Pelo Corredor da Escola

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Empresários "Adotam" Escolas Públicas e Melhoram Ensino


Há cinco anos, a Escola Estadual Francisco Brasiliense Fusco tinha uma evasão escolar de mais de 20% e 1.200 alunos. Localizada no Campo Limpo, na zona sul de São Paulo, figurava entre as instituições da região com menor procura por pais para matricularem seus filhos. Também não estava na lista de preferências de professores como local de trabalho. Hoje, depois de algum investimento em infraestrutura e capacitação de professores, a escola virou modelo para a região. Há cerca de 1.800 estudantes matriculados e 1.500 na fila por uma vaga. O índice de abandono caiu a menos de 1% e a frequência dos professores subiu mais de 30%. E o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) melhorou 81% (saiu de 2,28 em 2008 para 4,12 em 2009).
Esse cenário de 2010 só foi possível por conta de um investimento do Grupo ABC, de Nizan Guanaes, que integra a Associação Parceiros da Educação. Fundada em 2006 pelos empresários Ana Maria Diniz (Grupo Pão de Açúcar) e Jair Ribeiro (CPM Braxis), promove e monitora parcerias entre escolas da rede pública e empresas e empresários. As instituições recebem recursos extras – em torno de 10% do que o governo aplica a cada escola – para melhorar a infraestrutura e o aprendizado dos alunos. “Fiz uma escola que me orgulho. Ela está com padrão de respeitabilidade na região. É um programa que vale a pena. Nós precisamos conseguir mais empresários. Não é um ato de bondade. É de responsabilidade”, afirma Nizan Guanaes. Atualmente, a Parceiros da Educação atende 80 escolas em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro, uma no Rio Grande do Sul e uma em Goiás. A meta é fechar o ano com 160 e atingir 500 até 2013. “A rede pública estadual de São Paulo conta com mais de 5.500 escolas. É uma das maiores redes públicas do mundo. As escolas com menores índices de qualidade estão nas periferias das grandes cidades, justamente aquelas atendidas pela Parceiros da Educação”, explica Ana Maria Diniz.
A Escola Estadual Luis Gonzaga Travassos da Rosa, "adotada" pela CPM Braxis, teve um salto de 71% no Idesp comparando-se 2008 com 2009. A média foi de 2,12 para 3,63. Desde 2004, a institução localizada no Jardim Santo Antonio recebeu apoio pedagógico na formação continuada de professores e coordenadores pedagógicos do ensino fundamental em português e matemática. Com investimentos do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, jarrey Jr e Quiroga, a Escola Estadual Parque Cláudia II, no Parque Santo Antonio, também apresentou melhora no Idesp. No ciclo I houve ganho de 33% (de 2,8 para 3,30 de média) e no ciclo II, 22% (de 1,95 para 2,37).
Parceria - O empresário escolhe uma instituição cadastrada pela Parceiros da Educação que, junto com a direção e os professores, elabora um diagnóstico e cria um plano de ação considerando quatro vertentes: apoio físico-estrutural, apoio à gestão, apoio pedagógico e apoio à integração da comunidade com a escola. O investimento anual gira em torno de R$ 150 mil a R$ 200 mil por escola. “Decidida a escola, há o investimento de recursos financeiros, materiais e humanos que visa melhorar o aproveitamento escolar do aluno. Usamos a metodologia da secretaria estadual de Educação. O material é excelente. Nosso conceito é pegar algo que exista e implementá-lo de forma mais eficaz”, explica Jair Ribeiro.
De acordo com Ribeiro, há atenção especial na formação continuada dos coordenadores pedagógicos e professores. Eles recebem treinamentos e passam por avaliações – tanto do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) quanto um teste anual criado pela associação em parceria com Fundação Cesgranrio. “Se forem bem avaliados, recebem bônus. Tudo o que fazemos buscamos uma contrapartida da escola. Nosso trabalho não é só de assistencialismo”. Como muitos empresários não têm tempo de participar “pessoalmente” de todo este processo, a associação indica um profissional que será o “facilitador de parceria”. Ele trabalha como mediador do processo entre empresa e escola e é o responsável por tocar o dia-a-dia do acordo. O compromisso deve durar de cinco a seis anos, período estimado para que a escola possa dar continuidade às ações com apoio da comunidade escolar. “O verdadeiro dono da escola é a comunidade, não o empresário”, diz Paulo Bilyk, sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos, responsável por uma escola em Campos do Jordão.


(Clipping 14.04.2010 - Portal IG Educação, 13/04/2010 - Gabriela Dobner, iG São Paulo)

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