Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

UFPR Confirma Uso de Nota do Enem 2009 no Vestibular 2010


O reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Zaki Akel Sobrinho, confirmou neste domingo (13) que a instituição irá utilizar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 no vestibular 2010. A confirmação se deve à garantia que a universidade recebeu da Sesu (Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação) de que terá as notas do exame no início de janeiro, na data provável de 15 de janeiro. A universidade iniciou a segunda fase no sábado (12); neste dia, o exame teve abstenção de 4,72%, dos 15,4 mil candidatos convocados. No domingo (13), quando foram aplicadas as provas específicas para 10,9 mil candidatos, 592 (5,43%) faltaram. Das 91 opções de cursos da UFPR, 26 não exigem nenhuma avaliação específica. Para esses candidatos, a segunda fase se resumiu à prova de compreensão e produção de textos, aplicada no sábado. Os cadernos de provas devem ser publicados na internet a partir das 21h deste domingo. O resultado final do vestibular está previsto para ser divulgado em 22 de janeiro, com registro acadêmico de 1º a 5 de fevereiro, conforme escala no Guia do Candidato. A primeira chamada complementar está prevista para 19 de fevereiro. Mudanças para 2010 - Durante entrevista coletiva realizada neste domingo, o reitor da UFPR também anunciou três mudanças para a próxima edição do processo seletivo: a primeira diz respeito ao curso de medicina, que terá substituição da prova específica de filosofia por biologia. A prova de química para esses candidatos está mantida. O curso de engenharia cartográfica, que atualmente não exige nenhuma prova específica, passará a ter a de matemática. Outra mudança ocorrerá para o curso de música, que passará a aplicar a prova de habilidades, com caráter eliminatório, antes da 1º fase.

(Fonte: Portal UOL Educação, 14/12/2009 - Da Redação em São Paulo)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cinco, ou Mais, Reflexões Sobre o Enem


