Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

Para maiores informações falar com o Prof. Israel Lima

israellima7.4@bol.com.br


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Vítimas do massacre em escola infantil tinham entre 6 e 7 anos


REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIAS - Revista Época - 16/12/2012 - Rio de Janeiro, RJ


A polícia de Connecticut (EUA) divulgou a identidade das vítimas do massacre na escola Sandy Hook, que ocorreu na última sexta-feira (14). Dezesseis das 20 crianças mortas tinham 6 anos e as demais, 7. Entre os adultos, estão a diretora da escola, Dawn Hochsprung, a psicóloga, Mary Sherlach, e quatro professoras.
O atirador, identificado como Adam Lanza, de 20 anos, também matou a própria mãe, Nancy, em casa, antes de ir para escola. Fontes policiais haviam informado a imprensa americana que Nancy era uma das professoras da instituição, mas, oficialmente, as autoridades ainda não encontraram conexão entre Lanza e a cena do crime. Chocados por uma das piores tragédias do tipo em sua história, os americanos ainda se perguntam: por quê?
A polícia continua as investigações para formar um `quadro completo` do que ocorreu na última sexta-feira. Ainda não foi encontrados planos do ataque ou bilhetes suicidas, segundo o jornal The New York Times.
Armado com duas pistolas semiautomáticas e um rifle, Lanza forçou a entrada no prédio. Estava vestido com roupa de combate e conseguiu se esquivar do sistema de proteção automática da escola, que impedia a entrada de estranhos. Fez disparos à queima-roupa contra a diretora da unidade, a psicóloga e as outras quatro professoras, que tentavam impedir a passagem e proteger os alunos, segundo relatou a superintendente da escola, Janet Robinson.
O atirador fez disparos em duas salas, acertando várias vezes cada uma das vítimas. Após o massacre, tirou a própria vida.
O crime deixou apenas uma pessoa ferida, que está em recuperação e deve ajudar os investigadores a entender o que ocorreu.
Além das armas usadas no massacre, todas registradas em nome da mãe do autor, Nancy Lanza, a polícia encontrou outras três em sua casa. Segundo alguns moradores da cidade, ela era colecionadora de armas e levava seus filhos a treinos de tiro. Seu outro filho, Ryan Lanza, vive em Hoboken (Nova Jersey) e não está relacionado com o massacre.
Reação da família
O tio de Adam Lanza, James Champion, que é agente da polícia estadual de Connecticut, afirmou em um comunicado que `toda a família está traumatizada`.
Peter Lanza, o pai do assassino, disse que `não há palavras para expressar como está`. Em declaração divulgada à imprensa, ele afirmou que sua família `está em luto junto com todos os afetados por esta enorme tragédia`.
`Estamos em um estado de incredulidade`, afirmou. Ele disse que cooperou `plenamente` com os investigadores e que vai continuar fazendo isso no futuro. `Estamos tristes e tentando encontrar algum sentido para o que aconteceu.`
Segundo informaram a imprensa local, Peter e Nancy Lanza se divorciaram há alguns anos, um evento que alguns vizinhos dizem que afetou os dois filhos do casal. Posteriormente, ele se casou de novo. Peter trabalha no departamento de administração de uma grande empresa.

(Clipping 17.12.2012 - Revista Época - 16/12/2012 - Rio de Janeiro, RJ)
 

domingo, 8 de janeiro de 2012

As Esganadas de Jô Soares (trecho do livro)



A gorda é a última freguesa a deixar o tradicional chá da tarde na confeitaria Colombo. Segue pela Gonçalves Dias em direção à rua do Ouvidor. Sua bata branca é amarelada pela infinita quantidade de molhos e caldos nela derramada. Farelos antiquíssimos apegam-se como náufragos desesperados aos babados da blusa. A gorda é bela. Bela e voraz. À porta da confeitaria, ainda segura meia fatia de torta de morango na mão esquerda, enquanto a direita envolve um enorme éclair de chocolate. A gorda gruda-se àquelas guloseimas como se delas dependesse sua vida. Ela é gorda, bela, voraz e gulosa.
Um dilema a aflige à medida que avança pela calçada estreita demais para ela: deveria terminar primeiro a torta ou, antes, abocanhar o éclair? Seus pequeninos olhos porcinos, indecisos, olham para os acepipes presos firmemente entre seus dedos roliços. Ela é gorda, bela, voraz, gulosa e indecisa.
Finalmente, trêmula e ofegante, numa antevisão gozosa dos prazeres que as ávidas papilas da sua língua sentiriam, a gorda atocha na boca o pedaço de torta. Mastiga e engole automaticamente, num movimento simultâneo aperfeiçoado por décadas de prática. Limpa a mão na saia cinza livrando-se dos restos do creme chantilly. As listas brancas sobre a saia formam a imagem grotesca de um quadro abstrato. Ela é gorda, bela, voraz, gulosa, indecisa e lambuzona.
A gorda chega à rua Primeiro de Março, agarrando o gigantesco éclair de chocolate com as duas mãos, como se fosse um imenso falo negro. Antes que desfira a primeira dentada na cobiçada iguaria, sua bisbilhotice é atiçada por um furgão branco fosco estacionado quase na esquina da rua. O que alerta a atenção da gorda são os diversos doces e bombons expostos numa grande prateleira que sai do veículo, e o cartaz empunhado por um homem ao lado onde se lê em letras garrafais:
DEGUSTAÇÃO GRÁTIS! PROVE OS SABOROSOS PETISCOS DE PÂTISSERIE DOCES FINOS E AJUDE-NOS A ESCOLHER. NENHUMA EXPERIÊNCIA NECESSÁRIA.
Ela enfia na boca o éclair de uma só vez e se aproxima daquele Eldorado gastronômico sem saber que se avizinha da sua última tentação.


As Esganadas de Jô Soares (trecho do livro)

Companhia das Letras


Leia todo o livro - a leitura é muito agradável e envolvente.


Gostaria que a editora me enviasse um cópia do livro para tecer uma crítica.


