Pelo Corredor da Escola

Apontar temáticas do cotidiano escolar é o objetivo primeiro deste blog, na intenção de ser "elo" entre as partes envolvidas (aluno/professor). A reflexão é o nome deste elo, que não só une, mas debate e critica os principais livros do Brasil e do mundo.

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sábado, 9 de maio de 2009

São Paulo lança escola de formação de professores


* Só vai dar aula quem passar pela formação de quatro meses

* Concurso público vai contratar 10.000 professores

* Projeto abre 50.000 novas vagas na educação

* Serão criadas jornadas de 40 horas e 12 horas para professores

* Prova dos temporários será obrigatória para atuação na sala de aula

O governador José Serra e o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, anunciam nesta terça-feira, dia 5, às 12h, no Palácio dos Bandeirantes, o Programa + Qualidade na Escola, com medidas importantes para melhorar a qualidade da educação no Estado. Será criada a Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo, que será obrigatória para os novos professores da rede pública. Serão 360 horas de formação durante quatro meses com atividades em classe e práticas escolares. “Estamos enfrentando com muito vigor um problema fundamental da educação, que é melhorar a preparação do professor para o aprendizado dos alunos”, diz o secretário Paulo Renato.

A iniciativa do Governo de São Paulo é pioneira no Brasil. Um projeto de lei enviado à Assembléia Legislativa vai estabelecer que o ingresso de professores, diretores e supervisores na rede pública estadual vai exigir, além do concurso público, a aprovação no curso de formação. Durante o curso, os candidatos a professor receberão 75% do salário inicial da categoria. A Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo ocupará o Edifício André Franco Montoro, na rua João Ramalho, e vai utilizar também a estrutura da Rede do Saber de ensino à distância, combinada com atividades presenciais e práticas de sala de aula. Serão feitas parcerias com universidades públicas e aproveitadas as experiências de várias ONGs que atuam no apoio à educação pública.

Concurso e abertura de vagas

O governo do Estado também vai contratar 10.000 novos professores e enviar à Assembléia Legislativa projeto para criar 50.000 novas vagas na educação pública. Os novos contratados terão que passar pela Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo para exercerem suas atividades junto aos alunos. “É um esforço significativo do Estado para valorizar o professor e melhorar a qualidade da educação pública”, diz o secretário Paulo Renato. Com as medidas, o governo reforça a estabilidade do corpo docente com professores efetivos e abre espaço para acelerar a redução do número de professores temporários.

Novas jornadas

Serão criadas duas novas cargas horárias para todos os profissionais da rede: 40 horas e 12 horas semanais, além das já existentes, de 24 e 30 horas semanais.

A jornada de 40 horas semanais é uma antiga reivindicação do magistério de São Paulo e assegura a estabilidade na escola dos professores das primeiras séries e das disciplinas com ampla carga horária, como Matemática e Língua Portuguesa. Já a jornada de 12 horas é importante para facilitar o processo de atribuição de aulas nas disciplinas com menor carga horária. A dificuldade de compor jornada nessas disciplinas é uma das principais causas do número elevado de professores temporários.

Prova dos temporários

O Programa + Qualidade na Escola traz também inovações na questão dos professores temporários. Será institucionalizado o exame obrigatório como requisito para que os professores atuem nas salas de aula. A atribuição de aulas dos professores temporários vai levar em conta os resultados da prova anual, além dos requisitos de tempo de serviço e titulação.

Somente serão admitidos para ministrar aulas os professores que forem aprovados na prova anual. Aos professores que não forem aprovados no exame e tiverem a garantia de estabilidade prevista na Lei 1010 (Lei da SP Prev) será assegurada a jornada mínima de 12 horas semanais, que será exercida em funções auxiliares do processo de ensino (como atividades em salas de leitura, infocentros e em programas de parceria com a comunidade). Os professores reprovadas no exame dos temporários não darão aulas. Esses professores deverão obrigatoriamente prestar o exame nos anos seguintes e conseguirem a aprovação para poderem dar aulas, ou continuarão em atividades auxiliares ao ensino nas escolas.

Atuam hoje na rede pública estadual 210 mil professores, sendo 130 mil efetivos e 80 mil temporários. São 5.300 escolas onde estudam cinco milhões de estudantes. As medidas do Programa + Qualidade na Escola seguem outras ações adotadas pelo governo para melhorar a qualidade da educação, como a política de bonificação e avaliação do desempenho, o programa Ler e Escrever, a definição de currículos e diversas formas de recuperação do aprendizado. “É um trabalho consistente e corajoso que vai melhorar a qualidade da nossa educação”, diz o secretário Paulo Renato.


(Extraído do site da SEE -Terça - feira, 05 de Maio de 2009)

6 Comentários:

Ricardo disse...

en El Salvador se está llevando a cabo algo similar inntruyendo a docentes del nivel básico para el fomento de la lectura y las matemáticas. Todo esto con el Plan 2021 de El Salvador, algo que espero que lleve al país a los priemros lugares de alfabetización del mundo.
Más o menos he participado como capacitador en regiones del interior del país. Es una experiencia agradable, más si se hace desde los priemros años escolares.
Saludos!

Prof. Israel Lima disse...

Amigo Ricardo,

Ese artículo, eso en su, que sus país, El Salvador, en los que los gobernantes están planificando algo prefieren a la educación, que camina para muchos tan olvidados.
Me gusta sus páis su mucho, y me enrosco con el propósito de que todo entra en este proyecto que considera la educación bien.
Gracias por su visita en mi blog,
¡regrese siempre!!!

Un abrazo

Christiane Forcinito Ashlay Silva de Oliveira disse...

Gostei muito do seu blog. Coloquei um link do seu blog nos meus. Possuo 5 blogs e escrevo em três sites. Irei me formar este ano em filosofia. Sou apaixonada pelo que faço...

Acredito que a grande questão não é ensinar os professores, é não desanimá-los... Seria reforçá-los... Quando conhecem o que ensinam, amam o que fazem com paixão acho difícil não repassar uma parte disso aos seus alunos...

Não digo que seja problema do professor entende? Compreendo que hoje em dia não se valoriza o intelectual... Vivemos em um país onde se dão valor à imagem, ao ter e não ao "ser"...

Há muito o que refletir sim... Muito...

Um grande prazer conhecê-lo.

Christiane.

Joyce Pianchão disse...

Concordo quando se exige mais preparo do professor. Mas é preciso somar ao preparo a valorização, reconhecimento do professor como um profissional. Sou professora, que digo aos meus colegas que não sei de onde retiro tanto entusiasmo pelo faço. Professor Israel estou muito feliz em tê-lo como seguidor de meu blog. Sinto-me honrada com o seu comentário. é bom saber que o nosso trabalho de alguma forma está sendo reconhecido e ampliando-se. Um abraço mineiro... Joyce.

Prof. Israel Lima disse...

Querida Christiane,

Parabéns pelo belíssimo blog!
Obrigado por sua visita em meu blog e comentário.
Sucesso em sua vida, parabéns pelo exemplo de vida!
Visite-me mais vezes e VOTE em meus selos de participações.

Um grande abraço

Prof. Israel Lima disse...

Amiga Joyce,

Muito inteligente seu comentário!!!
Concordo com sua reflexão.
Agora deixe-me agradecer a sua visita e comentário em meu blog. Muito obrigo!!!
Visite-me mais vezes e VOTE em meus selos de participações.

Estou aguardando sua nova visita.

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