AO LER o artigo "Cinco acusações contra o Enem" ("Tendências/Debates", 10/12), fui mobilizada por vários sentimentos. O primeiro deles surge do caráter determinado do texto de evidenciar apenas aspectos negativos do Exame Nacional do Ensino Médio-questionáveis, sob o meu ponto de vista, o que é emblematicamente representado pelo pleonasmo do título. Qualquer acusação é sempre contrária a algo ou, no caso do artigo, talvez as acusações não sejam necessariamente contra o Enem, mas contra o que ele eventualmente representa em termos políticos e/ou ideológicos. Historicamente em nosso país, o acesso à universidade pública se deu por meio de processos seletivos sob a responsabilidade da própria instituição ou de fundações contratadas. Além de submeterem os candidatos a uma maratona exaustiva de provas, os vestibulares não têm o objetivo primeiro de refletir sobre o desenho curricular do ensino médio. Sua função precípua é a de, apenas, selecionar alunos de acordo com o perfil considerado mais adequado a cada universidade.
O Enem surge com a finalidade de avaliar os alunos do ensino médio e, consequentemente, a qualidade desse nível de ensino. Sob essa perspectiva, a utilização do exame atende a duas finalidades: servir como mecanismo de avaliação dos postulantes ao ensino superior no Brasil e subsidiar reflexões pedagógicas que reorientem, de forma contemporânea, os rumos do ensino médio. Partindo do princípio de que o Enem é legítimo para tal avaliação, por que não utilizá-lo como referência para o acesso único ao ensino superior do país? A unidade nacional do exame, respeitando a diversidade e a universalidade de conhecimentos, não pode ser considerada, de maneira simplista, uma forma de centralização do poder. Ao contrário, um exame único democratiza o acesso às várias instituições, não discriminando candidatos por condições geográficas, econômicas e/ou culturais. Se fossem priorizados temas regionais, o que seria de um candidato do Norte postulante a uma vaga no Sudeste?
Nesse caso, o critério da hegemonia cultural mencionada no artigo recairia sobre o regionalismo. Sob essa perspectiva, acredito que os aspectos universais devam ser priorizados num processo seletivo único nacional, para garantir a democratização do acesso a qualquer universidade. Quanto à importância do respeito à diversidade cultural, entendo que devam ser respeitados e garantidos pela universidade os direitos à fruição, produção e circulação das diversas culturas existentes no desenvolvimento de projetos pedagógicos envolvendo ensino, pesquisa e extensão. Concordo com o autor do artigo quando faz alusão à vasta experiência acumulada nas melhores universidades brasileiras no desenvolvimento de seus processos seletivos. No entanto, essa "riqueza acumulada" não foi suficiente para resolver a indesejável e histórica elitização do acesso à universidade pública do país. O Enem -priorizando o raciocínio a partir de competências- traz maior possibilidade de acesso democrático, em forma de esperançosa latência. O foco se desloca do eixo de expertise em formulação de questões e assume dimensão mais complexa, que pretende contribuir com a reflexão sobre a construção de conhecimentos.
Como reitora de uma universidade federal e com a independência de pensamento que detenho, uma vez que fui eleita pelo voto da comunidade universitária e dos conselhos superiores, testemunho que é infundada a afirmação de que o Ministério da Educação induza as instituições federais a aceitarem o Enem como forma de acesso ao ensino superior no país. A adesão das instituições resultou de processos coletivos de reflexão ocorridos entre os membros da Andifes (Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) e, principalmente, das reflexões no interior de cada instituição, sendo a definição de sua utilização decidida pelos conselhos superiores de cada universidade. Finalmente, o sentimento de perplexidade me invade! Como pode um professor de uma universidade pública -local de resistência histórica e heroica a um regime de exceção- estabelecer qualquer analogia plausível entre dois momentos tão distintos vividos pelas universidades deste país? Deixo, então, aos leitores um sentimento de esperança a universidade pública brasileira, esse patrimônio incontestável do nosso país, depois de tantos anos de descompromisso oficial e de brutal desmonte, atravessa momento único em sua história, caminhando para a democratização do seu acesso, contribuindo com uma formação cidadã para a esperada justiça social do nosso país. MALVINA TANIA TUTTMAN, pedagoga, mestre e doutora em educação, é reitora da UniRio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)

(Fonte: Folha de São Paulo, 15/12/2009 - São Paulo SP - A universidade pública brasileira, depois de tantos anos de descompromisso oficial, atravessa momento único em sua história - MALVINA TUTTMAN)

Faculdade em Osasco é Descredenciada Pelo MEC


A Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do Ministério da Educação (MEC) determinou o descredenciamento da Faculdade João Paulo Primeiro, mantida pelo Colégio Técnico João Paulo Segundo, com sede em Osasco. O despacho publicado no Diário Oficial da União desta segunda- feira, 14 de dezembro, dá um prazo de 30 dias para que a instituição recorra ao Conselho Nacional da Educação. A decisão do MEC foi baseada em uma série de denúncias relacionadas à precariedade nos cursos ofertados pela faculdade João Paulo Primeiro. Além disso, a instituição paralisou as atividades sem comunicar ao ministério. O MEC tentou por diversas vezes contato com o dirigente da instituição para conferir documentação e emitir diplomas dos alunos, mas não obteve resposta. A reportagem da Agência Brasil também não foi atendida por nenhum dos telefones anunciados na internet.