Prof. Israel Lima

Ondjaki Escritor Angolano Entrevistado Pelo Entrelinhas




O Entrelinhas entrevistou o escritor angolano Ondjaki. Com romances, poemas, infantojuvenis e peças teatrais, o angolano (que vive no Rio de Janeiro) vem dando voz à juventude que circula pelas ruas de Luanda, sua cidade natal. Ele foi finalista do prêmio Portugal Telecom de Literatura com Avó Dezanove e o segredo do soviético e acaba de lançar no Brasil seu segundo romance, Quantas madrugadas tem a noite.


O Entrelinhas é um programa da Tv Cultura. Mais informações em:




Vale conhecer este jovem escritor angolano que traduz em palavras as coisas belas da vida com muito maestria.


Um grande abraço,


Prof. Israel Lima

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Afagos Inocentes

Neste livro o autor descreve em forma de poesia sentimentos como saudade, ansiedade e Amor...
É o primeiro livro do Prof. Israel Lima que atualmente é o livro mais comentado da Editora na categoria Poesia e um dos mais vendido de sua categoria. Esta sendo negociado para ser lançado em Portugal e mais outros países em formato e-book.


A poesia abaixo faz parte deste livro. Deixe sua crítica.




TIMIDEZ

Diante de ti não me reconheço,
Falo baixo,
Desvio os olhos dos teus,
As mãos transpiram,
Meus pés divergem, sei...
Sinto-me em noites invernosas...

TIMIDEZ – prazer contido!
Água que se esvai entre os dedos,
Lágrima reprimida,
Pétala que cai...
Carta não lida,
Dor que não cessa...
Cruz de tão pesado lenho!

Lânguido esmaecer,
Beijo não trocado,
Murmúrios dolentes,
Eu duplicado: há o que deseja e o que reprime!
Conhecido sorriso marmorizado.

Preciso desse AMOR que arrebata...
Contrato desfeito! - timidez não mais!
Desejo silenciado, não mais;
Quero sentir o meu corpo frêmito...
E sentir VOLÚPIA.

Volúpia!

Volúpia...


---------


http://www.agbook.com.br/book/121251--Afagos_Inocentes

http://www.clubedeautores.com.br/book/121261--Afagos_Inocentes


Seu comentário muito nos enriquece.

Um grande abraço,
Israel Lima

sábado, 3 de dezembro de 2011

Afagos Inocentes - Livro de Estreia do Prof. Israel Lima

[...] As mais belas histórias são, sem dúvida, as que falam de amor. Desde a antiguidade Bíblica, perpassando pela Mitologia até os dias atuais, o Cinema, a Música, a Literatura e as Artes em geral estão repletas de histórias que deságuam no oceano AMOR. Há amores que se concretizam e outros não, uns são felizes e outros nem tanto, mas são sempre amores... Quem não se lembra de Romeu e Julieta de William Shakespeare; Capitu e Bentinho de Machado de Assis; Simão e Tereza de Camilo Castelo Branco, na bíblia, a história de amor de Jacó e Raquel. Entre tantas outras belas histórias...


[...] Para mim é um grande privilégio compartilhar com você, caro leitor, estes singelos poemas carregados e conduzidos por tão nobre sentimento. Se você tem um amor, viva de forma intensa este amor. Se estiver a procura, saiba esperar o tempo certo, a pessoa certa... E esteja pronto (a) para viver um grande e intenso amor.


Caracteristica do Livro:


Editora: AG Book


Número de páginas: 86


Edição: 3(2012)


Formato: A5 148x210


Coloração: Preto e branco


Acabamento: Brochura c/ orelha


Tipo de papel: Offset 75g


Versão impressa R$ 27,50
Versão ebook R$ 7,84


Compre através do link abaixo:




Concurso:


Vá até a página da Editora:






Deixe um comentário sobre o livro: Afagos Inocentes de Israel Lima,

e concorra a um exemplar do livro que será sorteado e enviado em

sua residencia no dia 15 de janeiro de 2012.

Após deixar seu comentário no site da editora, envie um e-mail para o Professor Israel Lima




Com seu nome completo,


e-mail,


e endereço para envio do livro, caso seja sorteado.


Na compra do Livro


Afagos Inocentes


Faça uma critica sobre o Poema: "Próprio Amor"

e nos mande por e-mail com seu nome e endereço, a melhor crítica


será publicada no blog, o dono da crítica receberá um livro autografado.


Israel Lima

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Idade Mínima para Ensino Fundamental pode Cair

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) propôs nesta segunda-feira (21) uma ação civil para derrubar regra do Conselho Nacional de Educação (CNE) que determina uma idade mínima para que as crianças possam ingressar no Ensino Fundamental. Segundo o parecer de 2010, o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1° ano do ensino fundamental – caso contrário deverá permanecer na educação infantil. De acordo com o procurador da República Carlos Henrique Lima, autor da ação, a decisão do CNE “acabou por limitar a organização dos sistemas de ensino, estabelecida tanto pela Constituição Federal quanto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação”. O procurador reconhece que há a necessidade de haver uma data de corte, mas que ela deve servir apenas de orientação aos sistemas de ensino que poderão usar outros critérios para admitir uma criança com seis anos incompletos no ensino fundamental. O MPF chegou a recomendar que o conselho alterasse as regras, mas o pedido não foi aceito pelo colegiado. O autor do parecer do CNE, conselheiro César Callegari, disse que “respeita o trabalho do procurador, mas considera que ele está equivocado”. Ele explicou que o objetivo do conselho era justamente organizar o ingresso das crianças no ensino fundamental, já que até então cada rede de ensino fixava uma regra diferente o que segundo ele causa confusão. Ainda hoje, segundo Callegari, há sistemas de ensino como o do estado de São Paulo que permitem o ingresso de alunos que só completam 6 anos no fim do primeiro semestre letivo. “Entre as explicações que enviamos ao procurador sobre a regra, a principal argumentação era justamente que o alinhamento em torno da data de 31 de março foi feito mediante grande discussão que fizemos com secretários estaduais e municipais de educação e com os movimentos da educação infantil. É um esforço nacional de milhares de escolas, gestores e famílias que tem sido feito no sentido de organizar o processo”. Mas para o MPF, a resolução do conselho pode prejudicar os alunos porque não leva em conta outros critérios além da idade para permitir o ingresso, como por exemplo a competência e habilidade intelectual da criança. A liberdade de organização dos sistemas de ensino para determinar os parâmetros para a matrícula deve ser respeitada “sempre que o processo de aprendizagem assim recomendar”, disse o procurador. Segundo Callegari,a intenção do CNE ao estipular uma data de corte é evitar o ingresso precoce das crianças no ensino fundamental. A principal pressão para que a regra seja alterada vem das redes privadas de ensino. “Uma eventual frouxidão nas normas pode levar uma escola particular a oferecer o ingresso mais cedo ao aluno por uma disputa mercadológica, atendendo a ansiedade de pais aflitos que querem que a criança comece logo a estudar. A norma preserva o direito que uma criança tem de viver plenamente sua infância e não submetê-la a exigências de rendimento que são próprias do ensino fundamental”. Callegari argumentou que uma criança pode saber ler aos 4 anos, mas pode ser imatura no processo de socialização e no desenvolvimento de outras habilidades. Ele defendeu que os maiores prejudicados com uma possível alteração das normas serão as crianças e que a melhor saída para resolver os questionamento seria regulamentar a idade de entrada por lei. As resoluções e decisões do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação aos sistemas de ensino.

