Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não Faz Assim Comigo


(Poesia de Israel Lima)

Meu bem, vem curar
Este mal
De Amor...

Tanta dor,
Tantas flores lá fora,

tanto orvalho,
Sinta a brisa,
Perceba a minha imagem,
Por que limitas o amor?

Não faz assim comigo,
Saiba que dentro de mim
Há um coração:
Que sofre,
Que chora,
Que se ilude,
Que se entrega,
Que arde de paixão,

Sou eu o deserto e
Você o meu oásis...

Queria te redescobrir,
Queria tocar o teu corpo,
Afagar os teus cabelos,
Redescobrir cada detalhe teu;
Por que agora essa tal indiferença?

O meu desejo é cada
Vez maior,
Um desejo não realizado
Traz sérias conseqüências
Ao nosso corpo,
Ao coração,
A nossa alma...

Tanto trauma,
Tanto desconforto,
Tanto desalento,
Vieram em mim se
Abrigarem...


Não faz assim comigo,
Foi muito feliz cada momento,
Cada minuto,
Cada segundo
Que compartilhamos,

Há vida lá fora,
Surpreenda esse teu
Imperioso "EU"
E vem me amar...

Liberte-se,
Ouça a nossa
Canção que agora está
Tocando no rádio...

Você pôs o nosso Amor em jogo,
Não faz assim comigo,
Não mais me
Trates como amigo,
Quero ser a tua
Outra metade,
Amante e
Senhor dos teus desejos...



***

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Próprio Amor


(Poesia de Israel Lima)
Tenho visto em mim,
Sei que não posso negar,
Há um nome
para este estranho sentimento:
Sei que fui barro de um oleiro,

Tela de um pintor, água ou o
Próprio amor.

Fui talvez, tudo que há de mais
sagrado,
Fui água, catedral, rima e

Verso,
Fui talvez, descrito por
Neruda,
Ou quem sabe pelo

Próprio Carlos Drummond de Andrade...


Fui a flor do Saara escaldante,

Deram as minhas mãos
Algemas e não deram pão...

Não fui a lágrima em Israel,

Nem as armas do Vietnã,

Nem sentimento, nem dor,


O próprio amor...


***

sábado, 27 de junho de 2009

O Eco Como Alento





(Poesia de Israel Lima)

Estava lá,
Quase ou meio disperso,

Mesmo perto,
O deserto veio me atormentar;


Mesmo lento,
O eco insistiu em avisar;

Gritei...


Mesmo estando em fase
"Propensa"
Ouvi do eco como alento:

Pensa... Pensa... Pensa...


Por um segundo,
Parei...
Ponderei,


Muitas reflexões inundaram
A minha mente.


Toda essa gente,
Contente... Prudente... Demente,
Comove a gente

Com cenas indecentes:
Violência,
Assassinato,
Transgressão,
Maldição...


Nada de compreensão,
Matam com o olhar;
Devoram com ações;
Traição...


De joelhos pedem
Clemência,
Falam de perdão,
Inocência...


Às vezes vejo-me
Como um ser sórdido,


Com toda morbidez e
Ação negativa
Daqueles que dizem
Saber muito;


Gritam,
Exaltam-se,
Enobrecem-se,
São vilões,
Corruptos,
Insolentes...


Toda gente,
Ora chora,
Ora canta...


São irreconhecíveis...
Mas lamentam
Não se contentam
Sentam,
Morrem...


Novamente quis gritar,
Porém minh’alma quis
“Clamar"...


E o eco como alento,
Disse-me que era
Tão somente preciso:
Amar... Amar... Amar...


***


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