Pelo Corredor da Escola

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Professores Públicos Mantêm Paralisação


Professores da rede pública estadual vão continuar parados por tempo indeterminado. A decisão foi tomada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) durante assembleia quarta-feira, em São João del-Rei, no Campo das Vertentes, e vale para todas as regiões do estado, onde ocorrem diversas manifestações. A categoria reivindica um piso de R$ 1.312,85 e reclama que o salário de um professor do nível básico é hoje de apenas R$ 369. A Secretaria de Estado de Educação, no entanto, garante que a menor remuneração dos professores é de R$ 850, para jornada de 24 horas semanais. No mês que vem, com um reajuste de 10%, os educadores passarão a receber um total de R$ 935, valor proporcional ao piso nacional, que é de 40 horas semanais. Segundo o Sind-UTE, 70% dos profissionais da educação aderiram à paralisação. O diretor estadual da entidade Abdon Geraldo Guimarães, destacou ontem que, além do reajuste salarial, os professores querem a promoção de concursos públicos, participação na escolha dos diretores das escolas e melhora no atendimento do Ipsemg. Em Varginha, no Sul de Minas, dezenas de representantes da categoria concentraram-se ontem na Avenida Rio Branco para protestar. Na subsede do sindicato na cidade, que representa 21 municípios da região, pelo menos 70 escolas aderiram ao movimento, deixando cerca de 45 mil alunos sem aula. Eles exibiram bandeiras, cartazes, faixas e cópias de contracheques. Com duas faculdades e pós-graduação, o professor de português Domingos Antônio Almeida recebe salário-base de R$ 500,48. “Dou 20 aulas por semana na rede estadual e mais seis em escola particular. Se não tivesse essa complementação, não teria condições de sobreviver e manter os três filhos”, frisou. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, muitas escolas estão funcionando e serão mantidas as propostas anunciadas no dia 14, em Belo Horizonte. Entre elas, está a criação de um grupo de trabalho com representantes do governo e do Sind-UTE para estudar alternativas para revisão da composição remuneratória dos servidores, tendo em vista a complexidade das carreiras da educação, especialmente a de professor, que têm 24 gratificações e vantagens aplicadas ao vencimento básico.


(Clipping 23.04.2010 Estado de Minas, 23/04/2010 - Belo Horizonte MG Professores públicos mantêm paralisação Patrícia Rennó)

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