(Clipping 22.11.2011 - Hoje em Dia, 22/11/2011 - Belo Horizonte MG - MPF crê que resolução pode prejudicar os alunos porque não leva em conta outros critérios de ingresso, como a competência e habilidade intelectual da criança Amanda Cieglinski - Agência Brasil)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pesquisa Mostra que Apenas 2% dos Jovens Querem ser Professores

Por que será???


Já esperávamos por uma notícia deste porte! Como sobreviver em um Sistema Educacional falido, que bonifica seus cooperadores quando deveria pagar salários decentes.


Que autonomia tem hoje o profissional de educação?


Que motivação tem hoje o educador?


Um professor não pode exercer a função de Médico, Advogado entre outras, desque que tenha as devidas certificações, que é, sem dúvidas correto; mas um Médico ou um Advogado pode exercer a função de Profesor!!! Pode???


Hoje os Professores não sabem mais preparar as avaliações para seus alunos - é preciso que os técnicos as elaborem. Isto no mínimo é desrespeitoso. O que está acontecendo?


O que fazer?


Comente, deixe seu parecer.


Um grande abraço,


Prtof. Israel Lima

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Profª Amanda Gurgel - A Voz que Ecoou pelo Brasil!



Um grande abraço,

Prof. Israel Lima

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Vida Maria de Márcio Ramos - Vale Assistir e Refletir!!!



Um grande abraço,

Prof. Israel Lima

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Governo Desiste de Ampliar Ano Letivo, diz Secretária de Educação Básica




A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, disse nesta quinta-feira(20/10), nas páginas pessoais dela no Twitter e no Facebook, que o governo desistiu da ideia de ampliar os dias letivos das escolas de educação básica. A proposta havia sido anunciada pelo ministro Fernando Haddad em setembro, como forma de ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola. O MEC não confirma oficialmente a decisão, mas, segundo Pilar, o ministro reuniu-se com entidades que representam professores, estudantes, gestores e universidades e o consenso é que os atuais 200 dias letivos sejam mantidos. A ampliação deverá se dar pela ampliação da jornada diária. “O Legislativo receberá a proposta consensuada nessa reunião e assumida pelo MEC”, disse Pilar, sem definir qual seria o mínimo de horas-aula. Atualmente, o ano letivo tem 200 dias, com carga horária de 800 horas. O aumento de quatro para cinco horas diárias, por exemplo, ampliaria a carga horária para mil horas. Em alguns países da Europa, Ásia e até mesmo da América Latina, a jornada chega a 1,2 mil horas anuais, como no México, ou 1,1 mil horas, como na Argentina.

(Clipping 21.10.2011 - Correio Braziliense, 20/10/2011 - Brasília DF - Agência Brasil)

Na UFF, Curso de Matemática Computacional é Praticamente "Prestou, Passou"



O topo da lista de cursos mais concorridos dos vestibulares geralmente é dominado pelo curso de medicina. No vestibular 2012 da UFF (Universidade Federal Fluminense) não é diferente: medicina tem 72,36 candidatos por vaga. Entretanto, candidatos de 18 cursos não enfrentarão concorrente nenhum, pois escolheram graduações com mais oferta de vaga do que procura - é praticamente prestar e passar. Essa outra lista é liderada pelo bacharelado em matemática computacional, em Volta Redonda. São oferecidas 114 vagas e apenas 17 candidatos estão inscritos - a relação de candidatos por vaga é de 0,15. Só não é possível dizer que o candidato inscrito nessas graduações estará automaticamente aprovado, pois o edital prevê que será eliminado do concurso, sem direito a participar da segunda etapa, o candidato cujo número de acertos for igual a zero em cada conjunto de questões relativas, respectivamente, a conhecimentos de biologia, filosofia, física, geografia, história, língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, matemática, química e língua estrangeira da primeira etapa. Para ser convocado para a segunda etapa, o candidato também precisa alcançar, no total das questões da prova da primeira etapa, excetuando-se as questões de língua estrangeira, um mínimo de trinta e três acertos. O vestibulando que faltar em alguma prova ou tirar nota zero em qualquer um dos exames da segunda fase também será eliminado. No total, foram recebidas 52.419 inscrições para 7.556 vagas. Veja na página da UFF a concorrência para todos os cursos. Esses dados podem sofrer alterações, pois são divulgados antes da confirmação de inscrição. Provas - O cartão de confirmação de inscrição, indicando os locais de prova da primeira fase, estará disponível para consulta a partir de 19 de outubro. A prova da primeira fase acontece em 15 de novembro e terá 75 questões de múltipla escolha sobre as seguintes disciplinas: biologia, filosofia, física, geografia, história, língua estrangeira, língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa, matemática e química. A lista de convocados para a segunda etapa será publicada em 8 de dezembro. As provas da segunda fase serão realizadas no dia 18 de dezembro. Os vestibulandos deverão fazer uma redação e duas provas discursivas de conhecimentos específicos. Candidatos do curso de arquitetura e urbanismo farão, ainda, uma prova de expressão plástica no dia 20 de dezembro. O resultado da segunda fase deve ser divulgado no dia 28 de dezembro. A primeira chamada está prevista para 30 de janeiro de 2012. Outras informações podem ser obtidas no edital do vestibular ou pelo site da instituição.

