchos e alguns batiam os pés no chão.


Na fila do meio, 3ª carteira, havia um aluno branco, bem gordinho de cabelos crespos, que nada fazia (e nada faz dia algum) e cada vez que lhe chamava atenção a sala vinha abaixo.



(Acompanhe o próximo capítulo)


sexta-feira, 12 de junho de 2009

Educação tem 77% de aprovação dos Paulistas



Índice é resultado da última pesquisa Datafolha
As ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Educação em prol dos cerca de 5 milhões de alunos da rede estadual são aprovadas por 77% dos paulistanos. O número é resultado da pesquisa Datafolha divulgada esta segunda-feira (1/6). Foram ouvidas 2.058 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o Estado entre os dias 26 e 28 de maio. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com o Datafolha, 44% das pessoas entrevistadas avaliam como ótimo/bom os programas e ações aplicadas nas 5.300 escolas estaduais e 33% dos entrevistados avaliam a educação como regular. A Secretaria de Estado da Educação é a terceira secretaria do Governo do Estado mais bem avaliada pelos paulistas, ficando atrás apenas da Cultura (47%) e Esporte (46%). A aprovação do Governo Estadual é ainda maior, 56% dos paulistas ouvidos pelos pesquisadores consideram o governo José Serra como ótimo/bom.

“Os números mostram que estamos no caminho certo. Os programas desenvolvidos pela rede estadual de ensino são amplos e profundos. Foram elaborados para oferecer uma educação de qualidade para os jovens de São Paulo”, afirma o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza.

(Extraído do site da SEE- 01 de Junho de 2009)

MEC Divulga Diretrizes Para os Planos de Carreira do Magistério


O Ministério da Educação publicou no Diário Oficial da União de 29 de maio a Resolução nº 2, que fixa as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magisté rio da Educação Básica Pública.

Comparadas ao plano de carreira da Secretaria Municipal de Educação, as diretrizes não representam nenhuma inovação para os profissionais de educação da rede municipal de ensino de São Paulo. A Resolução também não apresenta itens ainda não-conquistados depois de longos anos em que o SINPEEM sempre defendeu questões como carreira aberta, realização de concursos, desenvolvimento na carreira por meio de evolução progressiva, concurso, remoção, entre outros.

Conheça a Resolução do MEC que, para muitas redes de ensino do Brasil pode significar avanço:

(Extraído do INFORMATIVO SINPEEM -05/06/2009)
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