Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br


sábado, 6 de novembro de 2010

Educação segura avanço do IDH


Brasil ocupa a 73ª posição entre 169 países. Relatório afirma que país apresenta tendência de crescimento sustentado

Brasília – O relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 2010, divulgado ontem, mostra o Brasil na 73ª posição entre 169 países. Os cinco primeiros colocados são, pela ordem, Noruega, Austrália Nova Zelândia, Estados Unidos e Irlanda. Os cinco últimos são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Mali e Burkina Faso. Como neste ano o IDH sofreu mudanças metodológicas, não é possível comparar a posição do Brasil com as de anos anteriores. Mas, para obter uma base de comparação, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) recalculou os dados brasileiros dos últimos 10 anos com base na nova metodologia. Por esse recálculo, o Brasil ganharia quatro posições e registraria crescimento de 0,8% no índice. Em 2010, com a nova metodologia, o IDH brasileiro foi de 0,699, numa escala de 0 a 1. Em 2009, com a metodologia antiga, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking, com IDH de 0,813. Segundo o relatório deste ano, o IDH do Brasil apresenta "tendência de crescimento sustentado ao longo dos anos". Mesmo com a adoção da nova metodologia, o Brasil continua situado entre os países de alto desenvolvimento humano, como em 2009. De acordo com o relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.607, e a expectativa de vida, de 72,9 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos. De acordo com o economista Flávio Comim, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), no novo IDH "o Brasil continua na sua trajetória, que é uma trajetória muito harmônica, ou seja, o IDH brasileiro vem crescendo igualmente nas três dimensões (saúde, educação e renda)". O relatório destaca o "sucesso econômico recente" do Brasil, que desafiou "a ortodoxia do Consenso de Washington", um receituário de medidas liberais no campo econômico. Também são feitas referências positivas aos programas de distribuição de renda brasileiros. De acordo com o relatório, 8,5% dos brasileiros são pobres e "sofrem privação" em saúde, educação e renda. Destes, o principal item, segundo o relatório, é a educação. "O que mais pesa na pobreza é a educação. O novo IDH mostra que é necessário dar mais importância à educação no Brasil", disse Comim. Educação Segundo Comim, o novo IDH é mais exigente quando se trata de educação. "Foram introduzidas novas variáveis, uma nova fórmula de cálculo, e, dentro dessa nova fórmula, um padrão mais alto sobre o sistema educacional e a qualidade desse sistema", explicou o economista. "Então, não basta mais colocar as crianças e os jovens na escola. Agora, eles têm que estar na série adequada, na série que se espera que eles estejam para que você consiga dar a eles uma oportunidade igual", disse Comim. Segundo ele, "o desafio para o Brasil evoluir ficou maior". "Com o novo IDH, você tem novos critérios, e é dentro desses novos critérios, que são mais qualitativos, que nós (o Brasil) devemos ser julgados. À medida que você levanta esses novos critérios, a ambição de ter um sistema educacional melhor, um sistema educacional mais justo, fica mais evidente do que era antes. Antigamente, nós tínhamos apenas taxa de matrícula e alfabetização. Hoje, temos um modelo dentro do qual nós estamos esperando que as pessoas estudem mais e com qualidade melhor, e é isso que está sendo refletido no novo IDH", explicou Comim.

(Estado de Minas, 05/11/2010 - Belo Horizonte MG - Clipping 05.11.2010)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Valeu Professora Cleusa! Parabéns!



Esta é a Professora Cleusa, professora da Sala de Leitura na EMEF Prestes Maia, ela foi premiada por sua poesia "Dízima Periódica". A foto acima é do momento da homenagem do dia da premiação.
Abaixo a poesia premiada:

Dízima Períódica

Foi no exato momento
da exatidão da vida
que encontrei meu par
ímpar na sua essência
e na sua emoção
acertou meu coração...
E eu que era ímpar
desejei ser par
e na minhas equações
eliminei meus parênteses
e colchetes
e fiz da minha vida
uma dízima periódica...

Cleusa Aparecida


Parabéns minha amiga!

Sucesso,


Prof. Israel Lima

EMEF PRESTES MAIA E A INCLUSÃO

Samuel, aluno da EMEF PRESTES MAIA, 1º Ano B, prof. Marlene, é capa da revista Inclusão do mês de outubro/2010.
Nesta Unidade Escolar, os alunos de inclusão são bem aceitos pelos docentes, discentes, Quadro de Apoio, Secretaria, Direção e Coordenação. É com a cooperação de todos que desenolvemos um trabalho sólido integrado com a comunidade.