(Portal Terra Educação, 14/12/2009)

O Desafio de Educar


Dar ordens, aplicar uma punição, definir limites, estimular atitudes positivas, enfim, ser pai comporta uma infinidade de ações que, muitas vezes, são realizadas sem que se percebam seus impactos na formação dos filhos. Tomar decisões no momento de educar a criança ou o adolescente não é processo fácil, principalmente quando se trata de recompensar ou punir os filhos. Quando se pensa em comportamentos, a primeira coisa que passa pela cabeça de muitos pais é a palavra disciplina. Como fazer com que os filhos ajam de uma maneira e não de outra? Para a maioria, a resposta seria impor limites, que, se ultrapassados, precisariam ser novamente impostos por meio de punição. O que se ignora, nesses casos, é o poder do reforço. Por que na mesma família a criança que não organiza o quarto exige mais cuidado do que aquela que o faz? Por que o adolescente pouco estudioso merece maior atenção do que o dedicado aos estudos? Assim como em qualquer outro âmbito social, no familiar, as pessoas em geral apresentam maior facilidade para identificar os pontos negativos do que os positivos e se restringem à tentativa de corrigir as falhas comportamentais por meio de castigos. O desafio consiste em treinar o olhar dos pais para enxergar, inicialmente, as qualidades e os comportamentos desejáveis dos filhos. Amor, afeto e entusiasmo devem ser oferecidos incondicionalmente. Quanto maior o amor, mais positiva a atmosfera e mais segura a criança; e, quanto mais segura, mais tende a explorar e adquirir habilidades. O reforço é uma estratégia comportamental básica, que geralmente produz resultados rápidos para a obtenção de comportamentos-alvo desejáveis. Pode ser implementado de várias formas, como dar alguma coisa (elogio, atenção, algo material), o que seria um reforço positivo, ou tirar ou proibir algo, o que constituiria assim um reforço negativo. Ao elogiar, os pais precisam entender que os reforços verbais devem ser imediatos e isentos de crítica. Se a intenção é recompensar o filho, não tem sentido o reforço vir acompanhado de algum julgamento. O objetivo é incentivar a prática de um comportamento desejável, e não julgar a criança ou adolescente. Isso significa que o que está sendo avaliado é o comportamento, e não o filho. O envolvimento dos pais na formação dos filhos, inclusive no que se refere ao incentivo aos comportamentos desejáveis, requer, ainda, momentos de integração familiar. A criança ou adolescente precisam sentir que os pais gostam da sua presença, se interessam por eles e se preocupam com o seu bem-estar. Sentimentos assim ativam os esquemas funcionais de estima, adequação e competência. Na atualidade, a falta de tempo constitui um problema para a promoção das atividades que integrem a família. Entretanto, essa dificuldade não pode ser uma desculpa para que não sejam realizadas. Cada núcleo familiar deve criar os próprios momentos: um almoço no domingo, uma conversa na hora de dormir, um fim de semana juntos. A regra aqui não é a quantidade do tempo que se passa juntos e, sim, a qualidade desses momentos. O ideal em uma relação entre pais e filhos seria conseguir estabelecer padrões de comportamentos desejáveis a partir apenas dos reforços positivos ou negativos. Entretanto, no dia a dia, há momentos em que não cabe alternativa senão a de ordenar e se fazer obedecer. Os pais devem ter a certeza de que as regras expostas para os filhos estão claras e, portanto, não são arbitrárias. Os filhos precisam identificar os limites, o que se pode ou não fazer. A figura da autoridade é fundamental para fazer com que as regras e limites sejam incorporados, especialmente entre os 6 e os 10 anos de idade, período em que as crianças desenvolvem a moral (incluindo noções de valores ligados à ética, à ideia do certo e do errado, do verdadeiro e do falso). Independentemente do tipo de castigo, existem cinco passos que devem ser seguidos para efetuar corretamente uma punição. O primeiro é identificar o erro cometido, pois os pais precisam saber exatamente em que se atrapalharam. O seguinte passo é deixar claro que tipo de sentimento esse comportamento gerou no pai; depois sugerir uma ou mais alternativas de resolução para o comportamento; indicar claramente a punição que será aplicada; e, por último, deixar expressa a expectativa que se tem em relação a comportamentos futuros desejáveis.

(Fonte: Estado de Minas, 15/12/2009 - Belo Horizonte MG - Patrícia Ragone Quaresma - Psicóloga especialista em terapia cognitiva.)
Template Rounders modificado por ::Blogger'SPhera::
| 2008 |