(Clipping 14.10.2011 - UOL Educação, 13/10/2011 - Da Redação em São Paulo)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A Baixa Procura Pelos Cursos de Licenciatura



Na relação candidatos/vaga para o vestibular 2012 da UFMG, classificada em décimo lugar entre as melhores universidades da América Latina, segundo um ranking divulgado pela Quacquarelli Symonds World University Rankings (QS), chama a atenção a pouca procura pelos cursos de licenciatura. Vejamos alguns: história, 4,77; ciências biológicas, 3,47; pedagogia, 2,97; matemática, 2,95; química, 2,55; educação física, 2,15; filosofia, 1,88; física, 1,83; geografia, 1,60; letras, 1,41. O desinteresse é justificado, principalmente, pela pouca valorização da carreira, pela falta de uma política de incentivo e apoio à educação. Sem estímulo salarial, pedagógico, enfrentando-se dificuldades crescentes para um bom desempenho do cargo, o número de professores tende a ser cada vez menor. O candidato que opta por licenciatura sabe que se trata de formação para dar aulas. Ao analisar os cursos, a tendência é buscar aquele que habilite a trabalhar em setores que não estejam à margem do sistema. Que estudante buscará um curso de licenciatura para trabalhar durante nove horas por dia em salas de aula na educação básica? Não é necessário análise pormenorizada para entender as razões da baixa procura pelos cursos de licenciatura. Falta uma política remuneratória digna, condições adequadas de trabalho, valorização do profissional, condições capazes de atraí-lo e mantê-lo em sala de aula, o que deve estar na pauta de quaisquer discussões sobre melhoria da qualidade de ensino.

(Clipping 11.10.2011 - O Tempo, 11/10/2011 - Belo Horizonte MG - JOSÉ MARIA THEODORO - Mestre em linguística e língua portuguesa)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Capes Cria Mais Quatro Áreas do Conhecimento




Biodiversidade, Ciências Ambientais, Ensino e Nutrição agora terão coordenadores e avaliações específicas


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) criou nesta quarta-feira quatro novas áreas de conhecimento: Biodiversidade, Ciências Ambientais, Ensino e Nutrição. Uma portaria assinada pelo presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira instituindo as áreas. Até então, os cursos de especialização em Biodiversidade, Ciências Ambientais, Ensino e Nutrição ficavam na área interdisciplinar. Agora, essas novas áreas terão coordenadores específicos, passaram por processos de avaliação e terão metas. Segundo a Capes, a medida visa desenvolver os cursos dessas áreas.

(Portal IG Educação, 08/06/2011 - Clipping 09.06.2011- iG São Paulo)

Analfabetismo

O título do presente artigo cabe muito bem na atual situação de surrealismo reinante no Ministério da Educação. O Brasil é farto em estatísticas de violência, indicadores socioeconômicos, mas carente de bons resultados de políticas públicas. No setor privado, o Brasil tem ido bem, como provam os indicadores econômicos internacionais. Os empresários têm respondido positivamente aos estímulos e oportunidades que o mercado global lhes oferece. Entretanto, eles convivem com verdadeiras barreiras decorrentes da incompetência de gestores públicos e da perpetuação do anacronismo no país, em particular, advindos da existência longeva e persistente do mais formidável cipoal de leis inúteis e obsoletas, que remetem nosso país ao substrato dos países mais atrasados do mundo. No quesito da educação, é público e notório que o Brasil se mantém na berlinda dos indicadores de qualidade, enquanto o governo federal vem prestando um desserviço permanente à nação. A começar pela inauguração apressada e eleitoreira de pedras fundamentais de campi universitários e institutos improvisados, visivelmente desalinhados em relação às balizas de qualidade estabelecidas pelos países mais avançados, enquanto não respondem às principais demandas nacionais. Da combinação de inércia com inoperância e incompetência resulta situação permanente de deficiência e atraso. Um sintoma agravante recente é o fato de o baixo clero do MEC ter recebido o aval do ministro Haddad (ministro-cota imposto pelo ex-presidente Lula) para publicar uma cartilha, que, na prática, oficializada a barbárie linguística. É uma obviedade o fato de a linguagem escrita e falada ser essencial para a cultura de uma sociedade. A má linguagem degenera a comunicação, degrada a qualidade da escrita e compromete todas as atividades afetas à formação do cidadão, seja ela de natureza técnico-científica ou humanística. Nossos filhos e netos, por consequência desses descalabros, irão pagar caro, num futuro em que será exigida cada vez mais qualificação na formação educacional.


(Diário Catarinense, 09/06/2011 - Florianópolis SC - Sergio Colle - Clipping 09.06.2011)

Você Merece Seu Salário?