Esta homenagem é também para vocês:

Vera Lúcia
Neide Siera
Ana Maria Antenor
Sandra Maria Arouck
Denise Weingarten Bonilha
Ivete Conceição
Solange Alimenti
Rosa Maria Teodoro
Cidalia Ferreira
Marisa Brito
Cleusa Aparecida
Jozineide Aguiar
João Vaz
Eliane Joaquim
Valmir Vieceli
Silvia Regina Mendes
Maria do Carmo Monteiro
Josefa Guedes
Maria de Fatima
Patricia Matos
Elaine Fernandes
Nivaldo Gutierres
Lilian Ferreira
Adneia Elisabete
Flavia Aparecida
Lourdes Aparecida
Verônica Campos
Vanessa Regina
Cristiano João Rosa
Luciana Evangelista
Antonia de Jesus
Ana Paula Costa
Ariclaudio Francisco
Ana Paula dos Santos
Luciana Lavor
Felipe Maciel
Sonia dos Santos
Maurício Mazucato
Kamila Lima
Rita de Cassia
Joyce Anne
Michelle Santos
José Viana
Ana Flávia
Cleuza de Paula
Duílio Francisco
Fernando Chaves
Francisco de Almeida
Israel Pereira
João Silveira
Maria do Carmo Farias
Oswaldo Batista
Silveli Toti
Wanderley Tadeu
Valdely
Elaine Leite

Esta equipe é maravilhosa!!!

Um grande beijo,

Prof. Israel Lima

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Do Total de Aprovados no Enem no Ano Passado, 25% Mudaram de Estado


Um dos resultados mais visíveis do uso do exame como processo seletivo das universidades federais foi a mobilidade dos estudantes pelo País; facilidade de tentar uma vaga em outro Estado levanta também debate sobre assistência estudantil ANGELA LACERDA, LUCIANA ALVAREZ, CAROLINA STANISCI, LIÈGE ALBUQUERQUE, ELDER OGLIARI e EVANDRO FADEL


Um ano após o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ter se tornado o maior vestibular do País, um de seus resultados mais visíveis foi a mobilidade de universitários entre os Estados. De acordo com o Ministério da Educação, do total de aprovados no ano passado, 25% deixaram seus Estados de origem. Alguns desses calouros que atravessaram o País enfrentaram sacrifícios para realizar o sonho de cursar uma faculdade. Marcello Silva Cruz, de 39 anos, trocou a quente Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pela fria Bagé, no Rio Grande do Sul, em busca do curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente na Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Assim que soube que havia passado com a nota do Enem, Cruz embalou seus pertences, subiu em sua moto e, sozinho, viajou de motocicleta para o Sul. Viveu de reservas e do auxílio-moradia da universidade, de R$ 130. O dinheiro guardado acabou e ele recorre à família. "Estou muito apertado", admite o estudante, que aluga um quarto em uma casa de família por R$ 470 mensais. O esforço, diz valeu a pena. "Definitivamente, eu não teria feito outro curso." Determinação para ultrapassar obstáculos é característica desses estudantes. Gabriela Rodrigues Portela de Carvalho, de 19 anos, aluna de Zootecnia da Universidade Rural Federal de Pernambuco (UFRPE), deixou no início do ano a casa dos avós, em Batatais, no interior paulista, rumo a Serra Talhada, a 418 quilômetros do Recife. "A nota de corte é menor que em São Paulo", justificou. Feliz com o curso, ela não se queixa nem das escassas opções de diversão na cidade. "Vim para estudar", diz ela, cujos gastos, de R$ 500 por mês, são pagos pelos pais. Nenhuma dificuldade desanima a paulista, com exceção do calor. "É insuportável." Pão de queijo. Sem nunca ter andado de metrô na vida, Cleiton Antoninho de Arantes, de 20, chegou este ano a Diadema, na Grande São Paulo. Sua cidade natal, a segunda menor em extensão do País, é a mineira São Lourenço. Cleiton veio para cursar Química Industrial na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mais acostumado ao caos urbano, ele conta sentir falta do pão de queijo. "Não existe igual em São Paulo", lamenta ele, que ficou surpreso com a acolhida dos colegas. "O pessoal foi muito parceiro. Acabei indo para uma república, onde fiquei por um mês até me instalar de vez", conta Cleiton, que hoje divide uma casa com dois colegas. Na mesma região. Gustavo Loeff Zardo, de 18, deslocou-se pouco, apenas 300 km, entre Caçador (SC) e Curitiba, para estudar Comunicação Institucional na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Antes avesso ao uso de notas do Enem para entrada na universidade, hoje ele elogia o sistema. Sua adaptação, porém, não foi fácil. Saudades de casa e falta de grana quase o fizeram desistir. "Estou no lugar certo, o que consigo aqui não conseguiria nunca lá." Sua ajuda financeira vem de um estágio na própria universidade, onde recebe R$ 490 por mês - apenas R$ 10 a menos que o aluguel do apartamento onde mora. Outra que contou com a ajuda da mãe, de modo peculiar, foi a sergipana Suanam Glória Fontany, de 21 anos, que estuda Engenharia de Pesca na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus. "Minha mãe é paraense, sempre amou Manaus e prometeu que, se tivesse uma filha, colocaria seu nome de Manaus ao contrário", conta. A paixão fez a estudante escolher o curso em Manaus, onde mora com uma tia. Ela pensa em pedir uma vaga na Casa do Estudante da Ufam, porque está perdendo muito tempo no trânsito da capital. "Por mim, acabando o curso, fico trabalhando e morando aqui nessa cidade para sempre."

(O Estado de São Paulo, 03/11/2010 - São Paulo SP - Clipping 03.11.2010)
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