Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br


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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Afagos Inocentes

Neste livro o autor descreve em forma de poesia sentimentos como saudade, ansiedade e Amor...
É o primeiro livro do Prof. Israel Lima que atualmente é o livro mais comentado da Editora na categoria Poesia e um dos mais vendido de sua categoria. Esta sendo negociado para ser lançado em Portugal e mais outros países em formato e-book.


A poesia abaixo faz parte deste livro. Deixe sua crítica.




TIMIDEZ

Diante de ti não me reconheço,
Falo baixo,
Desvio os olhos dos teus,
As mãos transpiram,
Meus pés divergem, sei...
Sinto-me em noites invernosas...

TIMIDEZ – prazer contido!
Água que se esvai entre os dedos,
Lágrima reprimida,
Pétala que cai...
Carta não lida,
Dor que não cessa...
Cruz de tão pesado lenho!

Lânguido esmaecer,
Beijo não trocado,
Murmúrios dolentes,
Eu duplicado: há o que deseja e o que reprime!
Conhecido sorriso marmorizado.

Preciso desse AMOR que arrebata...
Contrato desfeito! - timidez não mais!
Desejo silenciado, não mais;
Quero sentir o meu corpo frêmito...
E sentir VOLÚPIA.

Volúpia!

Volúpia...


---------


http://www.agbook.com.br/book/121251--Afagos_Inocentes

http://www.clubedeautores.com.br/book/121261--Afagos_Inocentes


Seu comentário muito nos enriquece.

Um grande abraço,
Israel Lima

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Entre Lençóis



(Poesia de Israel Lima)

Inventamos formas de nos amar,

Não nos limitamos,

Demos asas aos nossos desejos.

Na mais alta cascata nos beijamos,

Rolamos nas águas cristalinas,

Foi você

Quem despertou

Tanto amor,

Toda paixão nos motivou...

Não temos precauções,

Nem previsão da altivez

E intrepidez desse sentimento

Que descobrimos entre lençóis.

Os nossos corpos

Rolaram entre lençóis macios

Todo vazio que antes

Havia naquele quarto escuro,

Iluminou-se e preencheu-se

Com nós dois...

Não deixamos nada

Pra depois,

Mas o que aconteceu entre nós dois

Não foi fantasia,

Nem momento ou passatempo,

O que aconteceu entre nós dois

Foi amor,

Só amor,

E mais nada,

Entre lençóis...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Quando Você foi Embora


(Poesia de Israel Lima)
Pus a minha vida em rotina,
Não percebia
O grande mal que abraçava...
Foram bons os momentos
E a certeza de sua presença
Foi me acomodando e já
Não mais pensava em você,
Acreditando que sempre iria lhe ter,
Mas inesperadamente você
Partiu, deixando apenas como
Despedida um simples
Recado escrito com
Batom vermelho no espelho
Do quarto.
Olha Amor, foi ali, então,
Em frente ao espelho, que
Descobri o quanto lhe amo,
O quanto meu corpo lhe deseja,
O quanto a minha alma lhe
Quer...
O quanto à vida é mórbida
Sem a sua presença,
O quanto é vazio
O nosso quarto,
Volta,
Os meus braços lhe querem,
Preciso sentir os seus beijos,
Preciso sentir o seu cheiro,
Preciso tocar você,
Quero tocar cada contorno seu,
Quando você foi embora,
Levou consigo toda minha
Paz, deixou no meu peito
Profundas marcas, não
Vejo a hora de lhe vê
Voltar e então juntos nos
Amarmos e
Alcançarmos o infinito, com a certeza
De que nunca nos iremos
Separar...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Não Faz Assim Comigo


(Poesia de Israel Lima)

Meu bem, vem curar
Este mal
De Amor...

Tanta dor,
Tantas flores lá fora,

tanto orvalho,
Sinta a brisa,
Perceba a minha imagem,
Por que limitas o amor?

Não faz assim comigo,
Saiba que dentro de mim
Há um coração:
Que sofre,
Que chora,
Que se ilude,
Que se entrega,
Que arde de paixão,

Sou eu o deserto e
Você o meu oásis...

Queria te redescobrir,
Queria tocar o teu corpo,
Afagar os teus cabelos,
Redescobrir cada detalhe teu;
Por que agora essa tal indiferença?

O meu desejo é cada
Vez maior,
Um desejo não realizado
Traz sérias conseqüências
Ao nosso corpo,
Ao coração,
A nossa alma...

Tanto trauma,
Tanto desconforto,
Tanto desalento,
Vieram em mim se
Abrigarem...


Não faz assim comigo,
Foi muito feliz cada momento,
Cada minuto,
Cada segundo
Que compartilhamos,

Há vida lá fora,
Surpreenda esse teu
Imperioso "EU"
E vem me amar...

Liberte-se,
Ouça a nossa
Canção que agora está
Tocando no rádio...

Você pôs o nosso Amor em jogo,
Não faz assim comigo,
Não mais me
Trates como amigo,
Quero ser a tua
Outra metade,
Amante e
Senhor dos teus desejos...



***

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Próprio Amor


(Poesia de Israel Lima)
Tenho visto em mim,
Sei que não posso negar,
Há um nome
para este estranho sentimento:
Sei que fui barro de um oleiro,

Tela de um pintor, água ou o
Próprio amor.

Fui talvez, tudo que há de mais
sagrado,
Fui água, catedral, rima e

Verso,
Fui talvez, descrito por
Neruda,
Ou quem sabe pelo

Próprio Carlos Drummond de Andrade...


Fui a flor do Saara escaldante,

Deram as minhas mãos
Algemas e não deram pão...

Não fui a lágrima em Israel,

Nem as armas do Vietnã,

Nem sentimento, nem dor,


O próprio amor...


***

sábado, 27 de junho de 2009

O Eco Como Alento





(Poesia de Israel Lima)

Estava lá,
Quase ou meio disperso,

Mesmo perto,
O deserto veio me atormentar;


Mesmo lento,
O eco insistiu em avisar;

Gritei...


Mesmo estando em fase
"Propensa"
Ouvi do eco como alento:

Pensa... Pensa... Pensa...


Por um segundo,
Parei...
Ponderei,


Muitas reflexões inundaram
A minha mente.


Toda essa gente,
Contente... Prudente... Demente,
Comove a gente

Com cenas indecentes:
Violência,
Assassinato,
Transgressão,
Maldição...


Nada de compreensão,
Matam com o olhar;
Devoram com ações;
Traição...


De joelhos pedem
Clemência,
Falam de perdão,
Inocência...


Às vezes vejo-me
Como um ser sórdido,


Com toda morbidez e
Ação negativa
Daqueles que dizem
Saber muito;


Gritam,
Exaltam-se,
Enobrecem-se,
São vilões,
Corruptos,
Insolentes...


Toda gente,
Ora chora,
Ora canta...


São irreconhecíveis...
Mas lamentam
Não se contentam
Sentam,
Morrem...


Novamente quis gritar,
Porém minh’alma quis
“Clamar"...


E o eco como alento,
Disse-me que era
Tão somente preciso:
Amar... Amar... Amar...


***


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