A maior parte dos estudantes de pós-graduação são bolsistas de agências de financiamento como a Fapesp, Faperj, CNPq e Capes, entre outras. Assim como empresas não podem ter infinitos funcionários, essas agências não podem ter infinitos bolsistas. E a seleção tem de ser feita por alguém que entenda de ciência, de como ela evolui e do que é importante para as diferentes áreas de estudo. Os cientistas se orgulham de uma coisa importante: você sempre será julgado pelos seus pares. E isso, por toda sua vida científica. Sempre serão outros cientistas que decidirão se você merece uma bolsa, dinheiro para um projeto ou se merece ser contratado. Na maioria das vezes você nem saberá quem estará te julgando. Mandará a documentação necessária e alguém te dará uma nota ou te aprovará (ou não). Em casos específicos, como os concursos, funciona de maneira diferente. Você estará na frente dos juízes e lado a lado com seus concorrentes. Em alguns casos você receberá uma nota e será isso que decidirá (ex: bolsa de iniciação científica), em outras você será julgado por comparação (ex: bolsas de mestrado da Fapesp). E depois que você conseguir a bolsa ou o dinheiro para o projeto, você ganhará um chefe (sim, além do seu orientador). Durante a vigência da bolsa ou do projeto, deverá mandar relatórios para mostrar o trabalho que fez e seu assessor julgará se você trabalhou o suficiente para merecer o que te pagam mensalmente. Ele te acompanhará desde o projeto até o relatório final, e se você der sorte será alguém que te dá sugestões, ajuda com idéias e a redigir uma boa dissertação. Se der azar, pode ser alguém extremamente exigente que te obrigará a trabalhar durante horas a fio para que ele fique satisfeito e diga que você merece a bolsa. E, por último, a única espécie de assessor que não gosto: o indiferente. Esse te aprovará ou te reprovará sem ao menos se justificar, te deixando num nimbo completo. Ao fazer isso, ele vai de encontro ao principal ponto da ciência: ser colaborativo. Afinal, ele e você são igualmente cientistas e não existem motivos para não nos ajudarmos. Bruno Queliconi é doutorando no Instituto de Química da USP.

(O Estado de São Paulo, 09/06/2011 - São Paulo SP - Clipping 09.06.2011)

Plenário Aprova MP que Autoriza Contratação Temporária de Professores

O Plenário aprovou nesta quarta-feira, em votação simbólica, a Medida Provisória 525/11, que autoriza a contratação temporária de professores para atuar em instituições federais de ensino e em projetos de educação técnica e tecnológica. O texto aprovado, que segue para o Senado, permite que as contratações sejam feitas pelo período máximo de um ano, sendo admitida a prorrogação por igual período. O relator, deputado Jorge Boeira (PT-SC), recomendou a aprovação sem alterações da matéria enviada pelo Executivo. Ele argumentou que a medida servirá para suprir a demanda total de docentes verificada na implementação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) enquanto os concursos para o preenchimento das vagas vão sendo realizados. "As autorizações de concurso ocorrem gradativamente. Contudo, a efetiva realização desses concursos, tendo em vista as exigências que caracterizam o processo de recrutamento e seleção de docentes, leva a atrasos no ingresso desses servidores", observou o deputado, justificando a necessidade de dar agilidade na contratação de professores para os novos cursos que estão sendo implementados pelo Reuni. A oposição, no entanto, criticou a falta de planejamento do governo e, sobretudo, a contratação de docentes sem a realização de concurso público. "Houve tempo suficiente para que o governo tomasse as medidas necessárias para a realização do concurso público como deve acontecer para o provimento dos cargos de docentes, de professores nas nossas instituições federais de ensino", afirmou o líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP). "Lamentamos principalmente por aqueles que poderiam, por meio de concurso público, integrar o quadro de novas universidades", completou. De acordo com o governo, a demanda total de docentes para o REUNI foi estimada em 15.755 professores de 3º grau, com base na razão média de 1 docente para cada 20 alunos. "Quando o quadro de docentes para a expansão pretendida estiver completo, terão sido criados 1.461 novos cursos presenciais, permitindo 109 mil novas vagas na graduação", disse Boeira. Professor substituto - A MP, que altera a lei que trata das contratações para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público (Lei 8.745/93), também cria a possibilidade de contratação temporária de professor substituto para ocupar as vagas resultantes de licenças e de afastamentos e de nomeações de docentes para ocupar cargo de direção de reitor, vice-reitor, pró-reitor e diretor de campus. Antes, essa contratação só era possível em caso de exoneração ou demissão, falecimento, aposentadoria, afastamento para capacitação e afastamento ou licença de concessão obrigatória. O texto ainda eleva de 10% para 20% o limite máximo para a contratação de professores substitutos, abrangendo os afastamentos para capacitação e todas as situações de substituição previstas. O tempo de contratação é, no entanto, limitado ao tempo necessário ao provimento do cargo efetivo de docente, também limitado a um ano, prorrogável por mais um ano. O Reuni foi criado como forma de ampliar o acesso e a permanência de estudantes na educação superior pública. As metas do programa foram estabelecidas a partir de objetivos gerais e de ações estratégicas apresentados pelas próprias instituições federais de ensino superior, entre as quais: aumento de vagas de ingresso, especialmente no período noturno, redução das taxas de evasão e ocupação de vagas ociosas.

(Clipping 09.06.2011 - UOL Notícias, 09/06/2011- Murilo Souza da Agência Câmara)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bônus não Atrai Bons Profissionais Para a Educação


