Pelo Corredor da Escola

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Ano Letivo 2011 Não Começou


Para a mídia em meu modesto entender o ano letivo de 2011 ainda não começou. Nada além das clássicas fotos de excesso de automóveis parados e estacionados de forma irregular nas tradicionais vias da zona sul no horário de troca de turno, ou seja, mais ou menos entre 12 horas e 13 horas e trinta minutos. O Carnaval este ano como será nos primeiros dias de março, deixa o mês de fevereiro em se tratando de ano letivo com uma ideia de que "ainda não começou para valer..." E a nossa tradição cultural é de que o ano só começa depois do Carnaval, daí... E as modificações no sistema Público de Ensino ainda não vieram a debate na mídia, o que me deixa com uma sensação estranha de que "quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta." Será que os educadores deixaram de sonhar ou deixaram de acreditar em "novas modificações?" Noto que tirando as poucas escolas particulares que, por serem poucas, possuem menos vagas do que candidatos ao seu bom ensino, as demais apresentam um retardamento claro nas matrículas. E isto é fácil de notar através da mídia, pois os anúncios de "Matrículas Abertas" que eram colocados em outubro e novembro, agora vieram a ser feitos na semana passada. Os alunos e professores ainda não começaram para valer ou ainda não "caiu a ficha" de que o ano letivo de 2011 já começou. As Instituições de Ensino Superior da Iniciativa Particular marcam seus exames vestibulares, em obediência à legislação, para as próximas semanas e aulas, evidentemente, começando após o Carnaval. Os sindicatos representativos da categoria dos Professores Particulares em obediência à orientação do órgão superior, isto é, à Confederação, antecipam às negociações que sés estenderão por intermináveis e sucessivos encontros de negociação até a data limite da Lei, quando então será assinado um novo acordo, que de novo só tem a data, pois as reivindicações são sempre as mesmas e as dificuldades das mantenedoras somente aumentaram. "Quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta." Permito-me repetir e enquanto a sociedade como um todo não se conscientizar da importância da educação quer pública ou privada para a verdadeira inclusão social, a situação educacional de nosso país ficará sempre dependente dos sonhadores participantes de sindicatos de professores e de diretores procurando chamar a atenção desta mesma sociedade para a importância que somente existe em discursos e na prática continua o mesmo cenário. Li num jornal que um palestrante ao falar para um auditório de cerca de 600 pessoas e perguntar quantos eram professores teve a resposta de praticamente todos os presentes e, em seguida ele perguntou: "E quantos de seus filhos e filhas desejam seguir a carreira do magistério? Apenas cerca de seis levantaram o braço. Deixo a óbvia interpretação para os leitores. E há mais uma observação: - Para Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro sempre eram nomeados laureados professores durante muitos anos e, deixo de nomeá-los aqui para não cometer nenhuma injustiça, porém o governador Sergio Cabral, cuja mãe é professora aposentada, nomeou seguidamente dois Secretários que não são professores. Ora se o governador Sergio Cabral foi eleito e reeleito em primeiro turno. É evidente a sua competência político – administrativa e, no Setor de Segurança, o sucesso tem sido tão rápido e excelente que "até exportará as boas medidas que tomou". Logo para a Educação aplicou a mesma filosofia de administração em execução e os resultados logo surgirão, porém como em educação tudo é muito mais lento, somente após o término de seu segundo mandato é que a mídia poderá ter noticias boas para o Setor Educacional. A diferença é que para as escolas e os professores os recursos são escassos e mau aplicados e estão sendo "enxugados" e para a segurança existem recursos a serem captados no Governo Federal, já que a discussão sobre os royalties do Petróleo que trará diminuições para o Estado do Rio de Janeiro implica numa política de contenção de gastos. E para os professores fica a frase de abertura, de meio de texto e de final de texto: Quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta. (Autor Desconhecido)

(Folha Dirigida, 15/02/2011 - Rio de Janeiro RJ - Clipping 16.02.2011 - Quando o salário é pequeno, o adiantamento pouco adianta. (Desconhecido) Prof. Paulo Sampaio )

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