Os bônus por produtividade nas redes de ensino público causam bastante polêmica entre os educadores. Poderia a lógica aplicada na indústria e no comércio, de premiar conforme a “produtividade”, ser adaptada para o ensino público e garantir que a qualidade da educação melhore? Talvez ainda se encontre uma forma para que a prática dê certo, mas, da forma que é aplicado em São Paulo, não temos essa garantia. Em 2010, por exemplo, somente cerca de 70% das escolas estaduais tiveram uma nota considerada suficiente para que seus profissionais recebessem o bônus, que será pago em 2011. No ano anterior, o benefício atingiu cerca de 90% das escolas. Ou seja, até para os padrões definidos pelo governo, muitas escolas paulistas não estão melhorando. É importante estar atento para o fato de que boa parte dessas escolas não atingiu totalmente a meta e vão receber só parte do bônus. Os dados demonstram que cada profissional vai ganhar, em média, pouco mais de R$ 3 mil, de bônus, neste ano. Como só quem atinge a meta ganha 2,4 vezes o seu salário, e considerando quanto ganham os profissionais de educação em São Paulo, fica claro que grande parte dos profissionais só atingiu parcialmente as metas. Os profissionais das escolas que, por exemplo, superam suas metas, recebem 2,9 vezes a média de seus salários do ano. Claro que, pra quem ganha, é ótimo. Representa até um 16º salário. O problema é que a prática passa a responsabilidade pela qualidade da educação somente, ou principalmente, ao trabalho dos docentes. Em educação, as coisas não são implantadas. Quando construímos uma estrada, podemos ter a certeza de que com mais trabalhadores, equipamentos e matéria prima a construção ficará pronta mais rápido. Em ensino, existem mais variáveis a serem consideradas, e, além disso, tudo o que é feito em educação tem que ser visto como desenvolvimento. Podemos até aumentar a velocidade com que os educandos desenvolvem habilidades e competências, mas não podemos 'depositá-las' nos alunos. Quando utilizamos avaliações que aplicam provas, o que descobrimos, mais do que qualquer outra coisa, é como são os alunos em relação ao que é cobrado nos exames. No curto prazo, sempre são as mesmas escolas que ocupam os primeiros e os últimos lugares. Mais do que ter boa estrutura, bom material didático ou bons professores, as melhores colocadas são aquelas que receberam os alunos que melhor se adaptam ao sistema de ensino. E isso tem a ver com a história socioeconômica do aluno. A qualidade do professor é o segundo aspecto que afeta o aprendizado. O primeiro engloba a estrutura familiar, sua renda per capita, a qualidade do gasto do orçamento, a escolarização dos pais, o contato com livros e periódicos, a sensação de pertencimento ao grupo, a valorização que o grupo dá para a educação, a qualidade de suas atividades de lazer, suas viagens, entre outras coisas. É justamente por isso que não podemos olhar dados de forma absoluta. Uma escola, por exemplo, que sempre tira 7 nas avaliações acrescenta menos aos alunos do que uma que começa com 3, passa pra 4 e chega a 5. Não podemos insistir no erro de querer que todos os alunos, e todas as escolas, sejam iguais. Quando fazemos isso, tentamos orientar a escola para aqueles que 'sabem', em detrimento daqueles que não 'sabem'. E isso exclui, não pode ser adotado como política pública em nenhum lugar. O bônus de São Paulo considera justamente onde a escola estava e onde ela chegou, apesar de vários setores da sociedade ainda insistirem em destacar as maiores e as menores notas absolutas, sem considerar sua historia. Até a Secretaria de Estado fez esse equívoco em edições anteriores do prêmio, quando algumas escolas com notas absolutas altas não conseguiram aumentá-las e mesmo assim receberam o bônus. Provavelmente, a nota tinha tem muito mais ver com os alunos do que com a qualidade da educação na unidade escolar. O mesmo vale para os educadores. Os melhores são aqueles que possuem condições socioeconômicas mais aprimoradas. E não é só uma questão de renda familiar, mas também de vivência cultural. E é aí que erra o Estado de São Paulo. Temos duas formas de melhorar a qualidade do que é feito dentro das salas de aula. Uma é atrair profissionais mais capacitados para a carreira. A outra é melhorar a capacitação dos profissionais que estão na carreira. Para atrair profissionais melhores para a carreira é fundamental que o salário seja maior. O bônus não é percebido como aumento nos salários, porque não é uma garantia. O professor pode trabalhar o ano todo contando que sua escola vai bater as metas e que ele vai receber três salários a mais, mas acabar recebendo apenas um, ou até mesmo ficar sem gratificação. Com a diversificação da economia e a diminuição do desemprego no Brasil, cada vez os jovens encontram mais possibilidades de carreira. Como um professor ganha, em média, 60% a menos que outro profissional com o mesmo tempo de estudo, é natural que cada vez menos pessoas se interessem pela profissão. Para melhorar a capacitação de quem já está na rede, a capacitação tem que ser continuada. E capacitação continuada não pode ser entendida somente como um curso a cada 15 dias (na verdade nem esta periodicidade existe, de forma universalizada, na rede paulista). O professor se capacita quando participa de cursos e encontros, quando lê, quando assiste a vídeos, quando navega pela internet, quando escreve artigos, quando debate, quando se abre para novas ideias, quando cria, quando viaja, quando conversa, quando reflete sobre essas atividades. É esta a ideia que devemos ter da capacitação continuada. Guardados os limites do bom senso, deve ocorrer a toda hora e a todo momento. Não pode ser só o curso, o encontro ou a oficina. Deve se tornar a própria vivência do professor. Acontece que, ganhando pouco, mesmo aqueles que gostariam de ler bons livros, fazer viagens, pagar por uma internet rápida, ir ao cinema, assinar jornais e revistas, entre outras coisas, ficam financeiramente impedidos de fazê-lo. Além disso, ao professor resta pouco tempo para exercer sua curiosidade intelectual. Alguns se dedicam a jornadas durante o dia inteiro. Outros dividem o magistério com outras profissões. Soma-se a isso a necessidade de administrar a família, cuidar dos filhos, corrigir provas e trabalhos e preencher diários de classe e não sobra tempo para nada. Concordo que alguns dos atuais professores, mesmo que ganhassem muito mais que nas outras profissões, não teriam um gasto qualificado do salário a ponto de melhorarem suas vivências culturais. Isso porque os salários, apesar de serem baixos, foram suficientes para atrair algumas pessoas que não encontravam outras perspectivas de trabalho e que, definitivamente, mas não possuem nenhum talento para educar. Mas não são as exceções que devem guiar a política pública para a educação. Salários maiores são uma necessidade, maior do que as atuais políticas de incentivo, para atrair bons profissionais para a carreira e para dar a possibilidade de que os atuais professores passem pela experiência da melhoria na formação. Do jeito que está, o bônus do Estado de São Paulo pode criar um ciclo nada pedagógico. O que hoje é cobrança pode transformar-se em “culpalização”. A Secretaria do Estado vai começar a culpar as direções regionais por maus resultados. As direções regionais culparão os diretores de escolas. Os diretores de escola, naturalmente, vão dizer que os culpados são os professores. E os professores dirão que são os alunos, o elo mais frágil e que mais precisa de atenção.

(Com salário maior, professores conseguiriam melhorar vivência cultural e, consequentemente, qualidade do ensino Mateus Prado - Portal IG Educação, 28/03/2011 - Clipping 29.03.2011)

Filosofia Vai Ter Livros Didáticos Distribuídos na Rede Pública em 2012


Brasília – A filosofia vai voltar, na prática, para o conteúdo curricular dos alunos de ensino médio, depois de 47 anos fora dos currículos das escolas de educação básica no país. No ano que vem, as escolas da rede pública receberão pela primeira vez, desde a ditadura, livros didáticos dessas disciplinas para orientar o trabalho dos professores. Em 2008, uma lei trouxe de volta a filosofia e a sociologia como disciplinas obrigatórias para os estudantes do ensino médio. A professora Maria Lúcia Arruda Aranha ensinava filosofia em 1971 quando a matéria foi extinta pelo governo militar. Hoje, é uma das autoras dos livros que foram selecionados para serem distribuídos aos alunos da rede pública pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). “Ela desapareceu [a filosofia nas escolas] na década de 70 e reapareceu como disciplina optativa em 1982. Mas, nesse meio tempo, eu continuava dando aula em escola particular. A gente ensinava, só que o nome da matéria não podia constar como filosofia”, lembra. Ela avalia que o país “demorou demais” para incluir as duas disciplinas novamente entre as obrigatórias e ainda falta “muito chão” para que elas sejam ministradas da forma adequada. Ainda faltam professores formados na área já que, por muito tempo, não havia mercado de trabalho para os licenciados e a procura pelo curso era baixa. Em 2009, 8.264 universitários estavam matriculados em cursos superiores de filosofia – 78 vezes menos do que o total de alunos de direito. Muitas vezes são profissionais formados em outras graduações como história ou geografia que assumem a tarefa. Os livros didáticos devem ajudar a orientar os docentes no ensino da filosofia. “O livro é muito importante porque dá uma ordenação do conteúdo e propõe como o professor pode trabalhar os principais conceitos, como o que é filosofia e a história da filosofia. Mesmo o aluno formado na área, às vezes, não está acostumado a dar aula para o ensino médio, não tem dimensão de como chegar ao aluno que nunca viu filosofia na vida”, explica. A história da filosofia, as ideias dos principais pensadores como Platão, Kant e Descartes, servem de base para ensinar aos jovens conceitos básicos como ética, lógica e política. Mas Maria Lúcia ressalta que é muito importante conectar o conteúdo com a realidade do aluno para que ele “aprenda a filosofar”. “O professor deve apresentar o texto dos filósofos fazendo conexões com a realidade daquele tempo em que o autor vive, mas também estimular o que se pensa sobre aquele assunto hoje. Isso desenvolve a capacidade de conceituação e a competência de argumentar de maneira crítica. Ele aprende a debater, mas também a ouvir”, compara. As informações são da Agência Brasil

(O Dia, 03/04/2011 - Rio de Janeiro RJ - Clipping 04.04.2011)

Ilegal no País, Educação Domiciliar Põe Adeptos Como Criminosos


Precariedade do ensino público, drogas, imposição de ideologias, doutrinas dos professores e até mesmo o medo de bullying são alguns dos motivos que levam pais a tomar a decisão de transformar a sala de estar de suas casas em sala de aula para seus filhos. A prática, conhecida como educação domiciliar, ou homescholling em inglês, não é regularizada no Brasil, porém estimativas da Associação Nacional da Educação Domiciliar (ANED) apontam que pelo menos 400 famílias optam por esta modalidade de ensino no País. Os dados são de Fabio Schebella, professor, diretor pedagógico da ANED e escritor do blog Por uma Aprendizagem Natural, que traz informações sobre a prática e dá um espaço virtual de discussão sobre a temática. Segundo Schebella, a falta de regularização desta modalidade no País coloca os pais ou responsáveis em risco. Se denunciados ao Conselho Tutelar, podem responder ao Ministério Público por "evasão escolar", termo que designa o abandono da escola por parte de menores e é considerado crime, punido com detenção. É o caso de uma família de Serra Negra, interior de São Paulo, que foi denunciada ao Conselho Tutelar, por optar pela educação domiciliar como forma de educar as filhas de 9 e 11 anos de idade. O pai, americano, e a mãe, brasileira, tomaram essa decisão por terem considerado a qualidade de ensino do colégio baixa. Para eles, a escola brasileira acarretaria atraso para as duas filhas, que passaram seis anos frequentando escolas americanas. No final do ano passado, os dois responsáveis se tornaram alvos do Conselho Tutelar e do Ministério Publico Estadual da cidade, que exigem que eles cumpram o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), matriculando as duas crianças em escola regular. Apesar dos riscos, as estimativas da ANED comprovam que muitos responsáveis optam pelo homescholling mesmo assim. Para Schebella, os principais motivos são insatisfação com a qualidade do ensino escolar, principalmente o público, convicção de que os pais devem estar à frente da instrução de seus filhos em todos os aspectos, desejo de oferecer uma educação que esteja de acordo com seus princípios morais, éticos e espirituais e a vontade de proteger seus filhos de drogas e violência, como o bullying por exemplo. O que impulsionou Keller Tinoco, 37 anos, empresário em Belo Horizonte, a educar as filhas Milena, 13 anos, e Micaella, 10 anos, em casa foi o fato de acreditar que a educação vai além do ensino de disciplinas. "Acreditamos em uma educação que seja integral, na qual o foco está não apenas no desenvolvimento intelectual dos filhos, mas também no espiritual, emocional e físico. E nesse aspecto a escola é limitada. Além disso, a proposta pedagógica e didática dos colégios é massificante, como uma produção em escala que não busca individualizar o ensino", explica. O empresário começou a fazer papel de professor há um ano, e, segundo ele, as filhas tem adorado o novo tipo de ensino. "Acordamos entre 7h e 7h30. Tomamos nosso café juntos à mesa e na seqüência temos um tempo de reflexão bíblica e orações. Então, por volta das 9h, elas fazem uma leitura complementar do tema bíblico abordado e logo pegam os materiais das disciplinas curriculares de acordo com o nosso cronograma. Elas tem uma hora e meia para almoço e depois continuam estudando até às 17h", diz, contando que os conteúdos são extraídos de matérias didáticos disponíveis no mercado. A professora mineira Laura*, 35 anos, também optou por educar os filhos Marina, 11, e Lucas, 9. A ideia surgiu e foi colocada em prática este ano, depois de observar que drogas e prostituição estavam se tornando coisas comuns nas redes de ensino, segundo ela. Laura comenta que muitos críticos consideram que este tipo de aprendizado pode privar a criança de uma vida social. "Isso é uma inverdade, pois é possível criar laços de amizades fora do colégio. Meus filhos frequentam clubes e fazem amigos até mesmo na igreja", conta. O diretor pedagógico da ANED afirma que este é o maior mito envolvendo educação domiciliar e concorda com a professora. De acordo com Alexandre Magno, especialista em Direito Penal e defensor do homescholling, não existe nada na Constituição do Brasil que proíba a prática efetivamente. Porém outros pontos da legislação podem ser utilizados contra os responsáveis que optam por ensinar seus filhos em casa. O principal deles é a Lei 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina ser obrigação dos pais matricular seus filhos na rede regular de ensino. Outra é a Lei 9.394/96, da Diretrizes e Bases da Educação que prevê ser dever dos responsáveis efetuar a matrícula dos menores a partir dos sete anos de idade no Ensino Fundamental. Segundo consta no Código Penal, qualquer comportamento divergente do que é previsto em lei pode ser considerado crime de abandono intelectual, e a pena pode ser de 15 dias a um mês de detenção ou multa. Apesar de a legislação dificultar o aprendizado em casa, outras iniciativas acabam por facilitar. Um exemplo é a possibilidade de ingressar no Ensino Superior sem necessitar de uma documentação que comprove a frequência e a presença em aulas do Ensino Fundamental e Médio. Schebella explica que quem é ensinado em casa pode recorrer às provas do supletivo ou ainda ao Enem, que também confere certificação de conclusão do Ensino Médio para qualquer um que obtenha nota satisfatória. E no caso de um estudante domiciliar do Ensino Fundamental que deseje completar o Ensino Médio em alguma escola, a Lei de Diretrizes de Base (LDB) prevê que todo cidadão tem o direito de ser matriculado em uma série compatível com seu conhecimento. Ou seja, o aluno domiciliar não precisaria comprovar matrícula prévia, sendo inserido no ano equivalente a sua noção de conteúdos. Magno e Schebella defendem a regulamentação do ensino domiciliar, que já tramita na Câmara, desde 2008, com o Projeto de Lei número 3518/08, que atualmente espera aprovação da Comissão da Educação e Cultura (CEC). Para Magno o homescholling seria uma alternativa à "falência da educação no Brasil", como definiu. Schebella considera o ato como algo interessante politicamente. "Uma vez que este assunto ganhe visibilidade e seja debatido de forma séria e consistente, tenho certeza de que a regulamentação legal irá ocorrer a passos largos. Afinal, isso é interessante para os pais, que terão garantido esse direito, para as crianças, que receberão uma educação de qualidade, para as escolas, que terão uma diminuição do número de alunos em sala de aula, qualificando o ensino, para os educadores, que terão um novo ramo de atuação como orientadores pedagógicos dos pais, e para a economia do país, uma vez que surgirá um novo nicho de mercado", conclui. O nome foi trocado a pedido da entrevistada.

(Cartola - Agência de Conteúdo especial para o Terra - Portal Terra Educação, 02/04/2011 -Clipping 04.04.2011)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ensino Médio Poderá Ter Grade Horária Livre


As diretrizes brasileiras para o Ensino Médio, em vigor desde 1998, devem ser substituídas nas próximas semanas. Conforme adiantou o iG, o novo texto vai enfatizar que não há uma grade currícular fixa para a etapa e incentivar que cada escola ou rede monte o próprio currículo com ênfase em trabalho, ou em ciência e tecnologia ou em cultura. A proposta está em estudo pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) há 8 meses e aguardava um retorno das secretarias de educação estaduais – responsáveis por mais de 90% das matrículas desta etapa - que receberam o documento após a posse dos novos titulares da pasta, em janeiro. Nesta quarta-feira, o projeto foi apresentado pelo relator, José Fernandes de Lima, em reunião do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) que ocorre em Palmas, no Tocantins. “Com algumas sugestões de mudança de redação, eles aprovaram a essência do projeto”, diz Lima. “Há um consenso de que é preciso mudar algo para tornar esta fase mais atrativa para o adolescente.” O ensino médio tem os piores indicadores de aprendizado e conclusão da educação brasileira: apenas metade dos matriculados concluí os estudos e 10% aprende o que seria o mínimo adequado segundo as expectativas vigentes. As novas diretrizes esperam que a ênfase em trabalho, ciência e tecnologia e cultura e a maior flexibilização criem diversidade de projetos que atraiam os jovens. “Vamos deixar bem claro que cada escola ou sistema está liberado para enfatizar mais uma ou outra área sem se prender a cargas horárias. Tem que ensinar matemática, português e outros conteúdos sim, mas pode ser dentro de um projeto sobre o que for melhor para a comunidade”, explica o relator. Próximos passos - O documento agora segue para votação dentro do CNE no dia 6 e depois aguarda homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad. “Acredito que isso será resolvido em semanas”, afirma Lima. Segundo ele, após a aprovação das diretrizes, outros processos serão necessários como a visita aos estados para tirar dúvidas e uma nova discussão das expectativas de aprendizagem mantidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e que direcionam avaliações como o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). “A resolução não tem palavras mágicas, para ela mudar o sistema será necessário muito trabalho das diferentes esferas do governo”, diz o relator. Segundo ele, os estados de Pernambuco e Mato Grosso já solicitaram visitas para conversas com técnicos no intuito de fazer adaptações. “Entendemos que no ensino médio a flexibilização pode ser maior, pois o adolescente já sabe melhor o que quer e poderá escolher entre diferentes propostas”. (IG)

(Portal Aprendiz, 31/03/2011 - Clipping 01.04.2011)
Template Rounders modificado por ::Blogger'SPhera::
| 2008 |